Comunicação

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 08:43  

O DIÁLOGO POSSÍVEL

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…vamos apresentar dois pensadores que têm as suas obras relidas atualmente, graças as propostas de diálogo com outro que defendem. O filósofo Martin Buber e o educador Paulo Freire vêem a palavra como ponto central para a alteridade, o encontro entre as pessoas. Numa época de distanciamento e individualismo, os dois pensadores pensam um diálogo possível para a humanidade.

Martin Buber (Áustria-1878)


Paulo Freire (Brasil-1921)

Um dos eventos mais significativos do início do século XX foi a redescoberta do princípio dialógico, uma migração do lugar do pensamento fundada na afirmação de que não é o sujeito a chance primordial do ser, mas sim a sua vulnerabilidade à alteridade. A obra de do filósofo austríaco de origem judia Martin Buber (1878-1965) é parte desse empenho. Para Buber a existência humana emerge do encontro dialógico que determina a palavra como interação entre os homens. No diálogo a palavra não é mais logos, puramente anunciador, pois fundamenta a existência; ela vai além da subjetividade, estabelecendo uma dimensão ontológica – o interhumano, evento no qual os homens podem assegurar sua soberania e sua liberdade de estabelecer relações. O logos não é simplesmente razão, princípio de ordem, porém em virtude de seu vínculo essencial com a práxis, é a palavra responsável pelo desvendar da existência humana como coexistência. Assim, o ser humano existe mediante o encontro, a relação (Beziehung).

Esta questão marca decisivamente a história da Filosofia, uma vez que a maioria das filosofias ocidentais não são centradas na alteridade, no outro, mas na identidade, no eu em si A incisiva afirmação de Buber – apresentada em sua obra Eu e Tu (1923) –, de que, sem o Tu, o Eu não é possível diz respeito a uma verdadeira revolução. Isto alude à indubitável disponibilidade do homem para relacionar-se, para encontrar-se. Com efeito, a fala mais propriamente humana é a resposta à locução de um Tu, no encontro face a face com a pessoa do outro. A existência humana é dialogante. Como afirma Buber, “a palavra–princípio Eu-Tu só pode ser proferida pelo ser na sua totalidade. O Eu se realiza na relação com o Tu; é tornando Eu que digo Tu”. O livro Eu e Tu (1923), publicado originalmente em alemão, é uma ontologia da relação, ultrapassando a simples descrição fenomenológica das atitudes do homem no mundo ou de uma fenomenologia da palavra. A palavra, pela intencionalidade que a anima, é o princípio ontológico do homem como ser dialogante.

O homem é essencialmente uma abertura graças à palavra originária[1] e instaura o emergir dinâmico de sua existência pela palavra. Por este motivo o Eu (homem) precisa pronunciar-se e dirigir-se ao Tu (outro), a fim de que confirme sua existência, utilizando a palavra-dialógica, a palavra em sua ação totalizadora. Para Buber a palavra é portadora do ser. Não é outra coisa, senão palavra de proximidade, resposta que precede a questão, palavra de responsabilidade pelo outro, palavra entre; não palavra sobre ou palavra imperativa e dominante que explora o outro, tratando-o como mero objeto, para extrair-lhe a alteridade. Palavra, gestante de reciprocidade, pela qual o Eu sai em direção ao Tu. Assim está, em ato, instaurada a reciprocidade no existir dialógico de um Eu com um Tu.

O pensador e educador brasileiro Paulo Freire compreende o diálogo como o alicerce fundamental de seus métodos educacionais. Sem o diálogo não há comunicação e sem esta não há verdadeira educação. Em seu importante ensaio, Pedagogia do Oprimido (1970), o pensador brasileiro apresenta as bases de uma teoria da ação dialógica. Para ele a dialogicidade é a essência da educação como prática da liberdade. Por isso afirma que: “Se ao dizer suas palavras, ao chamar o mundo, os homens o transformam, o diálogo impõe-se como o caminho pelo qual os homens encontram seu significado enquanto homens; o diálogo é, pois, uma necessidade existencial” .

Para Freire “quando tentamos um adentramento no diálogo como fenômeno humano, se nos revela algo que já podemos dizer ser ele mesmo: a palavra”. Não há palavra verdadeira que não seja práxis, ação e reflexão em uma interação radical. No pensamento freireano, ao se estabelecer um diálogo, busca-se que o homem pronuncie sua palavra, e este pronunciar sua palavra significa começar a transformar o mundo, porque existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo. Dizer a palavra não é privilégio de alguns homens, mas direito de todos os homens. Precisamente por isto, ninguém pode dizer a palavra verdadeira sozinho, ou dizê-la para os outros, num ato de prescrição, com o qual rouba a palavra dos demais.

“O eu antidialógico, dominador, transforma o tu dominado, conquistado, num mero isto”. O eu dialógico, pelo contrário, sabe que é exatamente o tu que o constitui. Sabe também que, constituído por um tu – um não-eu –, esse tu que o constitui se constitui, por sua vez, como eu, ao ter no seu eu um tu. Não há, portanto, na teoria da ação dialógica, um sujeito que domina pela conquista e um objeto dominado. Em lugar disto, há sujeitos que se encontram para a pronúncia do mundo, para  a sua transformação. A conquista implícita no diálogo é a do mundo pelos sujeitos dialógicos, não a de um pelo outro. Trata-se da conquista do mundo para a libertação dos homens .

No pensamento freireano a dialogicidade da educação não começa quando o educador-educando se encontra com os educando-educadores em uma situação pedagógica, mas antes, quando aquele se pergunta em torno do que vai dialogar com estes. Esta inquietação em torno do conteúdo do diálogo é a inquietação em torno do conteúdo programático da educação . Freire afirma: “O momento deste buscar é o que inaugura o diálogo da educação como prática da liberdade. É o mesmo em que se realiza a investigação do que chamamos de universo temático do povo ou o conjunto de seus temas geradores”.

Enquanto na prática bancária da educação, antidialógica por essência, por isto, não comunicativa, o educador deposita no educando o conteúdo programático da educação, que ele mesmo elabora ou elaboram para ele, na prática problematizadora, dialógica por excelência, este conteúdo, que jamais é depositado, se organiza e se constitui na visão do mundo dos educandos, em que se encontram seus temas geradores.

Considerações finais

Diante deste desafiante confiante para o diálogo feito por Martin Buber e Paulo Freire é que convidamos você a pensar a filosofia como parte integrante de sua vida, sabendo que com a filosofia e os filósofos podemos abertamente encarar dúvidas e buscar respostas.

Como vimos, a Filosofia Contemporânea, a filosofia de nosso tempo, resulta de uma tentativa de encontrar respostas à crise do projeto filosófico da modernidade. Suas principais correntes visam seja atualizar o racionalismo e o funcionalismo característicos da Filosofia Moderna, seja romper com esta tradição em direção a novas alternativas a partir da influência de filósofos como Heidegger, Sartre e Wittgenstein. Um dos aspectos centrais dessa crise é o questionamento da subjetividade como ponto de partida da tentativa de fundamentação do conhecimento e d aética. A linguagem para a ser vista, em diferentes perspectivas, como uma alternativa filosófica. Mas também verificamos na Filosofia Contemporânea críticas à civilização ocidental e o desejo de encontrar caminhos para um mundo sem um Deus. Há forte rejeição na crença nos valores absolutos, na moral de rebanho e na tradição cultural castradora da criatividade, da ação e da emoção pura do homem.

Esperamos que você tenha gostado. A pesquisa desse vídeo foi organizada por Rudinei Borges, que é escritor e professor de Filosofia. Agora chegou a sua fez de pesquisar e quem sabe de construir a sua própria filosofia a partir da obra de todos os filósofos que conhecemos hoje. Fica uma pergunta que não conseguimos responder: será que a razão pode realmente favorecer a emancipação humana? O que a filosofia tem a dizer a respeito das transformações causadas pelo avanço da ciência e das novas tecnologias, como o computador? É possível responder. Vá adiante. Boa sorte. Até a próxima.


Referências Bibliográficas

 

Albert Camus. O mito de Sísifo.

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Dicionário da língua portuguesa.

Bryan Magee. História da Filosofia.

César Aparecido Nunes. Aprendendo Filosofia.

Danilo Marcondes. Iniciação à Filosofia.

Gilberto Cotrim. Fundamentos da Filosofia.

Giovanni Reale e Dário Antiseri. História da Filosofia.

Hegel. Fenomenologia do espírito.

Hilton Japiassú e Danilo Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia.

Horkheimer. Eclipse da razão.

Julían Marías. História da Filosofia.

Karl Marx. O capital.

Kierkeggard. O desespero humano.

Marilena Cahuí. Convite à Filosofia.

Martin Buber. Eu e tu.

Martin Heidegger. O ser e o tempo.

Neil Turbull. Fique por dentro da Filosofia.

Nietzche. Assim falou Zaratrusta.

Paulo Freire. Pedagogia do oprimido.

Sartre. O ser e o nada.

Schopenhauer. O mundo como vontade e representação

Filosofia, Política e Educação




18 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por Carlos Eduardo de Medeiros Garcia, em 11/12/2012 às 23:23

Calma pessoal. Segundo HABERMAS, quando você fala alguma coisa, simplesmente tem apenas a intenção de dizer a coisa. Não necessariamente a coisa fica dita. O diálogo (político ou filosófico) pressupõe apresentação e defesa de argumento, crítica argumentada e aceitação da crítica caso ela esteja correta. Vamos dialogar?

Por milton valdameri, em 10/12/2012 às 22:53

Sobre Paulo Freire, qualquer opinião é dispensável, pois a degeneração do ensino no Brasil coincide com a utilização do método por ele inventado. Diante dos fatos, as opiniões são dispensáveis.

Por regina oliveira, em 10/12/2012 às 21:15

José Antonio, em nenhum momento quis depreciá-lo , sim provocá-lo para que expressasse a sua opinião. Imagino que aqui seja um espaço para que nós, os idealistas anônimos, possamos ter a palavra sem nos fundamentarmos nos celebrados.Não temos cara, nem nome.Temos alma com idéias próprias.Sem troca. tentei responder-lhe por 3 vezes quem sabe agora após 3 respostas elaboradas diferentemente mas com a mesma mensagem eu consiga.

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 22:07

@reco Respondi Regina... mas na outra discussão! A vigésima-oitava opinião lá, é um comentário meu (até bastante longo), em resposta a você! http://www.observadorpolitico.org.br/2012/12/ctrlc-ctrlv-copy-paste-copiar-colar/

Por augusto josé sá campello, em 10/12/2012 às 15:54

Boa tarde. Ainda bem que há pessoas que se dispõem a trazer idéias... Particularmente, num país que tem um governo solipcista, por idéias na ciranda é ótimo. Ajscampello

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 14:18

Patos: Eu não acho que a internet sugiu como "milagre da santa do pau oco". Vou responder às sua duas afirmativas: A internet surgiu como "arma militar" pois os milicos sempre deteram quantidades monstruosas de dados e, temiam que uma bomba potente e certeira cusasse o incêndio de algo CRUCIAL para eles (militares). Santa do pau ôco é outra coisa: Brasil colonial. Os escravos guardavam ouro, riquezas, e até pedras (remanescentes aqui e iguais às africanas devido à Pangea! Santa do pau oco é resultado da inteligência negra, enfrentando os brancos que os tratavam com chibatas! Você sabe perfeitamente o que estou dizendo no comentário "VENDER" livros, informação, revista, sinal de tv. Mas já que insiste, explico melhor: Vender hoje, aquilo que amanhã não tem VALOR algum (mas seu dinheiro já foi). Vender por 1000 aquilo que se fosse vendido por 200 estaria pagando todas as despesas, todas as depreciações e remunerando com lucro excelente! Não fique se fingindo de bobo não... PATOS!

Por erikssom patos, em 10/12/2012 às 12:35

"Hoje, com a internet (excelente ferramenta), percebi que existia uma possibilidade (não capitalista) de promover o acesso de muitos, a coisas anteriormente acessíveis somente a alguns poucos!" ....................................................................................... Ôh Zé deixa de ser ingrato homem!! Diga se de passagem que a internet talvez seja uma das ferramentas mais capitalistas dos últimos tempos (faz parte do livre mercado), inclusive uma das mais temidas pelos governos autoritários, que é uma das características básicas dos governos socialistas. Não adianta zé essa aversão ao mercado, ele é como água que pode ficar estancado por um certo tampo, mas sempre procura evadir por aqui ou ali até alcançar o oceano.

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 12:41

@patos O capitalismo DEMOCRATIZAR e distribuir conhecimento? Cê bebeu hoje Patos? Capitalismo é baseado no LUCRO! Ele deseja (e faz) é VENDER o conhecimento! Vender o livro! Vender a assinatura da TV a cabo! Vender o jornal! Vender a revista! Cara! Quê isso? Contradizendo-se (a si mesmo) só para ficar do "lado oposto" ao do Zé?

Por erikssom patos, em 10/12/2012 às 13:32

Presta atenção Zé foi o lucro que deu a possibilidade do avanço tecnológico, incluso internet, da qual você acha que surgiu por milagre da santa do pau oco! É exatamente esse lucro que estimula o empreendedorismo a se aventurar por um mundo desconhecido dos burocratas que que só querem colher o que já esta pronto... É exatamente o capitalista com a sua ganancia de lucro que está te dando a oportunidade de utilizar essa ferramenta livre de governo - alias querem amarra-la ao tronco do autoritarismo do estado que tanto você acha que protege o cidadão comum. Até que te compreendo esse preconceito do capital, afinal de contas o estado tem mascarado tanto o capitalismo de socialismo, que hoje não se fala outra a não ser demonizar o capitalismo, enquanto que na realidade o mundo está mais para socialismo do que capitalismo que está pra lá de Bagdá!

Por regina oliveira, em 10/12/2012 às 11:41

A verdadeira educação estimula pensamento , palavras ,interpretação próprias.Educar é motivar o outro a descobertas pessoais e expressões individuais .Copiar , decorar´,assumir verdades estabelecidas por mestres sem questionamentos opõem-se a essência da pretensão .

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 12:06

@reco Respeito sua opinião, Regina! Porém não concordo com ela! O conhecimento deve ser disponibilizado e a conclusão deve (por direito) ser do leitor, do estudante, do ouvinte. Isso é válido para os textos, para as notícias, para a fala formal ou informal. Não há como transmitir (gratuitamente) o que um autor disse senão copiando e colando. A outra maneira é escrever o nome do livro ou "indicar o link", da maneira como foi dito abaixo. Em resumo... "toma! tenha você o trabalho"... Estou explicando um pouquinho melhor esta minha maneira de pensar em outro post acima deste! Sei da carência (não do pessoal do OP - os que escrevem) das pessoas por encontrarem textos de qualidade para ler. No OP, estas pessoas estão presentes também, mas não escrevem! Eu os trato como "leitores" (apenas leitores). Quanto a "assumir verdades estabelecidas", sem bem selecionadas as verdades, melhor que ser conduzido como gado, prá lá e prá cá, ao bel prazer daqueles que acreditam poder determinar a vida e a qualidade desta vida, do povo humilde! As críticas me fazem mais forte e me impulsionam no sentido de concluir que estou fazendo muito pouco, necessitando encontrar maneiras de fazer muito mais!

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 11:18

CONTINUANDO: EXPLICANDO então, para o Ricardo Froes e també para o Eriksson Patos: Sou direto e honesto (à minha maneira). Minha maneira de transmitir uma ideia QUE NÃO SEJA MINHA, embore eu concorde com ela, é colocar o texto, citar o local de onde o texto foi retirado, citar o autor, respeitar o texto e a maneira como o autot redigiu! Não me posiciono contra quem "pega" uma ideia de outro autor, reescreve-a e publica! Essa é a maneira de quem DESEJA fazer assim! Mas não é a MINHA maneira! Se, ainda tenho a alma pequena, não é por falta de lutar, de tentar entender os erros da hamanidade, de ler muito os autores e os filósofos que desenvolveram ideias a respeito destes erros! Quando tinha menos de 10 anos, se precisava de algo "importante" que estivesse em algum livro ou peruódico antigo, tive que me dirigir às bibliotecas públicas e "copiar" literalmente em manuscrito aquilo que eu precisava. Depois presenciei meu irmão e minha irmã fazerem o mesmo percurso! Não existiam as máquinas reprográficas atuais, estávamos (naquela época) publicando coisas, ideias e textos com o mimeográfo a alcool. Hoje, com a internet (excelente ferramenta), percebi que existia uma possibilidade (não capitalista) de promover o acesso de muitos, a coisas anteriormente acessíveis somente a alguns poucos! Fiz, faço e continuarei "copiando e colando" tendo sempre o cuidado de selecionar os textos condizentes com a minha maneira de pensar! Parece que aquilo que eu "copio e colo" está sendo interessante para as pessoas, conforme pode ser visto aqui: https://sites.google.com/site/filosofiapopular/home/paginas-mais-visitadas Tenho leitores na China, Rússia, Japão, Europa inteira, países Africanos de língua portuguesa, EUA, Canadá, América Latina inteira! Estou satisfeito com MEU TRABALHO! Não o iniciei com intenção de AGRADAR A TODOS!

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 11:02

EXPLICANDO então, para o Ricardo Froes e també para o Eriksson Patos: Sou direto e honesto (à minha maneira). Minha maneira de transmitir uma ideia

Por Ricardo Froes, em 10/12/2012 às 10:49

Zé, você é mestre em fazer isso. Copia, joga as coisas no ar sem mais nem menos e quem critica ou não entende o objetivo é chamado de burro, direitista, reacionário e otras cositas más. Diga-se de passagem, o OBI também é outro que faz exatamente a mesma coisa. Agora está com um post copiado do livro "Conversando com Deus II" onde ele faz uma salada que dá até indigestão, ao misturar deus, política, moral e sentimentos.

Por Ricardo Froes, em 10/12/2012 às 10:55

@bobjaniak Eu, no começo do OP, ainda tive o trabalho de tentar ser sério, mas, diante de tanto disparate, tanta argumentação desembasada, tanto furo em raciocínios e, cansado de só levar no lombo, parti para a galhofa. Realmente não era esse o meu intuito, mas, principalmente depois que a desorientação da direção do site se fez incapaz de mediar nem sequer uma discussão primariana do tipo "meu pai é mais forte que o seu", o escracho foi um caminho inevitável.

Por José Antônio da Conceição, em 10/12/2012 às 09:56

Este, que comentou às (9:40) é o Ricardo Froes! O homem que é contrário à difusão das ideias! Não pode! Republicar ideias que levem as pessoas a REFLETIR... Não pode! Jamais ! ! ! Aqueles que moram em locais cujo metro quadrado de terreno ou de construção é dos mais caros, possuem biblioteca própria, disponível para consulta! Apenas a estes felizardos é dada (auto-concedida) a possibilidade do conhecimento e da reflexão! Ao restante dos simples mortais que trabalham para sustentar estes.... Bah... vocês SABEM! Neste caso então: "O DIÁLOGO IMPOSSÍVEL"

Por erikssom patos, em 10/12/2012 às 10:18

Zé, você sabe que o dialogo é possível sempre independente de quem quer que seja, o Froes apenas está te criticando de copiar um texto, enquanto que você simplesmente poderia ter deixado o link do site. Mas vem cá, e o dialogo? Você traça um perfil socioeconômico do seu critico interlocutor e esquece dos demais críticos interlocutores que te leem e nem te passa pela cabeça que se são capazes de te lerem o são também nas fontes inspiradas por você e até alem delas, resta apenas saber se estão motivados para tanto, heis a questão, motivação de ir alem, nada mais nem menos do que isso. Os simples mortais a que se refere não são isso ai, são muito mais, o que faz o ser humano independente de suas externalidades não é a sua condição socioeconômica, mas o que vai em sua alma e se essa não é pequena não são as condições materiais adversas que o barrarão.

Por Ricardo Froes, em 10/12/2012 às 09:40

Este é o Zé, o "filósofo" que copiou o texto do site "Tempos de Filosofar", que por sua vez copiou o texto do site "Filosofia e Vertigem", que por sua vez copiou seu texto do livro "Você e Eu" de Roberto Bartholo... Pior: sem tirar nem por uma letra sequer! E assim nasce a "filosofia" em tempos petralhas: é o "controlcopismo" em seu estado puro!