Opinião

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 17:08  

A energia dos brasileiros – Marcus Pestana (II)

Tamanho da fonte: a-a+

Reproduzo o artigo completo, encontrado no blog “Queremos Aécio Neves Presidente”

http://queremosaecionevespresidente.blogspot.com.br/2012/12/a-energia-dos-brasileiros-marcus-pestana.html

Assim como o senador Aécio Neves – PSDB – o deputado federal e presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, criticou o governo federal pela imprudência e autoritarismo com que vem agindo, ao não estimular o debate dos estados em torno do tema da redução da energia elétrica.
Fonte: PSDB

A sociedade brasileira assiste ao importante debate sobre os riscos para o país decorrentes da forma autoritária com que o governo do PT vem impondo mudanças que afetam fortemente o setor energético brasileiro. É verdadeiramente justa e necessária a redução do custo da energia pago pelo consumidor e pelo nosso setor produtivo.

Mas, como já disse o PSDB, a Presidência da República, em vez de estimular o debate em torno de tema de tamanha importância para o país, em vez de convocar o Congresso a participar dessa discussão, em vez de ouvir as ponderações feitas por especialistas, age de forma autoritária e confunde discordância com desafio. Tenta inibir o debate legítimo enviando recados ao Congresso de que não aceitará mudanças na MP 579, como se o Parlamento fosse um anexo do Palácio do Planalto.

Mais que isso: o governo federal e o PT estimulam, de forma irresponsável, a falsa divisão do país em dois: de um lado, os que desejariam baixar a conta de luz e, de outro, os que estariam defendendo os interesses das empresas. Nada mais falso. Se divisão há, mais justo talvez fosse reparti-la entre os que defendem um governo e os que defendem o país.

A cada dia, novas vozes alertam para os equívocos da MP, que podem vir a significar mais inseguranças e novos apagões no futuro. Recentemente, até mesmo o presidente da Eletrobras no governo Lula, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou que as medidas propostas pelo governo federal são equivocadas, não vão baixar a conta, além de gerar demissões e comprometer investimentos. Em poucos dias, testemunhamos, perplexos, o valor de um dos maiores patrimônios do país, construído por gerações de brasileiros, a Eletrobras, ser reduzido de forma dramática à metade.

O PT se apresenta, agora, como se baixar a conta de luz fosse uma antiga preocupação do partido. Nunca foi. Basta ver que, de forma contraditória, há menos de dois anos, a última iniciativa do então presidente Lula foi prorrogar por 25 anos a RGR, um dos mais de 10 tributos federais cobrados na conta de luz e um dos únicos que a presidente Dilma propõe rever, o que demonstra a ausência de planejamento do governo federal numa área tão vital ao desenvolvimento nacional.

Nas administrações estaduais, governos do PSDB são mais comprometidos com essa bandeira e tendem a dar isenções de ICMS – único imposto cobrado pelos estados – a famílias de baixo consumo, em níveis superiores aos concedidos por governantes do PT. São Paulo e Minas Gerais isentam da cobrança de ICMS as famílias que consomem até 90KW. Em Minas, significa que cerca da metade das famílias não paga imposto estadual na conta de luz. Nas faixas de consumo mais elevado, o ICMS cobrado é de 25% e 30%, respectivamente.

Enquanto isso, Rio Grande do Sul, governado pelo PT, não oferece isenção alguma às famílias de baixa renda. Lá, consumidores começam pagando 12% de ICMS, que se transformam em 25% nas faixas de consumo mais elevado. Era o que acontecia na Bahia, até recentemente. Os consumidores começavam pagando 25% e passavam a pagar 27%. Só agora o governo do estado começou a isentar consumidores apenas na faixa até 50kW/hora. Em outras palavras, esses dois estados governados pelo PT cobram alíquotas de ICMS semelhantes aos do PSDB sem, no entanto, oferecer a mesma contrapartida social à população.

Se o governo federal seguisse o exemplo dos governadores do PSDB e isentasse de encargos federais a conta de luz de famílias até determinadas faixas de consumo, milhões de brasileiros já poderiam ter uma diminuição imediata nos valores pagos de até 20%.

O próprio setor produtivo, que poderia ser inicialmente favorecido com a diminuição do custo de produção, poderá ser, num momento seguinte, ainda mais prejudicado, com a alta provocada por uma possível escassez de oferta. Diminuir o valor da conta de luz dos brasileiros é um desafio que merece receber o apoio unânime e solidário de todos. Portanto, melhor teria agido o governo se houvesse, de forma mais transparente e democrática, convocado o país a esse debate, em vez de definir, de forma unilateral, caminhos e prazos.

—————————————————————————————————————————————————-

Reproduzo também meu comentário:

Ah… entendi!
Debater por que a energia elétrica brasileira está com os preços acima da média internacional?
Debater por que a nossa energia (de matriz predominantemente hídrica) é mais cara para a indústria e para o consumidor final que outras energias de outras matrizes cujo custo de produção é superior ao nosso?
Debater por que a indústria nacional não consegue competir lá fora, pois seus produtos estão onerados com o alto custo da energia e mais um camalhaço de impostos, cujo deputado é um dos beneficiários (salário, ajuda de custo, auxilio moradia, uma multidão de assessores, 13º, 14º e os cambau)?

Tá. Entendi. Vocês querem DEBATER! Ta tudo meio parado mesmo né? É preciso “encontrar” o que fazer para estas centenas de centenas (milhares mesmo) de detentores de mandatos aí em Brasília e mais 27 estados brasileiros!

—————————————————————————————————————————————————-

Senhor deputado:

1- A era de reprimir o consumo pela via da precificação alta e artificial do produto, já passou! Se, os senhores não conseguem legislar de forma correta balizando as relações entre quem produz e e quem consome aquilo que é produzido, de acordo com nossa constituição e os costumes da nação, ceda a vaga para quem tenha competência para fazê-lo.

2- Estamos em dezembro de 2012 e a eleição será em 2014. Se o objetivo é “fritar” o Aécio em um ano ou ano e meio para abrir espaço para o Serra, há opção melhor: Convencer seus colegas de partido a não apresentarem candidato em 2014 e sim em 2018. Aproveitem o longo período para ouvirem o que a juventude desta nação, principalmente a juventude do PSDB tem a dizer a respeito da nação e dos políticos que desejam!




4 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por roberto argento filho argento, em 05/12/2012 às 20:47

Hi hi hi hi hi ... "Seu" Pestana, tá difícil saber se tá faltando Político "bão" ou tá sobrando Mau(sic) Intencionado ... decida-se PSDB!

Por Ricardo Froes, em 05/12/2012 às 18:28

Bueno, bueno... O PSDB resolveu, através dos seus governos estaduais, boicotar o pacote da Dilma que diminuiria a tarifa de energia. Perfeito! Só que agora o PSDB tem mais é que explicar ao povo e, principalmente, aos seus eleitores, por que é que manter os preços do jeito que estão é melhor que dar 10 ou 20% de desconto. Eu acho que o convencimento é meio complicado, em todo caso... Agora, um pastel desses dizer que quer debater o assunto à essa altura do campeonato é sacanagem. Demagogia escrota! É achar que nós somos idiotas. Seu Pestana, vai dormir! P.S.: Há raros momentos que eu concordo com o Zé. São os lampejos de inteligência que ele de vez em quando manifesta...

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 17:14

Lá, no editor do WordPress tem um recado: "O WordPress 3.4.2 está disponível! Por favor, avise o administrador do site." (este site tem administrador, não tem?)

Por Ricardo Froes, em 05/12/2012 às 18:30

@joseantonio400 Tem, mas tá cagando... e andando!