Brasil

Por Fernando Henrique Cardoso, em 02/12/2012 às 07:58  

Melancolia e revolta

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Não sou propenso a queixas nem a desânimos. Entretanto, ao pensar sobre o que dizer nesta crônica senti certa melancolia. Escrever outra vez sobre o “mensalão” e sobre o papel seminal do STF? Já tudo se sabe e foi dito. Entrar no novo escândalo, o do gabinete da Presidência em São Paulo? Não faz meu estilo, não tenho gosto por garimpar malfeitos e jogar mais pedras em quem, nesta matéria, já se desmoralizou bastante.

Tentei mudar de foco indo para o econômico. Mas, de que vale repetir críticas aos equívocos da política petrolífera, que começaram com a redefinição das normas para a exploração do pré-sal. As novas regras criaram um sistema de partilha que se apresentou como inspirado no “modelo norueguês” –no qual os resultados da riqueza petrolífera ficam em um fundo soberano, longe dos gastos locais, para assegurar bem estar às gerações futuras – quando na verdade se assemelha ao modelo adotado em países com regimes autoritários. Até aqui o novo modelo gerou apenas atrasos, custos excessivos e estagnação na produção de petróleo, além de uma briga inglória (e injusta para com os estados produtores) a respeito de royalties que ainda não existem e que, quando existirem, serão uma torneira aberta para gastos correntes e pressões inflacionárias. A contenção do preço da gasolina já se tornou rotina, mesmo que afete a rentabilidade da Petrobrás e desorganize a produção de etanol. O objetivo é segurar a inflação por artifícios e garantir a satisfação dos usuários. Calo sobre os efeitos da redução continuada do IPI para veículos e do combustível artificialmente barato. Os prefeitos que cuidem de aumentar ruas e avenidas para dar cabida a tanto bem estar… e os moradores das grandes cidades que se munam de ainda maior paciência para enfrentar mais congestionamentos.

E que dizer da tentativa de cortar o custo da energia elétrica que teve como resultado imediato a perda de valor das ações das empresas? E essa agora de altos funcionários desdizerem o anunciado e, sem qualquer segurança sobre como será ajustado o valor do patrimônio das empresas do setor elétrico, provocarem súbitas altas nas ações? O pior é que ninguém será responsabilizado por eventuais ganhos de especulação advindos da falta de compostura verbal. Valerá a pena insistir em que o trem-bala é um desvario na atual conjuntura, pois terminará sendo pago pelos contribuintes, como estão sendo pagas as usinas mal licitadas? Para construção destas, pelas condições estabelecidas pelo próprio governo, praticamente só acorrem empresas estatais financiadas pelo BNDES com dinheiro transferido do Tesouro, quer dizer, seu, meu, nosso. E as rodovias, e os aeroportos? Uma novela que já vai longe, numa trama desencontrada. Tomara ainda tenhamos final feliz…

Olhando em retrocesso, nos anos da grande ilusão lá pelos finais de 1970 e meados dos 1980, os “projetos-impacto”, como a Transamazônica, a Ferrovia do Aço e outros tantos, feitos a partir de decisões tecnocráticas nos gabinetes ministeriais, nos estarreciam. Clamávamos também contra indícios de corrupção. Não poderíamos imaginar que depois das greves de São Bernardo e das Diretas Já, as mesmas distorções seriam praticadas por alguns que então as combatiam. Criticava-se tanto o nepotismo e o compadrio, a falta de profissionalismo na administração e de transparência nas decisões e imaginava-se com tanta fé que o Congresso livre daria cobro aos desmandos, que é difícil esconder a desilusão. As proezas de cinismo e leniência praticadas por alguns dos personagens que apareciam como heróis-salvadores são chocantes. Dá lástima ver hoje uns e outros confundidos na coorte de dúbios personagens que alegam nada saber dos malfeitos.

O que entristece, porém, não é só a conduta de algumas pessoas. É o silêncio das instituições democráticas. A mídia fala e cumpre seu papel. Cumpre-o tão bem que é confundida pelos que sustentam os malfeitos como se fosse ela e não a polícia quem descobre os desatinos ou como se servisse à oposição interessada em desgastar o governo. Recentemente, algumas instituições de estado começaram a agir responsavelmente: o Ministério Público pouco a pouco perdeu o ranço ideológico para se concentrar no que lhe é devido, a defesa da lei em nome da sociedade. Os Tribunais, especialmente depois do Conselho Nacional de Justiça ser organizado, começam a sacudir a poeira e a julgar, dando-lhes igual o réu ser potentado ou pobretão. Mas o Congresso e os partidos estão longe de corresponder aos anseios dos que escrevemos a Constituição de 1988.

O Congresso, que na Carta de 1988, por sua inspiração inicial parlamentarista, ficou com responsabilidades enormes de fiscalização, prefere calar e se submeter docilmente ao Executivo. Voltamos aos tempos da República Velha, com eleições a bico de pena e as Comissões de Verificação dos Poderes, que cassavam os oposicionistas. Só que agora somos “modernos”: não se frauda o voto, se asseguram maiorias pelos balcões ministeriais ricos em contratos e por emendas parlamentares distorcidas. Com maiorias de 80% parece até injusto pedir que a oposição atue. Como?

De qualquer maneira, é preciso bradar e mostrar indignação e revolta, ainda que pouco se consiga de prático, mesmo sem esperança de vitória ou retribuição imediata, como se fazia no tempo do autoritarismo. Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe. Chegará o momento, como chegou nos anos 1980, em que, com toda a aparência de poder, o Sistema fará água. Entre as centenas, talvez milhares de pessoas que se beneficiam da máquina do poder e os milhões de pessoas “emergentes” ávidos por melhorar sua condição de vida por este Brasil afora, há espaço para novas pregações? Novas ilusões? Quem sabe. Mas sem elas, é a rotina do já visto, das malfeitorias e dos “não sei, não vi, não me comprometo”.

 




64 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por Victor Castro, em 04/12/2012 às 16:30

"Não sou propenso a queixas nem a desânimos. Entretanto, ao pensar sobre o que dizer nesta crônica senti certa melancolia. Escrever outra vez sobre o 'mensalão' e sobre o papel seminal do STF? Já tudo se sabe e foi dito. Entrar no novo escândalo, o do gabinete da Presidência em São Paulo? Não faz meu estilo, não tenho gosto por garimpar malfeitos e jogar mais pedras em quem, nesta matéria, já se desmoralizou bastante." - O PSDB tem se furtado ao debate sobre as causas do "mensalão", abdicou do papel de vanguarda como teve no plebiscito de 1993, e se furta agora de adentrar o debate sobre o aparelhamento da máquina pública pelo PT, em detrimento dos servidores concursados, de carreira, que são preteridos nesses cargos em favor de afilhados políticos. "Tentei mudar de foco indo para o econômico. Mas, de que vale repetir críticas aos equívocos da política petrolífera, que começaram com a redefinição das normas para a exploração do pré-sal. As novas regras criaram um sistema de partilha que se apresentou como inspirado no 'modelo norueguês' –no qual os resultados da riqueza petrolífera ficam em um fundo soberano, longe dos gastos locais, para assegurar bem estar às gerações futuras – quando na verdade se assemelha ao modelo adotado em países com regimes autoritários. Até aqui o novo modelo gerou apenas atrasos, custos excessivos e estagnação na produção de petróleo, além de uma briga inglória (e injusta para com os estados produtores) a respeito de royalties que ainda não existem e que, quando existirem, serão uma torneira aberta para gastos correntes e pressões inflacionárias. A contenção do preço da gasolina já se tornou rotina, mesmo que afete a rentabilidade da Petrobrás e desorganize a produção de etanol. O objetivo é segurar a inflação por artifícios e garantir a satisfação dos usuários. Calo sobre os efeitos da redução continuada do IPI para veículos e do combustível artificialmente barato. Os prefeitos que cuidem de aumentar ruas e avenidas para dar cabida a tanto bem estar… e os moradores das grandes cidades que se munam de ainda maior paciência para enfrentar mais congestionamentos." - Anote-se que o PSDB se manteve omisso quanto à partilha dos royalties do petróleo, ao invés de propor um modelo similar ao norueguês, pensando numa rentabilidade futura para os nossos cofres públicos, que sobreviva à sanha perdulária do PT no poder. "E que dizer da tentativa de cortar o custo da energia elétrica que teve como resultado imediato a perda de valor das ações das empresas? E essa agora de altos funcionários desdizerem o anunciado e, sem qualquer segurança sobre como será ajustado o valor do patrimônio das empresas do setor elétrico, provocarem súbitas altas nas ações? O pior é que ninguém será responsabilizado por eventuais ganhos de especulação advindos da falta de compostura verbal. Valerá a pena insistir em que o trem-bala é um desvario na atual conjuntura, pois terminará sendo pago pelos contribuintes, como estão sendo pagas as usinas mal licitadas? Para construção destas, pelas condições estabelecidas pelo próprio governo, praticamente só acorrem empresas estatais financiadas pelo BNDES com dinheiro transferido do Tesouro, quer dizer, seu, meu, nosso. E as rodovias, e os aeroportos? Uma novela que já vai longe, numa trama desencontrada. Tomara ainda tenhamos final feliz…" - Nesse ponto, a crítica foi perfeita, mas não vejo o PSDB discutir mobilidade urbana, a menos quando é para jogar todo o ônus sobre o cidadão, como no absurdo rodízio de veículo da cidade de São Paulo - sempre o caminho mais fácil e mais déspota! "Olhando em retrocesso, nos anos da grande ilusão lá pelos finais de 1970 e meados dos 1980, os 'projetos-impacto', como a Transamazônica, a Ferrovia do Aço e outros tantos, feitos a partir de decisões tecnocráticas nos gabinetes ministeriais, nos estarreciam. Clamávamos também contra indícios de corrupção. Não poderíamos imaginar que depois das greves de São Bernardo e das Diretas Já, as mesmas distorções seriam praticadas por alguns que então as combatiam. Criticava-se tanto o nepotismo e o compadrio, a falta de profissionalismo na administração e de transparência nas decisões e imaginava-se com tanta fé que o Congresso livre daria cobro aos desmandos, que é difícil esconder a desilusão. As proezas de cinismo e leniência praticadas por alguns dos personagens que apareciam como heróis-salvadores são chocantes. Dá lástima ver hoje uns e outros confundidos na coorte de dúbios personagens que alegam nada saber dos malfeitos." - Falta o PSDB bater mais nessa tecla, buscar formas menos megalomaníacas de reestruturar nossa infraestrutura energética e de transportes, e hoje nem Minas nem São Paulo nos apresentaram essas alternativas. "O que entristece, porém, não é só a conduta de algumas pessoas. É o silêncio das instituições democráticas. A mídia fala e cumpre seu papel. Cumpre-o tão bem que é confundida pelos que sustentam os malfeitos como se fosse ela e não a polícia quem descobre os desatinos ou como se servisse à oposição interessada em desgastar o governo. Recentemente, algumas instituições de estado começaram a agir responsavelmente: o Ministério Público pouco a pouco perdeu o ranço ideológico para se concentrar no que lhe é devido, a defesa da lei em nome da sociedade. Os Tribunais, especialmente depois do Conselho Nacional de Justiça ser organizado, começam a sacudir a poeira e a julgar, dando-lhes igual o réu ser potentado ou pobretão. Mas o Congresso e os partidos estão longe de corresponder aos anseios dos que escrevemos a Constituição de 1988." - Elogio justo, mas que deixa de lados certos abusos que têm sido cometidos pelo Parquet em nome do "politicamente correto", e ignora ainda (propositalmente?) que a Justiça é um privilégio para poucos, endinheirados, pois mesmo com a Lei de Juizados, os procedimentos ainda são inacessíveis para o grosso da população, iletrada: essa classe C que o próprio FHC tanto vangloria. "O Congresso, que na Carta de 1988, por sua inspiração inicial parlamentarista, ficou com responsabilidades enormes de fiscalização, prefere calar e se submeter docilmente ao Executivo. Voltamos aos tempos da República Velha, com eleições a bico de pena e as Comissões de Verificação dos Poderes, que cassavam os oposicionistas. Só que agora somos 'modernos': não se frauda o voto, se asseguram maiorias pelos balcões ministeriais ricos em contratos e por emendas parlamentares distorcidas. Com maiorias de 80% parece até injusto pedir que a oposição atue. Como?" - Voltamos à crise de representatividade do Parlamento, nos 3 níveis federativos. O que fazer a respeito, Sr. Presidente? O PSDB já tem uma posição COESA E UNIFICADA, sobre a reforma política? Como pode então querer dar "pito" no bloco governista? "De qualquer maneira, é preciso bradar e mostrar indignação e revolta, ainda que pouco se consiga de prático, mesmo sem esperança de vitória ou retribuição imediata, como se fazia no tempo do autoritarismo. Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe. Chegará o momento, como chegou nos anos 1980, em que, com toda a aparência de poder, o Sistema fará água. Entre as centenas, talvez milhares de pessoas que se beneficiam da máquina do poder e os milhões de pessoas 'emergentes' ávidos por melhorar sua condição de vida por este Brasil afora, há espaço para novas pregações? Novas ilusões? Quem sabe. Mas sem elas, é a rotina do já visto, das malfeitorias e dos 'não sei, não vi, não me comprometo'." - Sr. Presidente, nem mesmo as conquistas do monetarismo do Plano Real estão intactas, com uma inflação de 6% ao ano, e um aumento anual do endividamento público, agravado pelo ímpeto desenvolvimentista de sacrificar o câmbio em nome da geração de empregos (numa fórmula keynesiana de trocar poder de compra por carteira assinada), o que vai "fazer água" é o próprio Plano Real e suas conquistas, retrocedendo que estão diante da demagogia fisiológica da dupla PT-PMDB. Estamos órfãos de representatividade, e é uma pena que FHC não seja o PSDB, e que o PSDB tenha se tornado um partido esquizofrênico, dividido entre um politicamente correto burro e um conservadorismo ainda mais tacanho. A vanguarda, parlamentarista, monetarista, que buscava dar justiça e cidadania a todos, sem abdicar das liberdades individuais de foro íntimo, aquela vanguarda de Montoro, Covas, Ruth, Távola... bem, esse partido MORREU! FHC representa o mesmo sussurrar agonizante de João Paulo II em 2005, cada um vendo morrer o sonho, e expressando esse momento de dor em lamúrias derradeiras, enquanto os bárbaros se preparam para destruir todas as conquistas do passado. Não é à toa que, tal qual Átila, o Huno, a "bárbara" venha da região da Bulgária. Coincidência?

Por José Antônio da Conceição, em 03/12/2012 às 21:12

Na quinquagésima opinião, desejo dizer a vossa excelência da minha alegria com sua fala, aqui em Belo Horizonte, no Automóvel Clube... Não a reproduzo aqui, porque foi retirada da internet. Porém, determinado trecho da reportagem que relatou o fato tenho de cor: Vossa Senhoria falou da necessidade de organizar a agenda política nacional e, olhou fixamente para Aécio Neves e disse "... preocupar-se menos com o enriquecimento e mais com a missão de melhorar a vida do povo, melhorar a nação..." As palavras utilizadas podem ter sido outras... mas o recado foi direto. Se, no IFHC existir o registro deste seu discurso, quando vossa senhoria recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, tenho interesse em receber uma cópia escrita ou o vídeo.

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 14:54

@joseantonio400 que é isso Corujão!!! Mas fique tranquilo. Não vou lhe perguntar mais nada aqui no OP. Já vi que tenho que procurar alguém que saiba argumentar e não tenha medo de se expor! As peguntas que lhe faço é só pra conhecer com quem estou falando, afinal, estamos na net!

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 15:19

@jader Não é esta a questão Jáder! Se, depois de tantos meses aqui no OP... você "quer me conhecer", "quer conhecer minha opinião"... significa então: Você nunca prestou atenção naquilo que digo aqui e não conhece minha opinião e meu posicionamento? Claro que conhece! Claro que SABE que não sou de direita! Claro que sabe que eu considero de péssimo gosto suas afirmativas (e de outros também), quando dizem que são "de direita", "conservadores" e ficam defendendo um partido (PSDB) que de direita e de conservador não tem NADA, exceto alguns oportunistas que se filiaram ao partido! Claro que sabe que não sou filiado ao PT, pois eu já repeti isso aqui no OP mais de uma centena de vezes! Claro que sabe também que não tergiverso nem conto mentiras aqui! Claro que você sabe também que não suporto defesa ou pedido de votos para políticos dissimulados e desonestos com seus eleitores! Tá querendo saber o que mais de mim? Quando quiser saber alguma coisa, esqueça que você é advogado (treinado em perguntar uma coisa para saber outra) e faça a pergunta direta e sincera! Não vem com suas artimanhas prá cima de mim não... por dois motivos: 1- Não mereço isso, pois te trato com siceridade! 2- Não utilizo estas artimanhas com você!

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 14:00

@jader MINHAS IDEIAS ESTÃO ESCRITAS, PUBLICADAS E DISPONÍVEIS JÁDER. AQUI MESMO NO OP - (NO MEU BLOG) -ALGUMAS OUTRAS, ESTÃO LÁ NO MEU SITE. - por-que-comportamento-etico-e-tao-raro/ - discutindo-a-propriedade-privada/ - a-insustentavel-crise-social-do-pos-neoliberalismo/ - o-contrato-social/ - sobre-as-causas-dos-rendimentos-academicos-insatisfatorios/ - continuamos-pensantes-e-produzindo-ideias/ - continuamos-pensantes-e-produzindo-ideias-%E2%80%93-segunda-parte/ - continuamos-pensantes-e-produzindo-ideias-terceira-parte-final/

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 15:00

@joseantonio400 seu problema é achar que sua pauta é sempre mais interessante do que a do interlocutor!

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 14:31

@jader Sabia que eu tenho boa memória Jáder? Lembro-me muito bem a primeira pergunta que você me fêz aqui no OP, muitos meses atrás. Eu discorria sobre Educação, mostrava dados, respondia a outros OPs e de-repente lá veio o Jader: "Que comparação você faz entre o Ministro da Educação atual e o Paulo Renato"? Percebi de imediato o "partidarismo", mesmo assim, respondi que Paulo Renato tinha sido um bom ministro, porém cometeu o erro de acabar com as Escolas de Ensino profissionalizante no Brasil. Dei até os motivos apresentados: os formandos destas escolas estavam utilizando-se do seu alto nível de ensino para terminar seus cursos e irem direto prestar o vestibular. Você veio de novo querendo que eu falasse do próximo prefeito de São Paulo! Ou seja: Você não admite discutir o assunto do outro observador... entra e quer dicutir o SEU assunto (ódio ao PT e partidarismo)! Depois, vem dar uma de coitadinho: (13:39) "..tá bom Zé. Não te pergunto mais nada"

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 13:39

@joseantonio400 tá bom Zé. Não te prgunto mais nada. Mas veja que eu procuro perguntar de suas idéias, gostaria de discutir política com vc...mas, vc sempre vem com 200 pedras na mão!!

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 12:20

@joseantonio400 Ei Zé. Sei que vc não gosta muito de responder minhas perguntas, apesar de elas serem de uma simplicidade franciscana, mas vou arriscar...se Aécio for candidato a presidente em 2014 e seu adversário for o Lula, vc vai votar em quem?

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 13:32

@jader Escondendo o que Jáder? Faz o seguinte: já que você é tão cequinho assim, e gosta de se apoiar em declarações da própria pessoa para rotula-las, dirija esta pergunta que me fêz aos outros observadores que me conhecem! Se, eles responderem, ficará provada sua cegueira, sua maliciosidade e suas más intenções! Distorcer o que o outro diz, deve lhe fazer sentir um enorme prazer: Desde quando, socialismo (o que citei), diferente de socialismo de Estado (aquele que já foi testado no mundo, em várias nações) é repressivo, cassador de liberdades individuais e desejoso de que a democracia não exista? Só em cabecinhas pequenas e bitoladas como a sua....

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 13:20

@jader kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...pergunta maliciosa...kkkkk....mas respondo a sua, eu fico aqui mesmo. Junto com o socialismo que vc sonha vem junto repressão, cassação de liberdades individuais, queda da democracia, didatura e derramamento de sangue de quem for contra o tal socialismo, mas mesmo assim eu fico aqui, não me escondo nem fujo de meus ideiais e deixo sempre muito claro os valores em que acredito. Gostou? agora responda minha pergunta...rsrsrsrsrsr. Não vai né? Vai passar a vida toda escondendo suas simpatias e seus valores aqui no OP!

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 13:14

@jader Sua pergunta, além de capciosa, é também maliciosa! Não gosto, mas vou responder com outra pergunta: Se o Brasil conseguir implantar o socialismo que está em curso (socialismo = sistema que cuida de todas as pessoas e não de algumas que não precisam de tanto cuidado assim - diferente de capitalismo de Estado), você irá mudar-se para qual país Jáder?

Por Jáder Ribeiro, em 05/12/2012 às 12:17

@joseantonio400 tá ruim hein velho??!!! uma hora chama o presidente de V. Exa., outra e V. Sa.!!!!

Por José Antônio da Conceição, em 05/12/2012 às 13:09

@jader Vossa Excelência e Vossa senhoria, são tratamentos respeitosos! Se, estivesse escrevendo um ofício ou qualquer outro documento oficial, não poderia utilizar o Vossa Excelência (pronome de tratamento reservado a autoridades). Como estou numa REDE SOCIAL, me concedo determinadas liberdades!

Por José Antônio da Conceição, em 03/12/2012 às 21:21

@joseantonio400 O Observador Político não tem atendido aos pedidos nem às sugestões dos Observadores. Mas não custa solicitar: Publique-se aqui no Observador o texto do discurso ou o vídeo deste memorável recado ao Rapazinho que almeja ser Presidente da Republica!

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 10:52

A desgraça da oposição é que, agora, doravante, o povão do nosso Brasilzão já virou Leão, quer mais, muito mais, do que PTMDB-agregados. E mais, muito mais, à evidência , não é a praia do PSDEMB-agregados cujo apelido popular é retrocesso, se comparado ao PTMDB-agregados. Portanto, mais, muito mais e melhor, do que o PTMDB-agregados (situação) e o PSDEMB-agregados (oposição), é a Mega-Solução, o Fato Novo de Verdade, o HoMeM do Mapa da Mina, o PNBC e a Meritocracia Eleitoral, a Evolução Política do Brasil, porque o resto é apenas continuismo raso e seco, golpe, como já sentenciou o ex-Presidente do STF, Ministro Ayres Britto.

Por Jáder Ribeiro, em 03/12/2012 às 09:49

Ontem, tarde da noite, vi uma foto de dois homens relativamente jovens, lado a lado, no portão de uma fábrica em SP. Ambos pediam votos. Um professor da USP, outro operário. O operário pedia votos para o professor, canidato a senador. Eu era menino. Mas isso explica muita coisa pra mim. Fernando Henrique é um homem cordial. Foi Ministro da Relações Exteriores. Se comparar, como diplomata, Celos Amorim é um pulha perto dele. Além disso, deve existir em seu peito um sentimento chamado gratidão. Assim, entendo o homem. Mas, sinceramente, não entendo seu partido!

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 09:24

"Novas ilusões? Quem sabe. Mas sem elas, é a rotina do já visto, das malfeitorias e dos "não sei, não vi" FHC

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 10:47

@luisfelipe Quando a gente pensa que ele vai ajudar o Novo de Verdade, que é o Projeto Novo e Alternativo para o Brasil, para que o Novo o reconheça como gostaria, ele escapa pela tangente igual bagre ensaboado e levanta a bola do politicamente velho. Assim não tem jeito, assim não dá, assim não é possível confiar.

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 09:20

" Quem o sr. acha que vai estar na urna eletrônica para presidente em 2014? Hoje, você tem o Aécio [Neves], a presidente Dilma, eventualmente, Eduardo Campos [governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB], e, provavelmente, a Marina [Silva, que foi candidata em 2010]. Olhando hoje, é isso. " Vá ser incoerente e dúbio assim na conchinchina. Acena para o novo e flerta com o modello velho e corrompido, e excluiu o Novo de Verdade. Fala sério.

Por Delio Nilton Tonin, em 03/12/2012 às 08:50

Como sempre, fantástico. ACORDA BRASIL!!!!!

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 02:37

" Novas ilusões? Quem sabe. Mas sem elas, é a rotina do já visto, das malfeitorias e dos “não sei, não vi, não me comprometo." Jogando a toalha nada, apenas pulando fora do velho continuismo da mesmice e buscando alternativa e motivação para fazer Política, com P maiúsculo, ao que parece. No que faz muito bem porque o continuismo, de fato, exauriu-se, não tem mais razão de ser e nem futuro, tanto para a oposição tanto para a situação, e menos ainda para a população.

Por erikssom patos, em 02/12/2012 às 23:59

É senhor ex presidente é de entristecer mesmo, é de chorar, é de indignar se, porque a instituição que mais tem o dever por função descrito em lei baseado no principio dos três poderes, que é fiscalizar os atos do executivo é o que mais apunha-la a nação (sociedade), é o poder que mais legisla em causa própria e e fica num silencio de boca de siri. O parlamento utiliza do voto popular para legitimar os seus próprios privilégios em detrimento da NAÇÃO, da sociedade, são peso nas nossas costas, se já não bastasse a responsabilidade de um monte de coisas que temos que cumprir. Estamos parecendo o terceiro estado da época que antecedeu a Revolução Francesa. Carregamos uma corte nas costas, assim não dá, são muito pesados.

Por Ismael Silverio Da Silva silvério, em 02/12/2012 às 20:01

Entendo a mensagem de FHC e também por isto que vi tempos atrás meu nome como alternativa viável para voltarmos ao poder central do País. 2013 será o ano de grandes novidades para a militância do PSDB.

Por Capitão Caverna, em 02/12/2012 às 19:26

Concordo com Froes, abaixo. O silêncio das instituições democráticas entristece FHC, mas afinal, seu partido não faz parte das instituições democráticas? Novamente um desfecho covarde, uma fala medíocre de quem assume sua pequenez quando confessa novamente, no terceiro artigo seguido, a inação das oposições. Então com uma oposição que represente apenas 20% do parlamento é injusto pedir que atue? Pois eu diria que mais injusto é pedir votos para oposição já que assumem de ante mão que não podem "atuar"... É muita covardia...Como assim não podem atuar? Será que foi isso que Ulisses Guimarães fez nos tempos da ditadura? Ah! Não podemos com eles, vamos assumir nossa insignificância e desistir ou aderir... Faça-me o favor! Fica claro que o PSDB não tem projeto alternativo ao lulo-petismo, e pior, não consegue diferenciar-se nem quando estouram tantos escândalos sucessivos... é o fim da política como a conhecemos. E acho que FHC assume isso... não dá mais... Bote a viola saco FHC, vá tirar seu descanso merecido... seus discursos só pioram uma situação já vexatória...

Por Vinicius Scandiuzzi, em 02/12/2012 às 18:24

E o que resta de um país que trata seu Estadista como um bandido neoliberal, e o bandido comunista como pai da nação?

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 18:55

@viniscan Questão de contraponto, meu caro. Coloque-o frente-a-frente com o PNBC e a Meritocracia Eleitoral e verás o curto-circuito. De duas uma: ou adere ou se queima todo.

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 18:46

@viniscan Na verdade, as classes ditatorial e de política-partidária-eleitoral, com os seus modellos meia boca de república e de política-partidária-eleitoral, nunca, jamais, em tempo algum conseguiu fazer do Brasil um país sério. Mas agora, doravante, com o HoMeM, o PNBC e a Meritocracia Eleitoral, podemos mais, muito mais, e haveremos de fazer do nosso Brasilzão a Nação mais séria, mais próspera e mais feliz do Planeta Terra.

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 02:11

@luisfelipe VINICIUS, quem disse isso: " Desculpe, Fernando Henrique, mas você também não caga e nem desocupa a moita", foi o Froes e não eu. Portanto, é a ele que vc deve pedir que explique o que quis dizer com isso. As minhas frases são conclusivas, com começo, meio e fim, quase sempre conexas ao PNBC e a Meritocracia Eleitoral, mas se vc puder apontar alguma desconexa terei prazer em torná-la conexa.

Por Vinicius Scandiuzzi, em 02/12/2012 às 19:19

@luisfelipe Luiz Felipe, resisto em dizer, mas você é a pessoa que menos sabe se expressar no Observador, frases desconexas, sem nenhum coesão. Por favor, para expressar uma opinião você deve, no mínimo, saber estruturar uma frase de modo que ela seja compreendida por si só. -> Tome isso como uma crítica construtiva!

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 15:23

Tudo por nada ? Ditaduras, eleição, eleição, mais eleição, e tome eleição, e o que resta até para as lideranças mais experientes da nação, em meio a equívocos e confusão, é isso: "melancolia e revola" e, sobretudo, frustração. Por quê ? Porque ainda nos vemos muito longe da Mega-Solução. Imagine então a quantas anda a cabeça do povão.

Por Ricardo Froes, em 02/12/2012 às 17:34

@luisfelipe Cala essa porra dessa matraca, maluco! Só diz asneira, capiau de merda!

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 18:40

Chega dos mesmos. Que venha agora o HoMeM do Mapa da Mina, o PNBC e a Meritocracia Eleitoral, porque evoluir é preciso. Ademais, ao povo o peixe que o povo comprou há cerca de dez aos e que até agora não lhe foi entregue. E o PT, vem conosco, ou vai perder o Trem da história e continuar encalhado no velho continuismo da mesmice ?

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 18:10

@bobjaniak Vade retro satanás. FHC também já é nosso e boi não lambe. "Novas ilusões? Quem sabe. Mas sem elas, é a rotina do já visto, das malfeitorias e dos "não sei, não vi" Do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre/RS

Por Ricardo Froes, em 02/12/2012 às 15:17

Esse troço de "voltem militares" é uma palhaçada tão grande quanto o tal do PNBC. Militares têm, sim, é que voltar a ser considerados como um dos instrumentos mais importantes para o Estado, como reza a Constituição. Sem eles não pode haver ordem nem progresso. Deixem os militares no lugar deles, mas com a devida dignidade.

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 15:53

@bobjaniak O Troço bom para esse troço é o velho continuismo da mesmice dos modellos de república (Sodoma) e político-partidário-eleitoral (Gomorra), com o seu velho mar de lama, corrupção e triãngulo das bermudas luso-tupiniquim, onde já naufragaram até mesmo ditaduras, ditadores, generais, marechais, Almirantes e o escambau. Troço bom para esse troço é o Demóstenes presidente, é continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Por Luiz Felipe, em 03/12/2012 às 02:00

@luisfelipe O troço no caso é próprio bobjaniak, é claro.

Por Ricardo Froes, em 02/12/2012 às 15:19

@bobjaniak Aliás, falando em PNBC, eu insisto: esse débil mental do Leão Lelé, deveria ser amordaçado e enjaulado! Nunca, jamais, em tempo algum, se viu tanta estupidez e maluquice proveniente de um só imbecil!

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 16:07

@bobjaniak Maluquice, porém propositiva, solucionadora de um nação, corajosa e libertária a favor do bem-estar social de um povo prisioneiro e refém de um passado de 512 anos repleto de loucuras prioritariamente a favor de lobos vorazes e insaciáveis, viciados desde o berço na corrupção e na comilança fácil, tipo vampiros que vivem do sangue, suor e lágrimas de um povo que não tem mais a quem recorrer senão a Deus.

Por Ricardo Froes, em 02/12/2012 às 15:01

"O que entristece (...) É o silêncio das instituições democráticas (...) Mas o Congresso e os partidos estão longe de corresponder aos anseios dos que escrevemos a Constituição de 1988." Meu caro Presidente, as tais "instituições" não incluem o seu partido, o PSDB? O que é que você tem feito para sacudir essa bananeira, repleta de bananas como Serra, Alkmin, Aécio e tantos outros que não ousam honrar a bandeira de oposição porque morrem de medo de magoar os eleitores que foram abduzidos, como imbecis que são, pelo partido do poder? Desculpe, Fernando Henrique, mas você também não caga e nem desocupa a moita!

Por Luiz Felipe, em 02/12/2012 às 15:44

@bobjaniak Jogar titica no ventilador dos outros e atirar pedras é fácil, e qualquer um é capaz de fazê-lo como é o seu caso, o difícil é apontar Novos Caminhos e chamar para si a responsabilidade sobre Eles, e isso não é para qualquer um e, portanto, à evidência, não é o seu caso. Aliás, o seu caso, ao que parece, é recolher-se ao estabelecimento adequado que só vc parece não saber qual é, mas todos os demais aqui sabem muito bem. Até por isso, o aturamos.

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