Opinião

Por , em 22/11/2012 às 01:16  

Alienação não tem cor

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20 de novembro, Dia da Consciência Negra… Por que, ao invés de relembrar um herói que também foi escravagista, como Zumbi ou exigir “respeito”, como se lhe faltassem por causa de critérios raciais, o que os antiescravistas, os que exigem respeito e querem mesmo um mundo mais justo e não um mero teatro de ressentimentos deveriam fazer, seria protestar contra os redutos mundiais de escravidão. Mas, será que para muitos desses militantes, bradar contra um país africano, onde negros escravizam negros é algo que “pega bem”? Maldita causa que não dá mais para acusar brancos de serem algozes típico-ideais!

 

Pois é, às vezes, a realidade é um pouco mais chata e complexa do que nossas ideologias supõem.

Confiram esta excelente matéria sobre a Mauritânia, país que ainda sustenta a escravidão:

Slavery’s last stronghold – CNN.com

E ainda não resisto a mais esta provocação, com este excelente ator:

Aqui, um antigo texto sobre o assunto:

Alienação não tem cor




11 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por Antonio Augusto Oliveira, em 27/11/2012 às 20:30

Não em mesmo. Você é um alienado sob qualquer lente.

Por roberto argento filho argento, em 27/11/2012 às 16:55

http://www.observadorpolitico.org.br/grupos/comunicacao/forum/topic/coisas-estranhas-acontecem

Por augusto josé sá campello, em 24/11/2012 às 16:29

Boa tarde. Pois é... sinto-me bem nestas questões porquanto minha família é multiracial. Aliás, eu sou multiracial. Participei de um projeto de genoma. O meu bateu na média dos brasileiros : 60 branquelo, 30 africano e o resto indígena, ameríndio. Ajscampello

Por Anselmo Heidrich, em 26/11/2012 às 09:01

@ajcampello Caro Augusto, aí que acho que está o problema, na "racialização" da questão. Deveríamos ter sim a promoção dos mais pobres, que em alguns estados corresponderiam a uma maioria negra, mas não necessariamente em todo o país. Agora, se um dos objetivos é combater o racismo por que não incentivar um mutirão de denúncias de casos para que os agentes de crime de racismo sejam processados ao invés de lembrar uma "dívida histórica" contra indivíduos que não têm nenhuma responsabilidade sobre o ocorrido séculos atrás?

Por José Antônio da Conceição, em 22/11/2012 às 12:29

Sua opinião (que eu respeito) mistura dois tipos de luta para um só povo. É louvável o tipo de luta que você sugere, mas isso não tira o brilho nem a esperança da outra luta sobre a qual você se posiciona criticando. Dentro das duas lutas, em qual você participa ativamente? ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- DIREITOS HUMANOS Toda pessoa humana tem direitos. Isso acontece em qualquer parte do mundo. Grande número de países há pessoas que têm mais direitos do que outras, Existem diferenças também quanto ao respeito pelos direitos, pois enquanto em certos países os direitos são fundamentais da pessoa humana são muito respeitados em outros não há respeito. Por que existem esses direitos? Porque todas as pessoas têm algumas necessidades fundamentais que precisam ser atendidas para que elas possam sobreviver e para que mantenham sua dignidade. Cada pessoa deve ter a possibilidade de exigir que a sociedade e todas as demais pessoas respeitem sua dignidade e garantam os meios de atendimento daquelas necessidades básicas. Além disso, as pessoas humanas são todas iguais por natureza e todas valem a mesma coisa, mas cada uma tem suas preferências, suas particularidades e seu modo próprio de apreciar os acontecimentos. Por causa destas diferenças as pessoas nem sempre estão de acordo e é preciso que existam regras regulando os comportamentos, estabelecendo o que cada um deve ou não deve fazer, o que é permitido e o que é proibido. O fato de haver divergências e conflitos não é mau.Ao contrário disso, onde as pessoas são livres é natural que não concordem em tudo e é bom que possam manifestar suas discordâncias. È desse modo que cada um se sente completo como pessoa e dá sua contribuição para o aperfeiçoamento da vida em sociedade. Não se pode, entretanto, dispensar a existência de regras de convivência, não para sufocar as pessoas e impedir que se manifestem as divergências, mas regular as manifestações e dar a elas um sentido positivo. Mas como todos os seres humanos valem a mesma coisa não é justo que sé alguns estabeleçam as regras e os outros só fiquem com a obrigação de obedecer. Essas regras é que constituem o direito. E para que o direito seja legítimo e justo é preciso que todas as pessoas do povo possam dar sua opinião no momento em que as regras são escolhidas. É preciso também que todas as pessoas do povo, mesmo aquelas que estão no governo, ou que são poderosas, sejam obrigadas a obedecer e respeitar o direito. DALLARI, Dalmo de Abreu. O que são direitos da pessoa São Paulo,Circo Editorial, 1985 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou Negro entoou Um canto de revolta pelos ares No Quilombo dos Palmares Onde se refugiou Fora a luta dos Inconfidentes Pela quebra das correntes Nada adiantou E de guerra em paz De paz em guerra Todo o povo dessa terra Quando pode cantar Canta de dor ô, ô, ô, ô, ô, ô ô, ô, ô, ô, ô, ô E ecoa noite e dia É ensurdecedor Ai, mas que agonia O canto do trabalhador Esse canto que devia Ser um canto de alegria Soa apenas Como um soluçar de dor ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Sou casado com uma bisneta de filho do Barão do Rio Branco com uma escrava. Ela não carrega o sobrenome Paranhos e nem recebeu herança, só discriminação. Professora Vera Lúcia (minha esposa) é formada pela UFMG em letras, capacitada a lecionar língua Portuguesa e Francesa. Vera também é especialista (pela mesma UFMG) em história da África. Esta disciplina, obrigatória no Ensino Fundamental, destina-se a informar para os alunos como e porque nossa população é, em sua maioria afro-descendente e, esclarecer os acontecimentos históricos que originaram este fenômeno. O objetivo maior é ensinar para os negros, morenos, pardos, mestiços e puris, que eles são tão humanos quanto os brancos que os discriminam e discriminaram seus antepassados. Objetivo maior: Que no futuro, artigos como este que você escreveu, não sejam escritos por nenhum Brasileiro, porque o conhecimento finalmente chegou até o interior de todas as mentes.

Por Anselmo Heidrich, em 23/11/2012 às 12:38

@joseantonio400 Colega, poderia ser mais conciso? Eu não participo de nenhuma luta, exceto aquela que consiste em apontar inconsistências retóricas.

Por José Antônio da Conceição, em 25/11/2012 às 10:47

@anselmoheidrich A retórica é a arte de utilizar os recursos de determinada língua para expressar uma ideia de forma que o outro entenda. Quando o entendimento não ocorre, pode ser por inconsistência na retórica ou por incapacidade de entendimento daquilo que foi dito, normalmente por bloqueios causados pela ideologia em que se acredita e defende, ou ainda, por falta de conhecimento e domínio do assunto em discussão.

Por roberto argento filho argento, em 22/11/2012 às 11:04

http://www.observadorpolitico.org.br/grupos/justica/forum/topic/e-se-alguem-me-chamar-de-%E2%80%9Cbranco-de-alma-negra%E2%80%9D/#post-105435

Por roberto argento filho argento, em 22/11/2012 às 10:54

Não tem Cor, não tem Partido Político nem Cultura ou Educação. "Um Gol é uma Brasília Anabolizada" - Automóvel Nacional (braZileiro) para DUMMIES, Editora PQP

Por roberto argento filho argento, em 22/11/2012 às 10:35

Por Anselmo Heidrich, em 22/11/2012 às 01:16 / opine. Alienação não tem cor TAMANHO DA FONTE: A-A+ 20 de novembro, Dia da Consciência Negra… Por que, ao invés de relembrar um herói que também foi escravagista, como Zumbi ou exigir “respeito”, como se lhe faltassem por causa de critérios raciais, o que os antiescravistas, os que exigem respeito e querem mesmo um mundo mais justo e não um mero teatro de ressentimentos deveriam fazer, seria protestar contra os redutos mundiais de escravidão. Mas, será que para muitos desses militantes, bradar contra um país africano, onde negros escravizam negros é algo que “pega bem”? Maldita causa que não dá mais para acusar brancos de serem algozes típico-ideais! Pois é, às vezes, a realidade é um pouco mais chata e complexa do que nossas ideologias supõem. Confiram esta excelente matéria sobre a Mauritânia, país que ainda sustenta a escravidão: Slavery’s last stronghold – CNN.com E ainda não resisto a mais esta provocação, com este excelente ator: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WNM4txmV0Lc Aqui, um antigo texto sobre o assunto: Alienação não tem cor

Por Anselmo Heidrich, em 26/11/2012 às 08:58

@argento Novamente, para que isso?