Comunicação

Por Alexandre Secco, em 29/01/2013 às 17:21  

Exagerados e moderados

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O jornal Folha de S.Paulo anunciou na edição de hoje, 28 de janeiro, uma mudança importante nas regras de moderação de seus sites e canais digitais.  Até hoje os leitores tinham o direito de publicar seus próprios comentários, que eram filtrados por robôs para evitar o uso de expressões ofensivas e palavrões. Segunda a reportagem, os editores da Folha decidiram limitar o número de comentários que cada leitor pode fazer e foi além: daqui em diante serão os jornalistas que vão escolher os comentários  que serão publicados. Pode-se imaginar o quanto esse assunto queimou a cabeça do pessoal da Folha, um jornal que há anos vem fazendo um esforço verdadeiro pela pluralidade de opiniões em suas páginas. O seu argumento é que, apesar de várias iniciativas, a possibilidade de fazer comentários abertamente acabou abrindo espaço para exageros que, longe de contribuir, acabavam sufocando a discussão. A Folha não está sozinha nessa iniciativa. Parece que impedir o livre acesso às áreas de comentários vem se tonando praxe. Até o The New York Times adotou restrições recentemente.

Este Observador Político deve entender perfeitamente o drama dos editores da Folha. Notamos alguns colaboradores postando 20, 30, até 40 discussões por dia. Sinceramente, nem Barack Obama deve ter 40 assuntos relevantes para um só dia. Outros abusaram da linguagem sistematicamente em seus comentários, vários fizeram referências que não gostaríamos de repetir em um almoço em família. Pior, em certos momentos, uns poucos empertigados pareceram assumir totalmente o controle da discussão apelando a uma verborragia difícil de encarar, como se o debate estivesse entregue aos leões. Felizmente a moderação agiu – de forma relativamente parcimoniosa para os padrões das redes sociais, diga-se. Brincou de gato e rato com alguns que iam e voltavam com novos avatares e velhos propósitos e vez ou outro precisou fazer advertências. No final das contas provou que falava sério quando anunciou uma plataforma aberta e fez um esforço danado para manter todos no barco.

Mas uma das grandes lições, já aprendida pelo The New York Times e pela Folha, é que, por mais incrível que pareça, bastam meia dúzia de colaboradores especialmente produtivos para que o nível da discussão de um jornal inteiro sofra as consequências. Não acredita? Pois quem entraria em um grande restaurante para almoçar se ao cruzar a porta visse uma briga feia no meio do salão? Na dúvida, melhor procurar uma outra freguesia, não é?

A próxima fase do Observador Político vai inaugurar um novo modelo de participação, mais parecido com o adotado pela Folha de S.Paulo e pelo The New York Times. Vai privilegiar as melhores contribuições ao tema proposta, invertendo a lógica geográfica pela qual aparece mais quem posta mais e ocupa mais espaço na timeline. Naturalmente, sob todos os aspectos essa primeira fase do OP foi  um sucesso, com o engajamento de algumas milhares de pessoas em milhares e milhares de discussões, em um espaço efetivamente aberto para a manifestação de opiniões, uma iniciativa inédita no uso da internet para a política. Sempre se soube que na web a diferença entre liberdade de expressão e baderna muitas vezes é imperceptível. Como recomenda o exemplo da Folha, cabe manter o olho vivo e a porta de saída sempre aberta.




33 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por augusto josé sá campello, em 01/02/2013 às 16:44

Gostaria de dizer boa tarde. Não dá. O mínimo que posso dizer, molecamente é : Se não sabe brincar, não desça para o play. Ajscampello

Por Ricardo Froes, em 01/02/2013 às 19:59

@ajcampello Pode ser mais claro? Isso é com os observadores ou com a "chefia"?

Por augusto josé sá campello, em 02/02/2013 às 17:37

@bobjaniak Olá Ricardo. É com a chefia mesmo. Bo!las Lançam um forum de discussões com forte viés político e não querem que a paixão campeie solta. Brincadeira tem hora. Ajscampello

Por erikssom patos, em 01/02/2013 às 01:46

"Assim, de uma certa forma, você está concordando com o acinte do Alexandre quando diz que o OP vai manter "a porta de saída sempre aberta". Eu não quero sair daqui e acho que nós, os "sobreviventes", não devemos sair daqui de mãos abanando. Não sem que esses aprendizes de déspotas tenham a certeza , pelo menos, de que eles não são melhores que nenhum observador. Podem até não admitir, mas vão ter que engolir." "Já que a decisão de censurar o blog é aparentemente definitiva e unilateral, em virtude da ausência total e sistemática de debatedores do lado de lá, pelo menos que eles tenham o desagradável prazer de ler quem os critica. E a hora é essa!" ..................................................................... Froes, eu ia participar vagamente aqui neste site, mas você me fez retroceder a voltar opinar por aqui novamente: Olá Froes obrigado pelo retorno de comunicação. Até um certo ponto você tem razão, a minha posição aparenta mesmo estar concordando com o acinte do Alexandre, talvez por cansaço ou desilusão com a politica que está rolando em nosso país de uma forma em geral. Porém você me despertou a vontade de escrever algo que não queria sair para fora... A hora é agora. Quando eu era menino, eu sempre ia jogar bola num campinho que tinha perto de minha casa. Nessa época apenas dois colegas tinha uma bola de cobertão, e quase sempre que a gente ia jogar, apenas um levava a bola para o campo. As vezes acontecia do dono da bola emburrar por algum motivo, então ele pegava a bola punha debaixo do braço e ida embora, e os demais ficava com cara de bund@o! A gente era menino e inocente não sacava nenhum tipo de politica, mas depois que a gente cresce é diferente, começamos a sacar um pouco de como as coisas acontecem, percebemos a malicia das coisas. Quando era menino, por mais que o dono da bola acabasse com o jogo indo embora com a bola, sempre que ele voltava para o campo trazendo a redonda, a turminha estava lá prontinha para jogar novamente, essa era uma fase de inocência de ambos os lados. O dono da bola precisava dos colegas para fazer dois times, e nós que não tínhamos a bola dependíamos dele para jogar. Eramos inocentes uteis uns aos outros. Assim acontece aqui também e em praticamente todas as relações sociais. De alguma forma todos dependem de todos. É falta de inteligencia de um editor de uma mídia qualquer achar que não depende desse ou daquele segmento da sua mídia, por mais desprezível que seja esse segmento. Por ele achar que é o dono da bola e que pode pegá-la e por debaixo do braço acabando com a partida, ele está enganado, porque quando ele quiser jogar novamente com a sua bola ele terá que contar com a participação de jogadores motivados para jogar com ele, e segundo as suas regras. Nem todos estão dispostos a ser inocentes uteis. O OP pode impor as regras que quiser, ele é o dono da bola, mas resta saber se os jogadores estão dispostos a jogar com a sua bola e da forma que ele quer que o pessoal jogue. Um dos motivos do sucesso das redes sociais hoje é a INTERATIVIDADE dos participantes. Tire esse aspecto dela e tudo morre, fica sem vida - vira um jornal qualquer da vida, como ele é comercial e o seu produto é vender a noticia, ele precisa de outros meios de arrecadação então vende propaganda junto com a noticia. Agora aqui no OP foi implantado um aspecto na sua plataforma que privilegiou a interatividade, inclusive o debate sob a forma de fórum, e foi isso que deu vida a plataforma, e levou até agora, ao ponto do senhor Alexandre vir escrever o que escreveu (ele é o dono da bola) e nós os jogadores inocentes ter que ver a bola ir embora. Vou citar mais um sucesso na mídia que é um exemplo de interatividade: Reinaldo Azevedo da Veja. Alguém consegue imaginar ele escrevendo sem as opiniões dos seus leitores? Pede para ele tirar esse espaço aberto, mesmo ele moderando e filtrando os que escrevem no seu blog! Ele não seria o que é sem a participação dos seus leitores, nem que seja para xingá-lo. Comunicação é isso, INTERATIVIDADE. Politica idem. Tire isso e vão ter que ficar semelhante ao DESERTO! Ou então vão fazer como Froes disse: portar como mauricinhos e patricinhas uniformizados, e seguir a cartilha do politicamente correto. Será que o PSDB por meio de alguns de seus representes não consegue falar a linguá do povo nem através de uma mídia dessas aqui? O seu post Alexandre confirma que o Lula e o seu PT acaba tendo mesmo razão em dizer que os tucanos não tem jeito de lidar com o povo, e aqui POVO somos nós que escrevemos e lemos no OP, não se esqueça disso meu amigo...

Por Ricardo Froes, em 31/01/2013 às 16:38

JAC, eu só queria saber a que regime você se refere: ao daqui do OP ou ao do Brasil.

Por José Antônio da Conceição, em 31/01/2013 às 18:29

@bobjaniak Ambos... Numa democracia, o Congresso Nacional não trabalha de costas para o povo e nenhum "representante" de lá diz que "não tá nem aí para o opinião pública! Medidas impopulares quando necessárias, é outra coisa! Mais: Numa democracia cada poder é exercido independentemente do outro! Congresso que permite ao executivo legislar o tempo inteiro e também, chega-se ao ponto de o Judiciário cassar mandatos porque elles já provaram que são corporativistas em diversas outras ocasiões, já não é mais Congresso! Estou tentando identificar as causas que fazem a palavra "censura" aparecer em todas as mídias, inclusive esta aqui.

Por Ricardo Froes, em 31/01/2013 às 19:18

@joseantonio400 "Poder". Você citou a palavra mágica que todo regime despótico tem como mantra. O "poder" do OP tem uma corriola que não pensa em outra coisa. Para que ele seja exercido até agora não foi inventada uma fórmula melhor que a censura. Até anteontem eu tinha como parâmetros de censura o governo petralha, o blog do Reinaldo Azevedo, o Globo e outros menos votados. Depois do post do Alexandre, que, a rigor, representa o pensamento do OP e por conseguinte do PSDB, eu concluí que o partido, que já me decepciona desde 2002, é igualzinho a qualquer PT da vida. Foram feitos um para o outro. A necessidade do "poder" do PSDB é hoje muito maior que a vontade de convencer, até porque convencer depende de talento.

Por José Antônio da Conceição, em 31/01/2013 às 12:20

Escolham (à vontade), em que regime político estamos: - <img src="https://sites.google.com/site/filosofiapopular/_/rsrc/1359641864504/testes-imagens-iii/Aristoteles-Platao.PNG" style="height:417px; width:630px ">

Por José Antônio da Conceição, em 31/01/2013 às 16:32

@joseantonio400 Quatro horas após, eu diria que estamos na Oligarquia de ambos misturada com a Timocracia de Platão. Na Democracia não estamos! Por isso, censura é uma palavra "da moda", encontrada nos comentários deste post, citada em muitas outros posts anteriores a este e, também nas outras mídias! Ou tem algum observador que irá defender que este nosso regime é UMA DEMOCRACIA?

Por roberto argento filho argento, em 07/02/2013 às 15:27

@joseantonio400: ... há um Time que está governando ... Timo cracia!. Glande Pratão!

Por Ricardo Froes, em 31/01/2013 às 10:11

O mais estranho dessa história toda é que o sujeito posta ameaças a nós - isso não é um simples anúncio de mudanças no site -, é criticado e nem dá as caras para argumentar, o que demonstra que há uma decisão clara, autoritária e irreversível em nos censurar. Nós todos fomos os bois-de-piranha dessa turma. Como eles não conseguiram nos domar e nem nos transformar em comportadas e obedientes meninas do Colégio Sion, simplesmente nos descartaram para sair em busca de mauricinhos e patricinhas que se encaixem no perfil aristocrático que pretendem impor aos observadores. Vai ser uma maravilha: - Mauricinho, não pode falar cocô, viu? E ajeite essa sua gravatinha borboleta! - Patricinha, meleca a gente tira no banheiro com um lencinho de renda!

Por erikssom patos, em 31/01/2013 às 13:12

@bobjaniak, um exemplo que serve de pano de fundo para essa discussão aqui, é o caso das programações das TVs abertas e fechadas. Eu sempre tenho em mente que o melhor sensor e filtro de um meio de comunicação de massa, no caso a TV, é o controle remoto. Se uma programação não agrada a gente, ou todas as programações da emissora não agrada, simplesmente eu não assisto aquele canal, ou deixo de ver praticamente toda a TV, pois existe uma variedade imensa de outras alternativas que podem me satisfazer as minhas opções. Isso não é diferente com a Folha de São Paulo, do The New York Times, etc. Independente dos leitores desses jornais serem assinantes ou não, mas principalmente se forem assinantes e acharem que esses órgãos não estão lhes preenchendo as expectativas, vão parar de ser assinantes, simples assim. De forma que a atitude dos editores são de responsabilidade de si mesmos, e com certeza arcarão com o ônus das suas tomadas de decisão para o bem destes jornais ou para o seu fim. Estes jornais são empresas que necessitam de uma receita para serem o que são, sem isso não serão nada, a não ser que se vendam para o governo, ou parte de suas receitas vem desse, ai fica explicado o resto. No caso do OP é um pouco diferente porque ele não tem uma receita vindo de assinantes, eu particularmente não sei qual é a sua fonte de manutenção. Mas, independente disso o OP depende de leitores e de participantes. Uma coisa depende da outra, ele precisa dessa interatividade, caso um desses pontos esteja em desacordo ou faltando ele já não será o mesmo e provavelmente fica isolado, não vai atingir o seu objetivo. Tem três tipos de leitores, um que apenas lê e vai embora, e outro que lê e opina, e um terceiro que lê a matéria jornalistica e lê as opiniões que são cedidas no espaço. Se o leitor ficar frustrado com uma dessas restrições, seja com não poder opinar livremente, ou se encontrar o espaço de opiniões vazias, com certeza ele deixa aquele site, passa a não ler mais, a não visitar aquele portal. É o risco que os editores assumirão. Não existe atitude sem consequências. Depende do objetivo a ser alcançado.

Por Ricardo Froes, em 31/01/2013 às 15:49

@patos Não é tão simples assim. Com um canal de TV você não tem interatividade, ninguém lhe responde. Aqui, além dos "amigos", temos os "inimigos", ambos êmulos dos nossos comentários e discussões. Não se trata de apenas mudar o canal. Nós aqui criamos vínculos, uns com os outros, às vezes até inexplicáveis. Assim, de uma certa forma, você está concordando com o acinte do Alexandre quando diz que o OP vai manter "a porta de saída sempre aberta". Eu não quero sair daqui e acho que nós, os "sobreviventes", não devemos sair daqui de mãos abanando. Não sem que esses aprendizes de déspotas tenham a certeza , pelo menos, de que eles não são melhores que nenhum observador. Podem até não admitir, mas vão ter que engolir. Já que a decisão de censurar o blog é aparentemente definitiva e unilateral, em virtude da ausência total e sistemática de debatedores do lado de lá, pelo menos que eles tenham o desagradável prazer de ler quem os critica. E a hora é essa!

Por Capitão Caverna, em 31/01/2013 às 10:42

@bobjaniak Froes, Esse é um site de propaganda política, não querem divergências. Querem manter um discurso vazio de modernidade sem propostas. Quando questionamentos sérios são feitos, eles simplesmente ignoram. Como não criticar a estratégia covarde do PSDB, conivente e praticamente aliada do Governo? O petismo é ruim, mas não ter oposição é pior... demonstra desprezo a democracia, oportunismo, e claramente indica que a classe política distancia-se de sua principal função: REPRESENTATIVIDADE! Quem representa o sentimento de indignação da sociedade, quem representa os 45 milhões que votaram contra Dilma (nem digo a favor de Serra - o que não foi realmente, não foram eleitores de Serra)? Enfim, a desfaçatez está desmascarada. Marconi Perillo foi poupado e continua nos quadros do partido, assim como Eduardo Azeredo... Qual a diferença em relação ao PT? Sua indignação é a minha... Meu conselho: post protestos em discussões - principalmente nas iniciadas pelo corpo editorial do site... pare de postar discussões, não contribua com o oportunismo dessa gente...

Por Ricardo Froes, em 31/01/2013 às 11:15

@antoniorodrigues Já não boto mais nada aqui há três dias, mas não sei se continuo assim ou se faço jus à afirmação mentirosa do Alexandre - "notamos alguns colaboradores postando 20, 30, até 40 discussões por dia" - e entupo o OP com abobrinhas.

Por Ricardo Froes, em 30/01/2013 às 13:28

Quero ver como vai ser aqui depois que a "Ley de Medios" do OP passar a vigorar. Imagino quais serão os critérios usados por essa turma para "privilegiar as melhores contribuições ao tema proposta (sic)". Você tem razão, Antonio. Cada vez mais o PSDB fica a cara do PT. Ah, eu queria aproveitar, já que o Alexandre demonstrou seu carinho e apreço por nós, os observadores, ameaçando-nos com um "cabe manter o olho vivo e a porta de saída sempre aberta", para dizer que educação, gratidão e reconhecimento de vez em quando não custam nada; que ele guarde toda essa grosseria para usar quando estiver com seus colegas pessedebistas e petralhas, porque, até segunda ordem, aqui não há moleques que justifiquem esse tipo de tratamento, e que se a porta de saída está aberta, a de entrada está tão escancarada que até hackers trafegam pelo OP sem serem molestados, por puro descaso e incompetência.

Por Capitão Caverna, em 30/01/2013 às 22:18

@bobjaniak A canoa afundou... Acho que somos os últimos ainda no barco, está na hora de buscar outros caminhos. Eu não entendo de informática e internet, mas Acredito que uma "comunidade" independente seria a solução... Acho que o nos prende nesse site, claramente com viés político, é a possibilidade do debate. Nenhum de nós ainda acredita nas mentiras de qualquer partido político... O PSDB não é diferente. Os que defendem o PSDB aqui claramente têm algum vínculo partidário... Queremos debater, mas acho que aqui não é o espaço. Estamos dando cartaz a quem não merece. Caro Froes, se os observadores mais ativos, incluo você na lista, deixassem de postar discussões, esse site já teria morrido... Alguém quer ler propaganda partidária? Aceito sugestões... Existe alguma comunidade independente que possa abrigar nossos debates?

Por Obi Ser Vando, em 31/01/2013 às 03:02

@antoniorodrigues , ja faz um tempo, criamos estes fóruns de debates http://filosofiapopular.forum.st/f3-migrados-do-op http://filosofiapopular.forum.st/f1-amigos-do-op como uma alternativa para continuar os debates iniciados aqui no OP. Você pode publicar seus textos aqui e lá garantindo uma cópia visível caso venha sofrer censura aqui. Não há custos. Apenas releve a propaganda que a provedora do fórum coloca no inicio da página. ;-)

Por Papa Tango, em 30/01/2013 às 13:05

O site demora mais de 10 segundos para navegar entre suas páginas, muitas vezes trava, perdeu colaboradores de peso com a mudança do Layout, expôs todos os usuários a um programa hacker que trocava suas mensagens (alguém pediu desculpa?) e coloca qualquer arroto da direção como discussão destaque - taí, acho que o sonho dos editores do OP era fazer parte do staff da Folha, como não conseguem, massageiam o próprio ego se auto-destacando. Depois disso tudo, a coordenação do OP está preocupada com meia dúzia de gatos pingados que se comunicam de acordo com a linguagem agressiva e dinâmica da internet? Que mundo vocês estão? Aliás, o futuro de todo jornalão é sobreviver as custas de links patrocinados. Se a Folha moderar comentários, vai perder muitos visitantes. Enquanto tiver quem compra o papel-higiênico deles isto não tem importância, mas lá na frente eles vão perceber o erro e isto não está muito longe pois muitos jornalões americanos já migraram para a versão eletrônica como única fonte de receita. Todo site precisa também de visitas, pelo menos para justificar sua existência. Este aqui tem poucas, veja o quanto de visualizações os vídeos do OP tem, perdem até para desenhos animados do Bob Esponja. Por isso é melhor vocês valorizarem tanto os moderados como os exagerados, antes que não tenham nem um e nem outro e o site vire uma vitrine congelada com as idéias de alguns tucanos bem-intencionados mas que não encarnam os espíritos do tempo.

Por erikssom patos, em 31/01/2013 às 13:20

@papatango, concordo perfeitamente, os editores do OP estão equivocados e se assemelhante a quele que ignora o que tem.

Por Obi Ser Vando, em 30/01/2013 às 13:41

@papatango , talvez o hacker fazia parte da brincadeira de gato e rato?

Por Obi Ser Vando, em 30/01/2013 às 13:44

http://www.observadorpolitico.org.br/grupos/comunicacao/forum/topic/problema-reacao-solucao

Por Delio, em 30/01/2013 às 12:28

DEMOCRACIA: Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade. As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade. LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos. É um conceito basilar nas democracias modernas "nas quais a CENSURA não tem respaldo moral." http://www.cidh.oas.org/basicos/portugues/s.Convencao.Libertade.de.Expressao.htm E eu que pensava que eram os DESgovernos do PT que estavam reconduzindo o nosso País para a época da ditadura.

Por Capitão Caverna, em 30/01/2013 às 11:40

Entendo a "preoucupação com exageros"... Fui um dos primeiros observadores inscritos no site, na época inscrito como Antonio Júnior. Postei e debati em discussões enfrentando os "leões" diversas vezes, e sempre tentei manter-me moderado. Lembro de discussões as quais insiti, por puro idealismo, em discussões as vezes ultrapassando 200 intervenções. A discussão sobre liberação da maconha, que sou contra, ultrapassou 400 postagens. No começo, por acreditar na proposta, mantinha-me identificado, com uma foto verdadeira e dados pessoais expostos. Passei a receber ataques pessoais pelos meus posicionamentos firmes e até conservadores, e cobrei uma moderação do site. Não recebi resposta, e afinal, "não havia moderação de conteúdo". Delatei que o site havia se transformado em um foco de propaganda de valores deturpados e claramente contrário às liberdades individuais (pois opiniões eram afrontadas através de ataques pessoais). Tornou-se um site favorável à liberação das drogas - a ponto de fazer apologia ao seu uso - vários posts defendendo as maravilhas do uso da maconha; intolerância religiosa (principalmente contra os valores cristãos); favorável ao aborto e até favorável ao lulopetismo (para mim o pior dos pecados) - quantos posts defendendo o "debate de idéias", o "fim do Fla x Flu na política" na verdade mascarando a falta de oposição. Por fim, me desliguei do site - minhas discussões foram apagadas quando sai. Não me arrependo de tê-las retirado, pois mantínhamos a qualidade do site, éramos editores, debatedores e moderados ao mesmo tempo... mas sem "proteção"! Esse tempo passou... A mudança de "layout" do site favoreceu uma censura velada dos temas que rapidamente saem de exposição, e demonstrou a vocação do site em apenas reverberar notícias e propagandas de interesse partidário. Perdeu credibilidade. Nunca vi uma discussão iniciada pelos editores do site que indicasse claramente as opiniões do PSDB e as abrisse à críticas através do debate. Mesmo Xico Graziano, que diga-se, se expos algumas vezes ao debate, sempre exprimiu opiniões pessoais, evitando de indicar opiniões do partido. Nunca vi um político aqui expor-se às críticas e rebatê-las. Mesmo os artigos de FHC, apenas foram expostos aqui... Atualmente voltei como Capitão Caverna assumindo um posição crítica, e não espero que minhas opiniões mudem alguma coisa. Acho importante usarmos o espaço como denúncia do partidarismo, das tentativas de manipulação de opiniões, também do PSDB. Hoje o PSDB é cúmplice da crise moral na qual estamos inseridos. Esse "post" demonstra claramente que haverá CENSURA no OP e não moderação de conteúdo, desde que não indicam os critérios para excluir algum comentário. Assim, meus dias aqui provavelmente estão contados... A expectativa é que meus comentários, muito críticos ao posicionamento do PSDB sejam censurados... Como sempre digo: PSDB = PT! Cada vez mais parecidos!

Por Obi Ser Vando, em 30/01/2013 às 13:38

@antoniorodrigues , sugiro que você crie um blog e nos mantenha informado. Publique lá e aqui. Até mesmo o seus comentários. O Barata já tem o dele. psdb+pt=❤

Por Capitão Caverna, em 30/01/2013 às 22:04

@feliz Você está.certo... Na verdade não entendo muito disso, mas acho que é hora de criar um espaço e deixar registradas de alguma maneira minhas opiniões. E que a idéia de debate é tentadora, e acredito que isso ainda nos prende aqui de alguma forma, uma esperança distante. Mas OBI, já que a canoa afundou por aqui...eu também tenho uma sugestão! Não é possível você criar um site de debates independente... Sei que deve ter algum custo, mas com certeza você teria alguns sócios nessa empreitada. Eu mesmo poderia contribuir! Acho... E uma idéia absurda?

Por Obi Ser Vando, em 30/01/2013 às 10:33

Assim que o robô Barbará Flavia está com os dias contados? Ou vai ter que atualizar o programa de postagem automática?

Por acir carlos ochove, em 30/01/2013 às 09:35

Bom dia Secco, já havia pensado em algo semelhante; parabens; tenho notado que os interesses publicos, já que se trata de um site para discussões publicas, deveriam ter prioridade nos artigos e comentarios. Enfim são 10 mil brasileiros discutindo o futuro de uma nação, abs

Por erikssom patos, em 30/01/2013 às 08:29

Alexandre Secco, até um certo ponto foi bom você postar essa mensagem. Isso é bom para a gente cair a fixa como diz os jovens por ai, a minha cai aos poucos, um pouco mais lento do que os demais. Sou assinante do UOL desde 2002, portanto a mais de 10 anos, e por certo o faturamento da Folha conta com uma quantidade x anualmente vinda do meu bolso, por tanto a gente as vezes ajuda certas coisas sem prestar muita atenção. Com certeza o meu pobre dinheirinho pode ser utilizado em outras coisas que não esse padrão deste grupo de comunicação. Obrigado pelo informação.

Por Ricardo Froes, em 30/01/2013 às 07:56

De vez em quando aparece alguém da editoria do OP por aqui - normalmente é o Xico - e anuncia uma novidade que nunca vem ou, quando vem, a emenda é pior que o soneto. Para começo de conversa, eu estou aqui desde o começo e nunca vi ninguém postar 20, 30, até 40 discussões em um dia. Diga-se de passagem, quem mais posta por aqui é ninguém menos que um pau mandado do Aécio que, apesar de ter o total repúdio dos demais colaboradores, conta com o total apoio dos editores do OP. A editoria do OP, que hoje, por intermédio do Alexandre, nos faz ameaças, deveria ter em conta que se o site “funciona” até hoje é por obra e graça de alguns abnegados que driblaram os hackers que durante meses tomaram conta do site, enquanto seus responsáveis pareciam não existir ou estar muito satisfeitos com a situação, que, diga-se de passagem, ainda beira o caos por conta dos sistemáticos travamentos. Afinal, trabalhar por quê, se é mais fácil chegar aqui e anunciar a censura nos moldes da Folha e do NY Times? Além de tudo são pretensiosos. O JAC ontem disse uma frase que eu acho que todos os observadores assinariam embaixo: “Os EDITORES do OP somos nós (os Observadores – exceto o spammer da Bárbara Flávia)! O que os EDITORES do OP e os demais observadores podem fazer para melhorar estas estatísticas, a qualidade editorial e, também a qualidade dos debates aqui no OP?” Eu respondo o que não deve ser feito, não por nós, mas pelos editores formais do OP: por certo não é censurando comentários com base em critérios desconhecidos ou perseguindo um ou outro observador que exacerbe um pouco uma discussão, afinal eu presumo que aqui sejamos todos maiores, vacinados e perfeitamente capazes de nos defender. Aliás, a comparação de um site dedicado ao debate, à discussão, com um restaurante onde há uma briga não podia ser mais infeliz. Eu também não participaria de um site de debates políticos que apresentasse receitas de bolo. O absurdo da comparação é o mesmo. Outra coisa: se o OP “brincou de gato e rato” com alguns que iam e voltavam, eu, que voltei três vezes, não estava brincando. Se o Alexandre dissesse antes que a proposta do Observador Político era essa - brincar - eu não teria voltado. Mas não é que cada vez que um editor nos dá a honra da sua presença e o ar da sua graça fica parecendo que eles querem mesmo é brincar com a gente?

Por Obi Ser Vando, em 30/01/2013 às 10:28

Apoiado! @bobjaniak http://www.observadorpolitico.org.br/grupos/internet/forum/topic/a-obsolencia-programada-dos-debates-no-op

Por José Antônio da Conceição, em 30/01/2013 às 06:58

O sentimento é estranho! Acordei e li, pois pela manhã, com a mente descansada tudo fica mais límpido! O texto leva a refletir sobre a natureza humana, de forma inexorável... Em minhas elocubrações, debates e diálogos com professores (seleciono dentre eles, os educadores) aprendi algo que antes do nascimento do meu filho e até muito tempo depois eu não sabia: cada um é o que é, por não ter tido a oportunidade de ter aprendido a ser diferente. Recentemente vi um meliante dando um depoimento dentro de um seriado policial. Espantei-me. Entre os criminosos, mafiosos, traficantes, desordeiros, assaltantes e outros tantos desorganizadores da ordem pública vigora um código de honra! Código completamente diferente daqueles seguidos pelas pessoas nas quais não cabem os mesmos adjetivos utilizados para nos referirmos a eles. No ambiente livre, aberto e democrático das redes sociais ocorre o mesmo fenônemo, entre pessoas que, no momento da emissão da opinião são aparentemente iguais em direitos e deveres, usufruindo da mesma liberdade, visto que não estão com restrições na liberdade de ir e vir, de se pronunciar! Porque as diferenças tão diferentes então? É questão apenas da educação recebida durante a formação da personalidade? Será que Freud explica? Sobre o acerto ou não da aplicação das medidas previamente anunciadas, e também sobre seus efeitos é prematuro omitir opinião. Aguardemos...

Por mario jota, em 29/01/2013 às 18:01

Concordo de algumas afirmações e discordo de outras. O exagero é evidente quando vemos postagens provocativas ou simplesmente textos com referências a determinados autores que nada dizem. Num sistema político como o nosso vemos sempre atitudes que deixam a desejar e os meios de comunicação simplesmente só reportam os fatos, nada de análise ou opinião do jornalista. É evidente que o OP permitiu que manifestações de elogios, apoios ou críticas fossem feitas. Nem sempre de forma polida, mas é a forma adequada de nos manifestarmos como gostaríamos. Se na nova versão do OP houver seleção dos comentários com critérios acima expostos, será um verdadeiro limitador de participação dos OPs.