Comunicação

Por Gabriel Rossi, em 03/12/2012 às 14:03  

A netnografia e a política

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Hoje grandes empresas como Unilever e Sony usam a netnografia para compreender não apenas o perfil do consumidor, mas, principalmente, seu comportamento nas redes sociais. Infelizmente, tal prática ainda não é adotada pelos políticos em geral, grupos de pressão e pelos candidatos a cargos de prefeitos e vereadores na eleição deste ano.

As ferramentas sociais, como Twitter e Facebook, permitem uma quantidade inesgotável de opiniões e compartilhamentos. Saber aferir quem são os verdadeiros influenciadores na web é uma questão que os políticos ainda não se deram conta. Por isso, também não perceberam como este instrumento pode alavancar candidaturas.

Mais do que isso: revela características percebidas do candidato e seus opositores, os principais temas e assuntos associados a eles e permite monitorar qualitativamente as menções em torno da política em geral.

Fica claro, portanto, que a netnografia é a antropologia digital – analisa não apenas o perfil do internauta: idade, sexo, residência. Faz mais do que isso: verifica o comportamento na web do eleitor. Ter estas informações nas mãos é uma arma extremamente eficaz. É preciso considerar que, nas redes sociais, este eleitor é um observador, compartilhador, um comentarista , criador de informações ou moderador. O conjunto destes perfis, que podem ser visualizados com um nível de abrangência dos internautas, respectivamente menor de um para outro, é a chamada pirâmide de engajamento, ou seja, a análise de interação feita também pela netnografia.

Outro ponto importante é que os partidos e políticos ainda estão preocupados apenas com as ferramentas, não com os anseios do eleitor na web. É preciso que se crie uma via de duas mãos. O eleitor sempre espera o feedback do candidato, seja ele ou não o seu preferido no momento do voto. Esta atitude, com certeza, pode ser um diferencial nas urnas.

Gabriel Rossi é palestrante e estrategista de marketing

 

 




3 opiniões publicadas

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Por augusto josé sá campello, em 05/12/2012 às 12:29

Boa tarde. Um resumo da síntese. Há, e não é de hoje, sistemas que analisam, não só as redes sociais, e fornecem claras indicações a respeito de anseios, necessidades e suas mudanças ao longo de tempos. São ferramentas poderosas. Mas, custam caro e exigem um baita esforço por parte de quem se dispõe a usá-las. Ajscampello

Por roberto argento filho argento, em 03/12/2012 às 15:02

"(...)Outro ponto importante é que os partidos e políticos ainda estão preocupados apenas com as ferramentas, não com os anseios do eleitor na web. É preciso que se crie uma via de duas mãos. O eleitor sempre espera o feedback do candidato, seja ele ou não o seu preferido no momento do voto. Esta atitude, com certeza, pode ser um diferencial nas urnas. Gabriel Rossi é palestrante e estrategista de marketing" Nem preciso queimar o "tico" (o teco já "se foi-se")- o fecho já disse tudo: "Outro ponto importante é que os partidos e políticos ainda estão preocupados apenas com as ferramentas, não com os anseios do eleitor na web" - nem na web nem no "mundo real".

Por roberto argento filho argento, em 03/12/2012 às 14:51

A netnografia e a política TAMANHO DA FONTE: A-A+ Hoje grandes empresas como Unilever e Sony usam a netnografia para compreender não apenas o perfil do consumidor, mas, principalmente, seu comportamento nas redes sociais. Infelizmente, tal prática ainda não é adotada pelos políticos em geral, grupos de pressão e pelos candidatos a cargos de prefeitos e vereadores na eleição deste ano. As ferramentas sociais, como Twitter e Facebook, permitem uma quantidade inesgotável de opiniões e compartilhamentos. Saber aferir quem são os verdadeiros influenciadores na web é uma questão que os políticos ainda não se deram conta. Por isso, também não perceberam como este instrumento pode alavancar candidaturas. Mais do que isso: revela características percebidas do candidato e seus opositores, os principais temas e assuntos associados a eles e permite monitorar qualitativamente as menções em torno da política em geral. Fica claro, portanto, que a netnografia é a antropologia digital – analisa não apenas o perfil do internauta: idade, sexo, residência. Faz mais do que isso: verifica o comportamento na web do eleitor. Ter estas informações nas mãos é uma arma extremamente eficaz. É preciso considerar que, nas redes sociais, este eleitor é um observador, compartilhador, um comentarista , criador de informações ou moderador. O conjunto destes perfis, que podem ser visualizados com um nível de abrangência dos internautas, respectivamente menor de um para outro, é a chamada pirâmide de engajamento, ou seja, a análise de interação feita também pela netnografia. Outro ponto importante é que os partidos e políticos ainda estão preocupados apenas com as ferramentas, não com os anseios do eleitor na web. É preciso que se crie uma via de duas mãos. O eleitor sempre espera o feedback do candidato, seja ele ou não o seu preferido no momento do voto. Esta atitude, com certeza, pode ser um diferencial nas urnas. Gabriel Rossi é palestrante e estrategista de marketing