Opinião

Por José Antônio da Conceição, em 06/12/2012 às 14:09  

REPUBLICANDO: Debater métodos teóricos para tentar ajudar o Brasil na economia. 1ª parte é a inflação. [autor: Wemerson Oliveira dos Santos]

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Preciso peremptoriamente preponderar que o objetivo é buscas soluções teóricas para a economia brasileira, bem como captar e discutir os erros que vem acontecendo. É oportuno e preciso a participação dos observadores, a fim de termos uma ótica esgalhada por diversos campos de observações. Com efeito, algo básico sobre inflação para inicia e abri espaço para uma meta com nuances e gravidades pouco claras ao debate claro. Para tanto, vou elencar em sete tópicos. Observe; sobre os tópicos, créditos ao Henry Hazlitt.

1. Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e de crédito criado em decorrência desta criação adicional de dinheiro. A principal e mais visível consequência da inflação é a elevação dos preços. Portanto, uma inflação de preços — atenção para o termo correto — é causada unicamente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia.

2. A quantidade de dinheiro na economia é uma variável decorrente das políticas monetárias do governo — mais especificamente, de seu Banco Central.

3. Um dos principais motivos para a criação de mais dinheiro é a existência de um orçamento deficitário por parte do governo.

4. As causas da inflação de preços não são, como se diz frequentemente, “múltiplas e complexas”; elas são simplesmente a consequência inevitável de uma criação excessiva de dinheiro. Não existe algo como “inflação gerada pelo aumento dos custos”.

5. Controles e congelamentos de preços não podem interromper ou arrefecer a inflação de preços. Eles podem, no máximo, atrasar a sua manifestação. Pior ainda: eles irão sempre desorganizar a economia.

6. Uma prolongada inflação nunca “estimula” a economia. Ao contrário, ela desequilibra e desorganiza a estrutura produtiva da economia, direcionando a produção e o emprego para investimentos que mais tarde revelar-se-ão insustentáveis, gerando prejuízos, desperdício de recursos escassos e maior desemprego.

7. Para se evitar estragos irremediáveis, a noção de que expansões monetárias podem estimular permanentemente a economia deve ser irreversivelmente rejeitada. Por fim, o orçamento do governo deve ser equilibrado o mais rapidamente possível, e não de maneira gradualista e indolor.




1 opinião publicada

O que você tem a dizer?

Por augusto josé sá campello, em 06/12/2012 às 17:43

Boa tarde. Uma profunda revisão de conceitos está em curso. O que se sabe a respeito de inflação é o que está acima. Sabe-se .... mas os conceitos estão sendo revistos. A economia real sofreu profundas mudanças. Inclusive no que se refere ao fator tempo. As transações economicas, hoje, podem e são realizadas a intervalos de tempo que, em alguns casos ficam na casa dos microsegundos. Uma tendência atual é considerar, por exemplo, que custo é um retroalimentador de inflação. Figure-se que o prêço de um insumo ao ser majorado pela incidência da inflação, ao fim de algum tempo, retroalimenta a dita. Ajscampello