Cultura

Por , em 11/12/2012 às 10:24  

Sobre o ensino de ética e moral

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“A despeito dos problemas de ensino no Brasil, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) usou os índices de corrupção e a ineficiência da justiça na tentativa de justificar a relevância da sua proposta.”
Gustavo Ioschpe critica inclusão de aulas de Cidadania Moral e Ética nas escolas | Instituto Millenium

SE professores faltam em demasia, se há falta de lisura na aplicação e execução de testes (a começar pelo próprio MEC), se nivela-se por baixo o desempenho escolar, com redução de provas e aumento de “trabalhos” escolares que resultam em cópias generalizadas, se a indisciplina e agressões físicas campeiam como metástase, se a doutrinação esdrúxula vira mote e mantra, como diabos uma lei que obriga o ensino de ética vai levar a ética aos alunos quando o que mais falta é o exemplo?

 




15 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por mario jota, em 11/12/2012 às 14:01

Observem quem teve essa idéia estúpida: um senador. Oras, por que ele não começa na sua casa de trabalho? no senado temos vários senadores com problemas na justiça, não pagam o imposto de renda sobre o 14º e 15° salários, além das mordomias e salários exorbitantes para quem pouco trabalha.Comecem dando o exemplo reduzindo a folha salarial do senado, demitam uns 8000 funcionários. Depois vão para a camara federal e façam a mesma coisa. Quanto as escolas, já tem sociologia e filosofia que pode ensinar isso. Proibam de os professores ensinarem ideologia marxista, essa aberração. Que sejamos bem diretos na nossa política educacional, que tirem esses pedagogos de tendência esquerdista e partamos para uma pedagogia realista. É simples estabelecermos uma diretriz para o país, basta decidir o que queremos ser: uma potência tecnológica ou uma potência de merda. Se queremos ser uma potência tecnológica, basta trabalharmos para isso e sem ruídos estabelecidos pelos merdas de sempre.

Por Ricardo Froes, em 11/12/2012 às 13:26

Como sempre o Zé pisa na bola por ser um analfabeto funcional. Disse ele: "Prezado Anselmo: Você fêz(sic) bastante(sic) perguntas! Vou me esforçar!" Quais foram as "bastante perguntas" se ele só perguntou "como diabos uma lei que obriga o ensino de ética vai levar a ética aos alunos quando o que mais falta é o exemplo"? Responda, Zé, por favor, porque tudo o mais que o Anselmo disse foi "se", conjunção que indica condição, ou seja, orações que impõem condições à pergunta. Some-se a isso os assassinatos à flor do Lácio: "fêz" acentuado e "bastante perguntas" quando o menos errado seria "bastantes", muito embora não se deva usar o adjetivo como sinônimo de muitos, grande quantidade. E o cara ainda se arvora em falar de educação!

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 21:35

@bobjaniak Vossa Fordência (Audous Huxley - 1932) me desculpe! Errei! O erro não é para ser praticado pelos seres humanos! Jamais!

Por Ricardo Froes, em 12/12/2012 às 08:24

@joseantonio400 Meu caro, você é um erro ambulante! Não faz outra coisa.

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 12:34

Prezado Anselmo: (Tentando finalizar esta etapa - sem esgotar o assunto)! A Educação/Ensino é um processo trespassa, perspassa e acompanha a vida inteira do ser. Nossa constituição diz que é "dever do estado e da família". A filosofia e a sociologia foi retirada dos currículos escolares por longos períodos! É preciso perguntar por que retiraram! Nossos problemas enquanto sociedade têm raizes dentro de cada um de nós, nem sempre perceptíveis! As virtudes foram desvalorizadas e ignoradas! Os valores da sociedade atual estão quase todos INVERTIDOS se comparados aos valores ensinados por Sócrates, Aristóteles e Platão. O privilégio (e a boa sensação) do "TER", substituindo o inenarrável prazer de "SER" foram impostos à sociedade contemporânea a ferro, fogo e chibatadas! Será longo e penoso o caminho para procurar a estrada larga do viver plenamente (e em sociedade não individualista) que abandonamos em algum lugar da caminhada!

Por Anselmo Heidrich, em 15/12/2012 às 01:03

@joseantonio400 Acho que é justamente o contrário, temos sim que resgatar o conceito de indivíduo e, consequentemente, suas decorrências lógicas, como a responsabilidade que cabe ao mesmo. O que excede na educação é conversa mole, blá-blá-blá e pouco estudo de ciência historicamente desenvolvida e aceita consensualmente porque funciona. Ao invés de filosofia ou sociologia, que se fortaleça o ensino de geografia e história como obrigatoriedade de leitura e provas que permitam reprovar o aluno, caso este não atinja resultados minimamente satisfatórios. Fora disto, tudo mais é perda de tempo.

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 12:21

Prezado Anselmo: Mais uma resposta (sobre o "educar para a cidadania")! Estamos numa fase de transição no mundo inteiro! Há quatro ou cinco gerações convivendo dentro do mesmo espaço de tempo e podendo analisar o processo. Explico: Minha avó usava lampião e lamparina e tomava banho na bacia, minha mãe conheceu o chuveiro elétrico e a banheira mas não conheceu a hidro-massagem nem se afatou por mais de 300 Km do local onde nasceu. Meu filho (neto dela) aos 10 anos de idade já conhecia 3 estados brasileiros e, sendo neto de analfabetos, possui diploma de curso superior (com mérito, medalha e tudo), mas não possui mansão, helicíptero, lancha ou iate. As gerações estão questionando quem são os "culpados" por este processo acontecer desta forma (se é que existem os culpados)! A "educação para a cidadania" não é o Marxismo dentro das escolas ou universidades não! É apenas um treinamento e aprendizado sério para o entendimento deste processo, por inteiro. Início, causas, consequências, beneficiários, participantes ativos e passivos... formas de colaborar, formas de destruir, formas de forçar a mudança da rota... só isso!

Por Anselmo Heidrich, em 15/12/2012 às 00:59

@joseantonio400 Realmente não entendi teu argumento, José. Tu mesmo provou com tua história pessoal que a sociedade melhorou e, se não houver desvio de rota, assim irá continuar. Então, quem é "culpado de quê"? Não há sentido neste questionamento.

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 12:05

Prezado Anselmo: Mais uma resposta (começando a colocar ideologia na sopa)! A formação de mão de obra capacitada é necessária mas exige mudanças no regime político ou no sistema. Explico: Se amanhã eu abrir uma empresa e precisar de um "excelente engenheiro civil" o que devo fazer? Selecionar e admitir! Quanto de dinheiro eu investi na formação deste "excelente engenheiro civil"? Nenhum! Apenas a minha cota nos impostos, taxas e emolumentos! Quanto da produção deste "excelente engenheiro civil" vou destinar à sociedade que juntamente comigo formou este "excelente engenheiro civil"? ZERO, porque estou almejando é o lucro! É justo que o empresário usufrua do resultado de uma Educação/Ensino públicos e NADA retorne para os "ACIONISTAS" daquele "excelente engenheiro civil"?

Por Anselmo Heidrich, em 15/12/2012 às 00:57

@joseantonio400 Se o engenheiro produz, ele agrega valor à sociedade; se ele se tornar um empresário irá gerar empregos e pagar tributos. De uma forma ou de outra, ele retornará o investimento feito pela sociedade. Não há porque inventar mais.

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 11:53

Prezado Anselmo: Você fêz bastante perguntas! Vou me esforçar! Testes de múltipla escolha: O Enem está se esforçando didáticamente, tentando ensinar aos profissionais da Educação/Ensino. O teste do Enem é de múltipla escolha, mas a correçãp é holística. Explico: Há no Enem (hipotéticamente e didaticamente falando) uma resposta ERRADA, uma resposta CERTA, várias respostas meio-certas-meio-erradas. A pontuação de cada questão não está definida quando da aplicação das provas! Após as provas, os computadores indicam "quantas repostas certas (máximo-médio-mínimo), quantas respostas erradas (máximo-médio-mínimo), quantas respostas MEIO-CERTAS (máximo-médio-mínimo). O que é MEIO-CERTO? Raciocínio correto, mas desviou da resposta ABSOLUTAMENTE CERTA! Então, são atribuidos valores para as letras de cada resposta. Exemplo hipotético: Absolutamente certo vale 10 Absolutamente errado vale Zero Raciocínio correto com desvio grande vale 2 Raciocínio correto com desvio médio vale 3 Raciocínio correto com desvio pequeno 4 EXEMPLO HIPOTÉTICO E DIDÁTICO (insisto) Ou seja: está se "avaliando conhecimento e não decoreba". Os resultados sevirão também para os docentes diagnosticarem eventuais "falhas" no processo ensino-aprendizagem. Responderei uma por uma suas interrogações!

Por Anselmo Heidrich, em 15/12/2012 às 00:56

@joseantonio400 Não ficou claro como este sistema funcionaria com uma questão objetiva onde houvesse uma resposta certa apenas. Talvez com um exemplo prático, eu consiga te entender.

Por José Antônio da Conceição, em 11/12/2012 às 10:46

Uma dica, sobre algumas das causas dos males que assolam o nosso sistema de Educação/Ensino: http://sites.google.com/site/filosofiapopular/home/menu-educacao/simone-iwasso-entrevista

Por Anselmo Heidrich, em 11/12/2012 às 11:34

@joseantonio400 Li. Realmente, a concentração em testes de múltipla escolha para avançar na instrução descarta um princípio básico e antigo que funciona, a LEITURA. Ler testes e fazê-lo deve ser um coroamento do processo e não, a base para um treino exaustivo. Este tem que se apoiar cotidianamente na leitura e na escrita, tendo os testes como parte do processo e meta final geral, a educação e conhecimento; como meta específica, a formação de mão de obra capacitada, empreendedores etc. O que nós pretendemos no Brasil, "educar para a cidadania"? Mas, o que isto realmente significa quando há uma demonização e descrença no próprio sistema político? Então temos um objetivo vago com métodos inadequados, sobretudo quando nossas avaliações são deixadas em segundo plano para uma homogeneidade demagógica que acaba sendo, não mais do que um campo para exercício retórico de pedagogos.

Por Anselmo Heidrich, em 11/12/2012 às 11:24

@joseantonio400 Lerei, mas só uma observação sobre o título, nota mais alta não garante uma melhor educação, mas é necessária ao bom ensino. Ensino e educação não são a mesma coisa, mas são complementares e se tirar boas notas não me garante ser bem educado, o princípio de buscar o melhor desempenho, sim, é parte de uma boa educação.