Brasil

Por , em 31/12/2012 às 00:22  

Universidades brasileiras

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Universidades brasileiras

Claro que há quem entra de modo legítimo na cátedra, mas se na minha desatenção costumeira sobre estas questões e pouca experiência já vi o que contar, imagino que haja muito mais de onde estas vieram. Quando entrei na faculdade, em 1984, a chefe de departamento não tinha nenhum título de pós-graduação, MAS era casada com o ex-chefe de departamento que, se não me engano, também fora seu professor. Depois, na pós em S. Paulo, não foram poucas as vezes em que vi pupilos de certos mestres começarem com algumas substituições em sala de aula e depois, como que por encanto, participarem de concursos feitos a forma e semelhança de suas dissertações ou teses. Tudo muito natural. Até, até que pegam um casca grossa pelo caminho, que não tem mania de se curvar. Este foi o caso de um colega pernambucano que fizera um concurso para Presidente Prudente e, não obtendo resposta do mesmo, recebera uma ligação, da mulher de um dos professores do referido departamento explicando-lhe que se desistisse do concurso, ela que estava em segundo seria chamada, mas ele não, de jeito nenhum. Óbvio que ele não desistiu e, como perdi o contato, não sei se acabou sendo chamado. Recentemente na recém criada UFFS, um professor de filosofia que passara em concurso nas provas objetiva, de títulos foi reprovado na didática. O detalhe é que ele era um professor experiente no RS e quem tomou sua vaga foi um outro candidato, sem a mesmo nível de experiência e titulação. O candidato que se sentiu lesado iniciou um processo contra a organização do concurso. Isto, sem falar, daqueles que são descartados, têm suas bolsas de estudo não prorrogadas ou cortadas quando enveredam por outros caminhos que não sejam do agrado de seus antigos orientadores. Muitos bem sucedidos “pesquisadores” são legítimos puxa-sacos e se especializam em não tomarem iniciativa em projetos, se organizarem em seitas intelectuais segundo correntes ideológicas que chamam de “ciência” ou ainda obterem informações para monitoramento da oposição e tendências divergentes que possam enfraquecer o núcleo de poder departamental. Um dos principais instrumentos para isto é a concessão de bolsas.
Leia sobre isto em: Janer Cristaldo

 




5 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por augusto josé sá campello, em 01/01/2013 às 16:15

DROGA. BOSTA. PÔRRA OP. Se vcs querem ser oposição, consertem esta droga deste site para cpmeçar. FUI. Ajscampello

Por augusto josé sá campello, em 01/01/2013 às 16:12

Boa tarde. Corporativismo e/ou compadrio na academia? Mal antigo. "Mal feitos" na academia? Coisa antiga. Já esqueceram a lixeira de mil reais da reitoria da UNB? E o recente indiciamento de ex reitores, reitor e professores da UFRJ? Sempre que passo pela Linha Vermelha, aqui no Rio, e vejo o hospital da UFRJ, ali na Ilha do Fundão, implodido parcialmente e com o aspecto de coisa em ruína, rogo pragas. Era e é o povo que é atendido ali, em meio àquela...coisa desabada. Sempre foi assim. Algumas ilhas de excelência num mar de bosta. Ajscampello

Por José Antônio da Conceição, em 31/12/2012 às 16:27

Que bom! Pensei que eu fosse um ET dotado de capacidades especiais e com isso, apenas eu enchergava os tais "muros" da Academia. Precisamos reunir este pessoal que encherga estas coisas, possui estes relatos e escrever determinados documentários... talvez até em forma de livro! http://www.observadorpolitico.org.br/2012/04/sobre-as-causas-dos-rendimentos-academicos-insatisfatorios/ O documento acima foi entregue ao colegiado do meu curso, à pro-reitoria que estava cuidando do assunto e a um professor do curso de Ciência da Computação da UFOP. Nenhuma resposta obtive (de nenhuma das fontes).

Por José Antônio da Conceição, em 31/12/2012 às 16:30

@joseantonio400 O dinheiro público aplicado nas IFES (Intituições Federais de Ensino Superior) precisa ser mais respeitado e dar melhor retorno para a sociedade!

Por mario jota, em 31/12/2012 às 10:28

Exatamente por isso que a produção científica no país é ridícula. A podridão e o corporativismo está enraizado no país. Na política é a corrupção generalizada. Ninguém trabalha como deveria e seus altos salários só causam empobrecimento do país. Nestes últimos 10 anos o país regrediu 30. Dá para termos futuros desta forma??