Brasil

Por Fernando Henrique Cardoso, em 08/11/2012 às 14:58  

A VITÓRIA DE OBAMA

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(artigo originalmente publicado no jornal Metro, 07/11/12)

A vitória de Obama nas eleições americanas mostra o efeito das mudanças que estão ocorrendo na sociedade americana. O reconhecimento social dos negros, depois das lutas memoráveis pelos direitos civis, das quais o pastor Martin Luther King é o símbolo, terminaram por fazer com que as populações negras, finalmente, tivessem seus direitos e pudessem se expandir econômica, social e politicamente. Obama simboliza isso. Há mais, entretanto. A presença dos que os americanos chamam de “latinos” e, curiosamente para nós, distinguem entre eles e os “brancos”, vem crescendo demográfica e agora politicamente. Negros e “latinos” votaram maciçamente por Obama. Por fim, jovens e mulheres, pelos dados apurados, somaram-se àqueles dois contingentes para dar maioria a Obama.

Com isso Obama teve uma vitória expressiva, mas não consagradora, pois ainda assim quase a metade dos eleitores votou em Mitt Romney, quase todos brancos. Ou seja, a sociedade está dividida entre, por um lado, os recém-aceitos pela nação (negros, latinos, mulheres eleitoras e jovens) e, por outro, no campo republicano, as populações mais enraizadas no país e tradicionais. Claro, nos dois campos há exceções. Mas esta foi a imagem que transpareceu no voto. Isso mostra ao mesmo tempo a grandeza e as dificuldades da sociedade americana. Grandeza porque, bem ou mal, mesmo que não haja nada equivalente à cordial fusão de raças de um país de predominância de mulatos como o Brasil, mostra que as minorias são reconhecidas pela força das leis, se expressam e, quando juntas, podem ganhar. Dificuldades porque não é bom ter um país que ao se expressar eleitoralmente se divide tão nitidamente entre o país aberto, democrático, moderno, e o país mais modorrento e branquela.

Obama ganhou porque ele expressa em si o novo país, apesar de suas indecisões, de não haver entregue o que prometeu e do abismo fiscal para o qual ajudou a empurrar os Estados Unidos. Venceu porque se mostrou mais disposto a lutar pelos mais pobres. Simboliza o “novo”. Mas o “outro” país ganhou as eleições para a Câmara de Deputados, tem capacidade de bloquear decisões e, portanto, continuará com força suficiente para impedir que Obama vá mais longe em suas propostas de reforma.

Por fim, as eleições americanas têm um quê de provinciano. Nelas nada foi dito sobre a crise financeira mundial, sobre as dificuldades da Europa. Pouco se falou sobre o Irã, a Síria, Israel e a Palestina ou sobre o Paquistão, o Afeganistão e Coreia do Norte. Nem se falou de aquecimento global. Nada sobre as grandes questões mundiais. Neste contexto, para que falar de Brasil ou da América Latina? Falou-se sobre as questões domésticas.

O presidente, entretanto, terá de decidir sobre questões mundiais que afetam a todos nós e ao povo americano também. Este é o drama das democracias de massa: os dirigentes são escolhidos com base em problemas concretos, locais, dos eleitores. Entretanto, o mundo está cada vez mais interligado e depende de decisões que serão tomadas por quem foi eleito para cuidar da província…

 




23 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por Luiz Felipe, em 11/11/2012 às 08:29

Tremei, papa tangos e cia. da mesmice, o HoMeM vem aí... Por LORIAGA LEÃO. "Na verdade, BARACK OBAMA, não obstante reeleito ( graças ao medo do retrocesso), a exemplo de FHC e Lula, no Brasil, por ora, ao que parece, veio apenas para acenar com mudanças, mas não para ousar mudar de verdade as estruturas apodrecidas, nem mesmo no seu próprio país, que, aliás, vai mal das pernas, e que tem um sistema político-partidário-eleitoral baseado na força do dinheiro, ainda mais superado e mais furado do que o “modellão lladrão” brasileiro, que já é péssimo, e que se encontra com o seu prazo de validade vencido há muito tempo. O EUA já não é mais aquele bicho-papão de outrora. O Brasil, hoje, é o único país no mundo que tem Projeto Novo e Alternativo de Nação ( capaz de resolver no atacado e no varejo o nosso Brasilzão) e de política-partidária-eleitoral, apartidário, prontinho para entrar em cena, porém à espera da boa vontade da classe político-partidária-eleitoral que aí está, agonizante, sufocada pela condenação definitiva do “modellão lladrão”, que, não obstante condenado, teima em continuar nos impondo o continuismo pestífero e suas velhas heranças malditas, que nos impedem de avançar rapidamente e até de dar um grande salto de qualidade adiante dos EUA e até mesmo da própria Europa-mãe, formando aqui, a partir da nossa própria casa, a grande Confederação das Repúblicas Federativas do Brasil, a ser expandida à América do Sul e Latina, levando a efeito assim as grandes transformações estruturais que se fazem necessárias há 512 anos neste imenso território continental ( que o EUA jamais terá peito para fazer tão cedo em seu território), inclusive com nova moeda própria mais forte de circulação internacional, para competir mundialmente com o euro e o dolar ( descentralização, desconcentração, queda abrupta e drástica da carga tributária com a sua simplificação e desoneração, correção das desigualdades, zeração do insustentável custo Brasil atual, etc., etc. e tal...). Todavia, por ora, ao que parece, pelo andar da carruagem, ainda continuaremos reféns por tempo ainda indeterminado do velho continuismo da mesmice, que a politicalha-partidária-eleitoral de baixa estatura teima em continuar nos impondo via ditaduras, situação e oposição, que, ao que parece, ainda continuam apaixonadas pelo velho “modellão lladrão”, que suga todas as energias da nação, não obstante tudo o que já aconteceu e continua acontecendo a olhos vistos no STF, sob o apelido de “mensalão”, que na verdade é a condenação fatal do próprio Modellão. Todavia, a nossa crença é de que novas aberturas partidárias e dias melhores virão, e com eles, ou sem eles e apesar delles chegaremos lá. Por ora, é o bom orar, rezar e vigiar."

Por Luiz Felipe, em 11/11/2012 às 09:04

@luisfelipe Comentário inserido aqui em duplicidade , por erro, favor retirar.

Por Luiz Felipe, em 11/11/2012 às 08:12

Por LORIAGA LEÃO. "Na verdade, BARACK OBAMA, não obstante reeleito ( graças ao medo do retrocesso), a exemplo de FHC e Lula, no Brasil, por ora, ao que parece, veio apenas para acenar com mudanças, mas não para ousar mudar de verdade as estruturas apodrecidas, nem mesmo no seu próprio país, que, aliás, vai mal das pernas, e que tem um sistema político-partidário-eleitoral baseado na força do dinheiro, ainda mais superado e mais furado do que o “modellão lladrão” brasileiro, que já é péssimo, e que se encontra com o seu prazo de validade vencido há muito tempo. O EUA já não é mais aquele bicho-papão de outrora. O Brasil, hoje, é o único país no mundo que tem Projeto Novo e Alternativo de Nação ( capaz de resolver no atacado e no varejo o nosso Brasilzão) e de política-partidária-eleitoral, apartidário, prontinho para entrar em cena, porém à espera da boa vontade da classe político-partidária-eleitoral que aí está, agonizante, sufocada pela condenação definitiva do “modellão lladrão”, que, não obstante condenado, teima em continuar nos impondo o continuismo pestífero e suas velhas heranças malditas, que nos impedem de avançar rapidamente e até de dar um grande salto de qualidade adiante dos EUA e até mesmo da própria Europa-mãe, formando aqui, a partir da nossa própria casa, a grande Confederação das Repúblicas Federativas do Brasil, a ser expandida à América do Sul e Latina, levando a efeito assim as grandes transformações estruturais que se fazem necessárias há 512 anos neste imenso território continental ( que o EUA jamais terá peito para fazer tão cedo em seu território), inclusive com nova moeda própria mais forte de circulação internacional, para competir mundialmente com o euro e o dolar ( descentralização, desconcentração, queda abrupta e drástica da carga tributária com a sua simplificação e desoneração, correção das desigualdades, zeração do insustentável custo Brasil atual, etc., etc. e tal...). Todavia, por ora, ao que parece, pelo andar da carruagem, ainda continuaremos reféns por tempo ainda indeterminado do velho continuismo da mesmice, que a politicalha-partidária-eleitoral de baixa estatura teima em continuar nos impondo via ditaduras, situação e oposição, que, ao que parece, ainda continuam apaixonadas pelo velho “modellão lladrão”, que suga todas as energias da nação, não obstante tudo o que já aconteceu e continua acontecendo a olhos vistos no STF, sob o apelido de “mensalão”, que na verdade é a condenação fatal do próprio Modellão. Todavia, a nossa crença é de que novas aberturas partidárias e dias melhores virão, e com eles, ou sem eles e apesar delles chegaremos lá. Por ora, é o bom orar, rezar e vigiar."

Por Capitão Caverna, em 09/11/2012 às 23:18

FHC mantém o ranço que o fez apoiar o projeto petista como um cúmplice omisso e covarde. Sua análise demonstra que a "democracia" por ele defendida, assim como a democracia defendida pelos petistas contempla apenas a visão "progresssista" de esquerda. Obviamente, seu raciocínio converge para uma falsa dicotomia, por ele definida, entre um país moderno, miscigenado, e um país retrógrado, branquela. É uma versão light do discurso do apedeuta que culpa os loiros de olhos azuis pelos males do mundo! Obama não representa o progresso, o moderno, por ser de esquerda. E apesar de concordar que Romney seria uma escolha pior, isso não significa que "a direita", ou a alternativa apresentada por ele seja um retrocesso. Democracia não significa a preponderância da esquerda. Assim, a democracia não foi representada pela vitória de Obama, assim como a vitória de Romney não significaria que nos EUA existiria uma democracia em declínio... A democracia consiste justamente no processo no qual as visões de Romney e Obama puderam ser confrontadas, sem satanização de um dos lados, como sugere FHC... Não é atoa que FHC e o PSDB falham como oposição! Não a fazem por opção... acreditam que só podem fazer oposição

Por Capitão Caverna, em 09/11/2012 às 23:19

@antoniorodrigues Não é atoa que FHC e o PSDB falham como oposição! Não a fazem por opção... acreditam que só podem fazer oposição à direita...

Por Gerci Monteiro de Freitas, em 09/11/2012 às 21:20

Ótimo texto de FHC... Obama representa a oxigenação pela qual a velha política americana está passando. Sua reeleição foi muito salutar para a grande nação americana.

Por Paulo Ferreira, em 09/11/2012 às 10:58

A reeleição de Obama, mostra que o eleitor lá como cá, espera que o candidato mantenha as coisas do geito que estão, é imperativo que os candidatos a cargos executivos tenham projetos para 2 mandatos, mesmo que não apresente a proposta dividida em 2 mandatos, se não for possivel cumprir em 1 mandato, que cumpra a maior parte em 2 mandatos, o eleitor brasileiro está aprendendo que ou o candidato cumpre seus dois mandatos ou passamos a dar maior importancia ao vice, pois estes muitas vezes assume e deve ter comprometimento com as propostas elencadas pelo projeto como um todo. O fato americano demonstra que não há mais saída para um modelo bipartidário, sem opção de escolha americana, optou-se pelo menos pior. Enfim economizou-se um outro nobel de Paz.

Por Luiz Felipe, em 09/11/2012 às 11:18

@sphgf Votaram contra o retrocesso, apenas isso, a exemplo do Brasil. Mas se tivesse um Terceira Via de Verdade, como Projeto Novo e Alternativo em contraponto ao retrocesso e ao continuismo, Obama teria ido pro saco.

Por Luiz Felipe, em 09/11/2012 às 12:32

Com certeza, Aline, parabéns pelo seu comentário. É mais ou menos como acontece no Brasil, ainda temos ai em vigor muita coisa da famigerada ditadura militar, ou seja, entulho autoritário, como diziam, ou ossos do dinossauro ainda não sepultado, como dissera o saudoso, Dr. Uysses.

Por Aline Cristina, em 09/11/2012 às 11:47

@luisfelipe Acredito sim, que o povo estadunidense tenha votado em Obama com medo e a eterna lembrança do que viveram na era Bush. Entretanto não creio que votar em Obama signifique votar no progresso ou ao menos garantir tudo como está. Dizem que Obama é a voz que protege os imigrantes, os latinos, enfim, os oprimidos. Do que tenho acompanho de política não vejo assim. Barack Obama é apático, não trás nada de novo. Mantém muitas coisas ainda da era Bush, porém na surdina. Não creio que era o melhor. Na verdade nenhum dos candidatos era o melhor.

Por Luiz Felipe, em 09/11/2012 às 09:24

"Negros e “latinos” votaram maciçamente por Obama." Maciçamente, ou massivamente, senhor ex-presidente ? Aliás, Barack Obama tem onze letras, e o nome de guerra do próximo Presidente do Brasil também terá onze letras. A diferença é que Obama veio apenas para acenar com mudanças sérias, estruturais e profundas, a exempo de FHC e LULA, e o próximo Presidente do Brasil virá para realizar as grandes mudanças necessárias há muito tempo.

Por Fabiano Machado, em 09/11/2012 às 08:03

Bom. Acredito que Obama é a melhor alternativa ainda. Porém a discussão sobre políticas estrangeiras está cada vez mais raro. Os países, todos inclusive o Brasil, estão mais interessados em discutir a própria política interna (que acho muito ruim também... O Brasil está cada vez mais fechada nesses muros que o PT cria na América do Sul). Gosto sempre do que FHC escreve, acho sempre muito bom. Abraços!

Por Bruno von Medem, em 08/11/2012 às 21:13

Obviamente Barack Obama está muito distante de alcançar o título de melhor presidente dos EUA, não apenas por motivos que permeiam seu governo, mas tambêm por motivos externos como a Crise na Europa ou a Primavera Árabe. Porém, definitivamente ele representa uma maior esperança, não só ao povo estadunidense, mas também ao mundo. De certa forma podemos enquadrá-lo como adepto à Terceira Via, manifestação "ideológica"-política cuja almeja conectar idéias econômicas capitalistas com politicas de cunho socialista. Acredito firmemente que essa seja a saída para os problemas do nosso século: guerras, crises, invasões, terrorismo, desigualdade..... Estava claro que Mitt Romney não pretendia compartilhar o "bolo" estadunidense com toda a população, mas preferencialmente aos denominados WASP ( sigla traduzida como Branco, Anglo-saxão e Protestante ), o estrato social tipicamente republicano. Agora apenas nos resta aguardar com fortes esperanças que esta nova gestão "OBAMA" seja produtiva e verossímil ao prometido durante a campanha!

Por Capitão Caverna, em 11/11/2012 às 08:41

@brunovmff os estados do sul tem grande população de latinos. As projeções determinam que serão maioria nesses estados... Sendo assim, essa sua análise também é simplista. É o viés esquerdista, o maniqueísmo entre os Salvadores da humanidade e os reacionários...

Por Capitão Caverna, em 08/11/2012 às 21:25

@brunovmff essa pauta baseada na divisão etinica da população Americana não me parece a mais importante na discussão entre os candidatos e partidos Democrata e Republicano... Como sempre, acho que o principal interesse dos Americanos resumiu-se aos rumos da economia. Acho que essa dicotomia entre brancos, ricos contra pobres, não-brancos, é um viés de nossa cultura Latina, esquerdista e doutrinada... Exagerando interpretaçōes da importancia dessas diferenças nos EUA...

Por Bruno von Medem, em 09/11/2012 às 17:15

@antoniorodrigues Apenas compare os estados os quais votaram no Obama com os estados não-escravagistas durante a Guerra de Secessão Americana e os estados que apoiaram Romney aos estados adeptos e de facto escravagistas: são os mesmos! Obviamente a economia caracterizou-se como o principal debate nas eleições, mas concerteza as tradições e a história do EUA, mais uma vez, se mostraram fortemente presentes.

Por Sergio Zamprogno, em 08/11/2012 às 20:19

Nessa eleição americana, as divisões etnicas, culturais e sociais prevaleceram sobre todos os problemas que o pais entreta no momento. Isso em parte é fruto da implantação do politicamento correto, que inviabilizou a assimilação dos imigrantes mais recentes e dos novos cidadãos na cultura e sociedade americana. Os imigrantes do passado como irlandeses, italianos e chineses se integraram. Os mais recentes como os latinos foram convencidos a formarem uma sociedade paralela. Os negros foram convencidos a se comportarem como vitimas e se auto-segregarem do resto da sociedade. Os EUA estão realmente mudando e com isso, os novos membros da sociedade foram treinados a exigir dependência do governo. Eles chegaram ao ponto onde existem mais cidadãos na carruagem do que a puxando. Assim, os politicos que prometem mais lugares na carruagem nunca perdem eleições. O problema é que lugares na carruagem nao sao de graça como sao vendido durante as eleições e sao financiados pelos que estao puxando a carruagem. Eu acredito que eles terao um futuro bem duro pela frente e Obama nao sabera acertar o problema pois e um dos criadores dos mesmos.

Por Capitão Caverna, em 08/11/2012 às 17:23

A vitória de Obama não tem nenhum significado revolucionário, inovador, e a sua derrota não significaria um retrocesso da sociedade Americana, justamente por vivenciarem um regime no qual opiniões divergentes são legítimas, e valorizadas. Lá, oposição assume seu papel, e oferece uma alternativa à população. Aqui, comemora-se a redominancia da esquerda, do progresssismo, sem estranhamentos de não existem discursos divergentes. Lá, o presidente recém eleito abre diálogo com a oposição no primeiro discurso, respeitando opiniões divergentes. é natural um presidente em campanha discursar pela extinção de opositores. Outros mais ignóbeis dizem-se "diferentes" sem fazer oposição! Lá, buscam convencer os eleitores, aqui buscam conquistar eleitores com discursos vazios... E mais uma vez FHC nos Brenda com sua visão deturpada da democracia, pregando o GLOBALISMO...como se os interesses Americanos delvessem adequar-se as visões progressistas de pensadores mundiais... Demagogia, esquerdismo burro, e agora GLOBALISMO... FHC merece um prêmio pela vanguarda de seus pensamentos... Chamberlain...

Por Capitão Caverna, em 08/11/2012 às 21:30

@antoniorodrigues corrigindo... No Brasil é comum um presidente em campanha desejar o extermínio da oposição! Assim como é comum a abdicação do papel de oposição, traindo a confiança dos eleitores... Quando FHC protégeu LULA do impeachment estava exercendo qual papel? Quando o PSDB critica o mensalão e mantem Eduardo Azeredo em seus quadros espera passar qual mensagem aos eleitores? Quando afirma que o PSDB é diferente sem no entanto opor-se ao PT quer sizer o que? Oportunismo ou Covardia? Da para comparar com os EUA???

Por Capitão Caverna, em 09/11/2012 às 23:04

@antoniorodrigues Menos????? FHC tem seu quinhão de culpa nessa história... vamos cobrar a fatura dele também... ele e o PSDB não passam incólumes no episódio do mensalão, assim como não passa incólumes na investigação da morte de Celso Daniel, por acaso quem conduziu a investigação????

Por Gerci Monteiro de Freitas, em 09/11/2012 às 21:19

@antoniorodrigues Calma, menos, por favor.

Por Aline Cristina, em 08/11/2012 às 16:29

Não tinha dúvidas quanto a reeleição de Obama. Até a própria natureza se encarregou de ajudá-lo. Um furacão bem em época de eleição veio a calhar. O que muito me admirou é que outros países sofreram tanto ou mais com a devastação do furacão, todavia não receberam o mesmo destaque pela mídia. Intrigante, mas previsível. De fato não vi grandes avanços no primeiro mandato de Obama. Me parece apático. Além disso, esse ar de bom moço não me convence, talvez isso se deva a todas as experiência negativas que enquanto brasileiros sempre tivemos com os "políticos bonzinhos". De maneira geral se trata de um avanço no que tange a cultura americana eleger e reeleger um negro. Meu palpite é que Obama mostraria suas reais intenções quando se reelegesse, espero estar errada.

Por Gerci Monteiro de Freitas, em 09/11/2012 às 21:25

@alinecristina Minha querida, querendo ou não, os EUA são o centro do mundo, por isso de os seus dramas serem tão destacados em relação aos outros.