Opinião

Por , em 19/11/2012 às 21:05  

Um erro histórico: carta ao jornal Folha de São Paulo.

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Eu já estava estranhando inserções no jornal de matérias citando opiniões sobre o mérito da causa, por parte do jurista alemão Claus Roxin, pelo menos duas bem identificáveis. A primeira sobre uma frase mal contextualizada do jurista numa matéria assinada por Cristina Grillo e Denise Menchen “Participação no comando do mensalão, tem de ser provada” e a segunda “Jurista alemão tem interesse em participar de defesa de Dirceu” de Luciano Alarcon. As matérias espalharam-se de modo viral pelas redes sociais, sendo repetidas pelos militantes comprados pelo governo ou não e comentadas pelo cidadão comum que ficou confuso (eu). A intenção das matérias é bem clara, levar dúvida à forma como foi utilizado o argumento central do julgamento, o cerne da tese do relator, enfraquecer a argumentação e dar mérito a quem afirma que o STF está dando um golpe.

Entretanto hoje, 19/11/2012, o site “Consultor Jurídico” publicou texto assinado por alunos do jurista, falando em nome dele, desmentindo os mal entendidos do jornal. O jurista, lá na Alemanha, teve que manifestar-se para garantir que suas palavras não fosse mal utilizadas pelo Jornal, aqui.
Considero que o jornal “A Folha de São Paulo” errou historicamente. E eu sei porque o jornal errou. O jornal continua gabando-se, como sempre, de ser imparcial, apartidário e na ânsia de produzir “pauta” dois lados, posando-se de isento, deu espaço para jornalistas que cometeram esse erro crasso.
Sinto autonomia para apontar críticas ao jornal: dos 11 aos 24 lia-o aos domingos, dos 24, até hoje, que estou com 34 anos, aos domingos e outros dias da semana. Ultimamente, que o acesso pela internet ficou mais integral, quase que diariamente, tudo depende do tempo disponível. A maturidade que adquiri, lendo o próprio jornal, me coloca na posição de perceber uma certa falta de identidade deste. Algo gelatinoso, amorfo. Isso incomoda-me. Mas, talvez, deve ser isso mesmo que o jornal objetiva. De qualquer modo noto a preponderância  nas notícias das pautas “pseudo progressistas” em detrimento de valores liberais, privatizantes e conservadores. O corpo de colunistas ainda consegue ser eclético, mas é na produção da notícia que noto os valores bastante contaminados pela pauta ideológica ditada pelo estabilishment esquerdista que tomou conta da nação.
por Leandro C S Gavinier
@leandrogavinier



2 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por mario jota, em 19/11/2012 às 23:40

É como a esquerda age, sempre da mesma maneira.............provocam a discórdia distorcendo fatos. Quero ver como a Folha vai agir com relação a esses jornalistas..........

Por roberto argento filho argento, em 19/11/2012 às 21:43

... e a dúvida foi lançada ...