Opinião

Por , em 20/12/2012 às 08:56  

São as armas que devem ser controladas?

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Exatamente porque as sociedades apresentam cultura, valores, história e tradição distintas é que devem ser comparadas. Se ambas sociedades, a americana e a suíça têm um elevado número de armas por grupo de habitantes, a variável ARMA EM SI não serve como causa da violência. Para isto que servem as comparações, para detectarmos as variáveis que não fazem diferença. Sendo práticos, o que deve ser feito? Já que um país sob forte lei desarmamentista como o Brasil tem um índice de homicídios muito maior do que os EUA, proibir então as armas nos EUA e ver este mesmo índice subir como ocorreu após a imposição do desarmamento na Jamaica e na Irlanda? “Ah! Mas, não dá para saber se vai ser assim…” E sabemos então que vai dar certo também? Ninguém sabe, mas o que pode ser tentado é um controle com diagnósticos psicológicos e psiquiátricos feitos anualmente. Isto não tiraria o direito ao porte de arma e ISOLARIA aquele elemento que parece ESTAR POSITIVAMENTE CORRELACIONADO aos massacres, mas que sob a novilíngua politicamente correta é TABU comentar: o portador de transtorno mental.
Se for verdade, qual o pecado em comentar, debater, planejar, diagnosticar, proibir e manter inocentes vivos?

 

 




17 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por roberto argento filho argento, em 26/12/2012 às 15:03

"(...)Se for verdade, qual o pecado em comentar, debater, planejar, diagnosticar, proibir e manter inocentes vivos?" - exatamente porquê a "inteligêntsia" chama a isto de "pragmatismo social democrata".

Por roberto argento filho argento, em 27/12/2012 às 10:24

@argento: esqueci-me de destacar, "PROIBIR" E MANTER INOCENTES VIVOS, a parte "subliminar" do texto. É tão subliminar que, o autor (Anselmo Heidrich), embora nem concorde com a proibição das armas, acaba por repassar a "mensagem". [exatamente porquê a "inteligêntsia" chama a isto de "pragmatismo social democrata".]

Por roberto argento filho argento, em 29/12/2012 às 13:29

@argento: Algumas vezes escrevemos (a língua pátria é cheia de armadilhas), por distração, algo que "conflita" (Se for verdade, qual o pecado em comentar, debater, planejar, diagnosticar, proibir e manter inocentes vivos?). - no último parágrafo está o conflito. Se retirasse apenas 5 palavras após a última vírgula deixaria de ser dúbio - o texto ficaria Perfeito. Exatamente porque as sociedades apresentam cultura, valores, história e tradição distintas é que devem ser comparadas. Se ambas sociedades, a americana e a suíça têm um elevado número de armas por grupo de habitantes, a variável ARMA EM SI não serve como causa da violência. Para isto que servem as comparações, para detectarmos as variáveis que não fazem diferença. Sendo práticos, o que deve ser feito? Já que um país sob forte lei desarmamentista como o Brasil tem um índice de homicídios muito maior do que os EUA, proibir então as armas nos EUA e ver este mesmo índice subir como ocorreu após a imposição do desarmamento na Jamaica e na Irlanda? “Ah! Mas, não dá para saber se vai ser assim…” E sabemos então que vai dar certo também? Ninguém sabe, mas o que pode ser tentado é um controle com diagnósticos psicológicos e psiquiátricos feitos anualmente. Isto não tiraria o direito ao porte de arma e ISOLARIA aquele elemento que parece ESTAR POSITIVAMENTE CORRELACIONADO aos massacres, mas que sob a novilíngua politicamente correta é TABU comentar: o portador de transtorno mental. Se for verdade, qual o pecado em comentar, debater, planejar, diagnosticar? (és livre para concordar ou discordar)

Por Anselmo Heidrich, em 28/12/2012 às 23:21

@argento @argento Aliás, o "proibir" e "manter inocentes vivos", em questão, não é pela proibição das armas, MAS sim pela proibição de acesso às mesmas pelos portadores de doença mental, como está expresso no próprio texto. Para que fique claro e sem sombra de dúvida ainda está escrito que "a variável ARMA EM SI não serve como causa da violência".

Por Anselmo Heidrich, em 28/12/2012 às 23:11

@argento Acho que a dificuldade que tens está no raciocínio investigativo. Talvez porque esteja acostumado com palavras de ordem, puro panfletarismo, sei lá, mas a questão é analisar. Textos assim não são a tua praia, então por que não te concentra em programas partidários, por exemplo?

Por roberto argento filho argento, em 27/12/2012 às 18:21

@argento: ... e a ordem (mensagem) é: PROIBIR !!!, sob a justificativa de "manter inocentes vivos" Alem da sutileza paquidérmica: quando e se quiser matar o vizinho use uma foice (pode-se errar o tiro, da degola não escapa), ... para matar um deputado, senador, ministro, presidente, vai precisar de uma Arma de Fogo, que a distancia é mantida grande e, a foice, não passa pela segurança armada; é, sim, passa não!

Por roberto argento filho argento, em 25/12/2012 às 10:36

Como o texto está em Ingles e o tradutor do Google não é lá nenhuma Brastemp, o texto em espanhol é mais adequado ao braZileiro, como eu, um troglodita (não confundir troglodita com autodidata). ¿Porqué me tomo siquiera el trabajo de escribir acerca del control de armas? Esta iba a ser la frase de apertura de mi columna sobre la masacre del cine de Aurora, Colorado, en la que 12 personas fueron asesinadas y otras 58 heridas, algunas gravemente, por el demencial estudiante de neurociencias James Holmes. Pero entonces ocurrió la masacre del templo sikh de Oak Creek, Wisconsin: seis muertos y tres heridos por Wade Michael Page, un racista blanco de 40 años de edad, líder de una banda de rock pesado llamada “End Apathy” (Terminen con la apatía). Aún después de este horrible crimen, que el FBI calificó como “terrorsimo doméstico”, el comienzo de mi columna es el mismo: ¿para qué me molesto en escribir sobre este tema? ¿Para terminar con la apatía? Qué va. Si el horrible ataque de Jared Loughner, otro demente hiper-armado, contra la congresista Gabrielle Giffords no llegó a conmover ni a los colegas de ésta en el Capitolio ni a sus electores, nada los conmoverá. About the Author Katha Pollitt Katha Pollitt is well known for her wit and her keen sense of both the ridiculous and the sublime. Her "Subject to... Also by the Author This Year, Be More Generous Than Ever (Society) Honor the Newtown victims by supporting groups working to end the outrageous levels of violence in our society. Katha Pollitt Go to Your Womb, Ross Douthat (Feminism, Reproductive Rights, Conservatives and the American Right) The New York Times columnist is so obsessed with women’s fertility, it’s too bad he can’t get pregnant himself. Katha Pollitt ¿Se acuerdan de la Marcha del Millón de Mamás? En mayo de 2000, 750,000 mujeres se reunieron en el National Mall de Washington para reclamar por lo que suele llamarse controles “razonables”, tales como el chequeo de antecedentes de los asistentes a exhibiciones de armas y el registro de armas personales (controles “irrazonables”, por el contrario, serían la prohibición de vender armas diseñadas para matar gente, como las pistolas y las AK-47, o de adquirir 6,000 cartuchos de municiones en Internet). Esas mujeres podrían juntarse hoy en el Mall y cantar “¿Adónde han ido a parar las flores?” Aquella marcha estuvo informalmente ligada a la campaña de Al Gore. Pero la del año 2000 fue la última contienda electoral (Gore-Bush) en la cual los demócratas pensaron que podían ganar votos invocando el control de armas; a partir de la (digamos) derrota de Gore, le han venido escapando al tema. Para líderes partidarios como Howard Dean (quien, para sorpresa de muchos, no es precisamente un amigo del control de armas) o Chuck Schumer, el discurso de las restricciones a la propiedad de armas de fuego interfería con la estrategia del partido de presentar en estados “colorados” candidatos identificados con el machismo armamentista, como los senadores Jon Tester y Jim Webb y el gobernador de Montana Brian Schweitzer, o la jauría de “perros azules” conservadores que brevemente engrosó las filas demócratas en el congreso. Así es como llegamos al día de hoy. Apenas unas horas después de la masacre del templo sikh, Nancy Pelosi dijo que estaba “devastada” por el hecho pero que no preveía ninguna acción especial por parte del Congreso. “Sencillamente no tenemos los votos necesarios”, se lamentó. Y reconoció que este podría ser también el caso en un congreso dominado por los demócratas, “porque para revertir esta situación hacen falta muchos votos”. Y después de la masacre de Aurora, el vocero presidencial Jay Carney enfatizó que las armas debían controlarse dentro del “contexto legal vigente”, algo nada fácil de lograr, dadas las recientes decisiones de la Corte Suprema ratificando el derecho a portar armas. El único demócrata en la escena política nacional que no ha bajado los brazos es el senador Frank Lautenberg, quien recientemente presentó un proyecto de ley prohibiendo la venta online de municiones y se negó a retirar su enmienda al proyecto de ley de ciberseguridad, una cláusula que prohíbe la venta de cargadores de alta capacidad. Pero Lautenberg tiene 88 años. Ante la falta de liderazgo a nivel nacional, algunos jefes de policía y alcaldes de grandes ciudades como Michael Bloomberg han salido al ruedo. Pero sin el apoyo de la conducción de los dos grandes partidos o de un movimiento de base masivo—sin mencionar la falta de fondos con los cuales contrarrestar los abultados cofres de la NRA—, es muy poco lo que se puede hacer. En 2011, de acuerdo con Gallup, sólo el 26 por ciento de los estadounidenses estaba a favor de prohibir las armas personales, comparado con el 60 por ciento que se oponía en el lejanísimo 1959 (otras encuestas muestran al país dividido por mitades más o menos iguales, sin que las recientes matanzas hayan provocado ningún cambio sustantivo). La membrecía del NRA ha venido incrementándose durante años, hasta llegar a los actuales 4.3 millones. ¿Qué decir entonces de las 30,000 muertes y 70,000 personas heridas por armas de fuego y los casi 20 asesinatos masivos que se producen cada año? ¿O de la estadística que arroja 90 armas por cada 100 habitantes en Estados Unidos? Sin duda, son temas para auto-flagelarse en público, como el sexting, la obesidad y las bolsas de plástico, pero no pasan de ahí: una locura americana más. ¿Porqué ocurre esto? Una probable razón es que las armas de fuego se han convertido en el emblema de la creciente paranoia de muchos hombres blancos de derecha (las damas pueden portar una pistola en su cartera, pero una AK-47 es cosa de machos). Dato: la venta de armas creció luego del triunfo de Obama (“¡Atención! ¡El Comunista-Musulmán Kenyano viene por nuestras armas!”) En el programa de Diane Rhem en NPR, el director de asuntos nacionales de Gun Owners of America, John Velleco, defendió la idea de que alguien pueda querer tener un arsenal de guerra en el sótano de su casa para defenderse de los vecinos—para defenderse, digamos, por si quieren invadirle el backyard. Una de las justificaciones más estúpidas para la acumulación de estos arsenales es la fantasía de tener con qué resistir un ataque del gobierno en caso de que éste se convierta en una tiranía. Esto es casi tan ridículo como suponer que si todos lleváramos un arma encima, el mundo sería un lugar más seguro. Nada habría hecho más completa la pesadilla de los espectadores del cine de Aurora que decenas de personas disparando sus armas en una sala a oscuras. El problema es que tanto en ésta como en muchas otras causas conservadoras (el movimiento contra el aborto, el Tea Party, Ron Paul), los defensores del “derecho a portar armas” ganan por la intensidad y el foco (o necedad) con el que discuten. Nosotros tenemos sentido común, pero ellos tienen una narrativa maestra, que incluye el rechazo paranoico a toda persona con turbante—aunque se trate de gente demasiado ignorante como para diferenciar a un sikh de un musulmán (esto, por cierto, no quiere decir que el ataque de Page habría sido más “entendible” si hubiera tenido como blanco a los asistentes a una mezquita.) El fanático de armas promedio difícilmente se convierta en el próximo Holmes, Loughner o Page; para cometer un asesinato masivo hay que estar mentalmente enfermo. Pero sin un arma en la mano, sería muy difícil matar o herir a una multitud. Los defensores de las armas invierten una enorme energía argumental para desacreditar este punto básico. Y a juzgar por la depresión y el desánimo de los defensores del control de armas, han triunfado. Traducción al español de Claudio Iván Remeseira.

Por roberto argento filho argento, em 23/12/2012 às 19:09

É muito pra minha cabeça! Acho que antes de pensar em "controlar" as armas, a questão chave é (seria) controlar os QUEM.

Por roberto argento filho argento, em 23/12/2012 às 19:24

@argento: ... os COMO e os POR QUÊ, o ESTATUTO foi Dirigido Somente aos CIVIS, ORDEIROS, que poderiam, em uma eventualidade, revoltarem-se contra o "status quo" ...

Por GIANFRANCO BELLINZONA, em 22/12/2012 às 23:54

Armas e omicidios. No Brasil (dados anuais) 50.000 omicidios dolosos e 42.000 mortos por acidentes de carro. Para resolver o problema, temos que proibir armas e carros? Ou, talvez, o que precisa é educação e fiscalização ?

Por Victor Castro, em 22/12/2012 às 21:25

Apoiado, Anselmo!

Por Sergio Zamprogno, em 20/12/2012 às 20:19

Eu acho interessante como um atentado em outro pais preocupa tanta gente por aqui. Muito mais pessoas morrem em crimes violentos nesse pais por ano do que em outros paises que estão em guerra e ninguem faz nada. Estamos chocados com razão com o fato de serem crianças e com o numero de vitimas mas se alguem contar por dia o numero de vitimas de crimes violentos em alguns estados, o numero de crianças afetadas certamente será maior do que desse antendado nos EU. Armas são muito mais controladas por aqui mas isso não impede nem um pouco que criminosos as obtenham.

Por Anselmo Heidrich, em 21/12/2012 às 11:03

@szamp Sergio, tu tens razão em chamar atenção para este detalhe, mas isto não exclui a necessidade de discutir massacres em escolas, mesmo que sejam em outros países. Afinal, não só a globalização permite que nos conheçamos mais, mas também a disseminação de valores universais evita o isolamento nacionalista, que não deixa de ser um egoísmo em larga escala.

Por José Antônio da Conceição, em 20/12/2012 às 10:06

As armas não, não precisam ser controladas, melhor seria que nem fossem fabricadas! O que precisa controle é a Educação do ser humano, Educação plena, que envolva inclusive mudanças no meio em que o ser humano vive. O valor da vida humana precisa estar acima do valor das "riquezas", das "invejas", das "desavenças", do "individualismo", da "lei do mais forte", da "vontade dos políticos profissionais", do "poder econômico"... seria necessário um calhamaço de papel bem pesado para dar continuidade à lista!

Por Anselmo Heidrich, em 21/12/2012 às 10:55

@joseantonio400 Mas, isto as religiões já fazem e não são bem sucedidas.

Por Ricardo Froes, em 20/12/2012 às 09:51

Controladas, sim, proibidas, não. Essa farra americana de vender metralhadora em supermercado é um absurdo! Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Por Anselmo Heidrich, em 21/12/2012 às 10:56

@bobjaniak De acordo, Ricardo.