Economia

Por José Antônio da Conceição, em 26/01/2013 às 23:00  

Patos: Xinga a Lagarde! Xinga o FMI!

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Ela está defendendo “expansão monetária”!

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26/01/2013 – 14h34

Lagarde pede que EUA, Europa e Japão mantenham impulso a economia

DA EFE, EM DAVOS (SUÍÇA)

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu neste sábado que a zona do euro, os Estados Unidos e o Japão “mantenham o impulso econômico” porque sua recuperação econômica em 2013 será “frágil e tímida”.

O bloco de 27 países, os americanos e os japoneses formam, junto com os chineses, os principais mercados financeiros mundiais, mas estão sob efeito de fortes crises financeiras. Os europeus enfrentam o aumento da dívida pública, os japoneses, a valorização do iene, e os americanos, os resquícios da crise hipotecária.

Em debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Lagarde considerou que a fragilidade faz com que as autoridades políticas da União Europeia precisem adotar a consolidação orçamentária. Porém, pediu que os países adotem políticas monetárias expansivas, consideradas por ela “necessárias”.

As medidas de austeridade impostas pelos mercados europeus são umas das principais causas da dificuldade de crescer dos países da zona do euro. Em relação aos indicadores da região, ela disse que não há um “ambiente estável, embora melhor que em 2012″.

A chefe do fundo ainda pediu o avanço na união bancária, embora tenha que tomar decisões difíceis em relação às garantias de depósitos e na dissolução de bancos. Na quinta (24), o FMI informou que os 17 países da moeda única deverão ter contração de 0,2% em 2013, contra alta de 3,5% no crescimento mundial.

EUA E JAPÃO

Em relação aos EUA, Lagarde afirmou que o país tem que resolver o aumento do teto da dívida pública e reduzir a médio prazo o deficit nas contas do governo, dois dos principais debates que o presidente Barack Obama terá com o Congresso no início de seu segundo mandato.

Ela acrescentou, por outra parte, que o Japão deve explicar como vai reduzir mais sua dívida a médio prazo. À China, pediu equilíbrio econômico e aumento do investimento nacional, em detrimento à política de exportações.

Sobre as economias emergentes, a diretora-gerente do FMI propôs a reconstrução dos mecanismos usados para passar pela crise financeira internacional, como o controle do gasto público e das dívidas.




15 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 19:11

Cadê o cidadão que já abriu dois post com o meu nome, mas que não se dispôs a debater seriamente em nenhum deles? Para debater ideias não necessita abrir posts em nome de ninguém, basta postar o tema que se quer debater e esperar por quem está disposto a fazer o debate, simples assim. Quem não quer ser contestado em suas ideias não é aconselhável fazer exposição delas em publico e francamente aberto. Se não quer ser contestado basta escrever em um espaço que faz restrição a manifestação da opinião dos participantes.

Por milton valdameri, em 27/01/2013 às 13:31

A lista de atitudes estúpidas do autor desta discussão: 1) A discussão foi direcionada para um Observador, mostrando que o autor da discussão alimenta rancor em relação ao Observador em questão. 2) O autor da discussão desafia um Observador a XINGAR, ao invés de COMENTAR. 3) O autor da discussão espera que um Observador XINGUE alguém que ele não conhece e que jamais ficará sabendo se foi xingada ou elogiada. 4) O autor apresenta a opinião de uma diretora do FMI como se ela estivesse certa apenas por ser diretora do FMI. 5) O autor da discussão usa a opinião da diretora do FMI para dizer que a Dilma está certa, ao mesmo tempo que tenta dizer que quem discorda da Dilma está errado, mas em nenhum momento apresentou o posicionamento daqueles que, na reunião na Suíça, divergiram a diretora do FMI. 6) O autor da discussão não apresentou nem mesmo a sua opinião sobre a posição da diretora do FMI, não disse por que considera concorda com ela ou por que concorda com a Dilma. 7) A diretora do FMI apresentou diagnósticos diferentes para Alemanha, Japão e EUA, mas o autor da discussão não apresentou o diagnóstico para o Brasil, mostrando que concorda com diretora do FMI, em relação à Alemanha, por que a diretora do FMI concorda com a Dilma. O autor da discussão não apresenta seus comentários, mas deixa evidente o raciocínio circular, diz que a diretora do FMI está certa por que concorda com a Dilma, que está certa por que concorda com a diretora do FMI.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 14:15

@miltonv, uma observação importante: O Zé colocou esse texto ai que expressa a opinião e a visão econômica de uma que atua na área econômica, porém ele precisa lembrar que tudo isso é um detalhe dentro de um grande contexto, não só atual como histórico. Em economia nada funciona isoladamente, o que leva muitas das vezes quem se pauta apenas por informações de jornais, não que essas informações não sejam importantes, são, mas são insuficiente para se ter a ideia exata de todo o processo que esta se expondo, exatamente devido o processo conectado na linha do tempo.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 14:05

@miltonv, a minha dedução é de que ele concorda com a gerente, porém é como você diz, carece que ele explique porque concorda com ela. E dê a sua versão pessoal, ou da teoria econômica que ele concorda concorda com ela. O importante é que haja honestidade intelectual no debate,quando isso acontece a logica sai ganhando, o conhecimento sai ganhando, todos sai ganhando. É de extrema importância o debate de ideias, de opiniões, etc, pois os debatedores, quando no uso da razão fazem trocas de informações que são importantes para o conhecimento, inclusive dos que acompanham o discurso e debate. A economia não é uma religião constituída de dogmas que não podem ser tocados, criticados, ou até rejeitados. Ela não exige uma fé cega em seus postulados. Pelo contrario é uma ciência aberta e em formação constante, cujos autores ainda estão em atividades. O conhecimento não se fecha, ele está sempre modificando.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 02:49

Hum, de volta a central de xingamentos! JAC, você deveria primeiro dar a sua opinião sobre a posição de Lagarde, ao invés de se limitar a copiar. O único traço de opinião sua ficou apenas no verbo xingar e no ponto de exclamação, deixando a entender de que concorda com a diretora gerente do FMI. Expõe a sua opinião, sai para o debate dos acontecimentos passados e atuais sobre a economia. Sai para um debate franco e aberto, ao invés de ficar implícito apenas no titulo da exposição jornalistica. Qual o problema você tem de esposar as ideias da diretora gerente de uma das maiores instituições econômicas depois da segunda guerra mundial? Afinal de contas é mais produtivo o debate quando se sabe o lado que os debatedores estão. Diga a sua opinião sobre o que escreveu e vamos debater.

Por Papa Tango, em 27/01/2013 às 12:29

@patos Quem disse que ele quer debater? O que ele quer mesmo é que você se desarme de seus argumentos para que ele te alveje com a metralhadora ideológica dele. Ele entende de econômia tão bem quanto eu entendo de física quântica e não parece querer ir mais além depois que alguém lhe soprou no ouvido que o capitalismo é a raiz de todo o mal. As vezes tento imaginar como seria o mundo sem o capitalismo. Se nunca tivesse existido, estaríamos ainda sob um sistema feudal onde a desigualdade social seria absurda e a ciência não teria avançado o suficiente para trazer melhorias significativas de vida. Também podemos considerar a hipótese comunista fazendo com que o capitalismo fosse substituído por um sistema onde os proletários tomassem partido do governo. Até hoje não conhecí nenhum lugar onde isto tenha dado certo, mas supondo que Marx estivesse certo, estaríamos em um mundo onde os Homens não seriam estimulados pelo espírito competitivo, o que praticamente inibiria a capacidade de abstração humana. As pessoas precisariam ser extremamente justas, honestas e inteligentes para que um sistema assim tivesse alguma prosperidade e é exatamente neste racíocinio que algumas pessoas que acreditam ser anti-capitalistas (pergunte a elas o que fazem com seus excedentes) se baseiam para defender sua outra alternativa de mundo. Eles acreditam que a humanidade não chegou a este grau de perfeição porque foi cegada pelo capitalismo e defendem religiosamente suas teorias econômicas utópicas e ultrapassadas. Os "Marxistas de Ouvido", as pessoas que ouviram dizer que Marx disse alguma coisa e os tomam de profeta, não percebem que o capitalismo é o verdadeiro financiador do desenvolvimento humano e da democracia. Não é um sistema perfeito, mas é o melhor que se pode ter.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 13:21

@papatango, o que a tese marxista procura não elucidar de forma alguma da substituição do poder é de que para impor um sistema idealizado por eles, no qual eles acreditam ser capaz de eliminar todas as instituições que corrompem 'o bom selvagem', são necessários a coerção, e a eliminação da liberdade. A tão sonhada igualdade de resultados, a tão sonhada igualdade material, a tão sonhada igualdade de riquezas, não passa de isca para atrair simpatizantes. Tudo isso para ser implantado, seja de forma de ruptura, ou de forma gradual, o que dá no mesmo em termos de resultado final, são necessários a total perda da liberdade por parte de todos os indivíduos para dar lugar ao coletivismo e do bem comum. Quando o processo de poder de gestão deste sistema está funcionando e para mante-lo como tal a vontade dos indivíduos não podem suplantar a do poder central e de seus dirigentes. Daí a eliminação de todas as instituições que eles dizem que são burguesas e que faz o egoismo humano ser mais forte para a não cooperação com o novo sistema vigente, dai a abolição de qualquer tipo de propriedade individual, a eliminação total do lucro, etc.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 12:59

@papatango, o seu penúltimo paragrafo relacionada ao caráter e aos sentimentos morais do ser humano, são características muito utilizadas pelos comunistas para construírem as suas teses de coletivismo, tudo isso faz lembrar a tese de Rosseau do bom selvagem. Talvez esse pensador francês tenha sido um dos precursores socialistas e que tenha inspirado Marx na sua grande tese econômica e social. É exatamente por não admitir que o ser humano é imperfeito, é por acreditar que é possível construir um sistema perfeito, é que o marxismo e o socialismo em geral tenta criar uma sociedade cheias de controles que possibilita o funcionamento de uma sociedade economicamente planejada. Daí o dirigismo, o controle, e as intervenções de um estado centralizado.

Por Ricardo Froes, em 27/01/2013 às 09:13

@patos Quando não se domina o tema é melhor ficar quieto e aprender um pouco, manda o bom senso. Eu já disse em outro comentário que cursei dois anos de uma faculdade de economia e não aprendi nada. Ou por outra, me obrigaram a esquecer a economia do armazém do seu Manuel, que não gastava mais do que faturava, para encher a minha cabeça com teorias que eu nunca consegui saber onde aplicar. Economia é um negócio tão maluco que até uma piada antiga do Juca Chaves faz mais sentido. Dizia ele que à época (mas continua valendo) quem não devia no mercado não tinha crédito, ou seja, era um ilustre desconhecido que, mesmo que fosse podre de rico, por não ter seu nome em nenhum cadastro, passava a ser um suspeito golpista em potencial. Piadas à parte, o que se vê hoje é que qualquer partidário de ideologia política se sente na obrigação de falar sobre tudo que a envolve, mesmo não entendendo bulhufas do busílis. E dá nisso, num verdadeiro festival de copiadores que não sabem explicar o que copiaram e nem por que o fizeram. É igualzinho ao caso do senhor idoso com Alzheimer que tomou um viagra e depois não soube o que fazer com aquele negócio duro nas mãos.

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 12:31

Froes, pois é, quando eu abri a pagina do OP e vi pela primeira vez aquele titulo: "Patos: Xinga a Lagarde! Xinga o FMI!" confesso que a minha primeira reação mental foi: "Quiuspariu!", o cara abre um post com o meu nome, e pior, eu não sei se sou o sujeito da ação ou a ação do sujeito! É como você disse, as questões relacionadas a economia são difíceis de ser discutidas por diversas razões - não impossíveis, mas possíveis desde que sejam com critérios e conhecimento - além do mais quando se avacalha, ai sim fica ainda pior, pois leva os assuntos relacionados ao descredito e recuo por parte dos leitores e possíveis debatedores interessados no assunto. Talvez essa seja uma forma estratégica de certos debatedores para afugentar determinados assuntos que lhes desagrada, ou ao contrario, mesmo que seja do agrado, mas tem dificuldade naquilo que se quer aprofundar, mas não se sabe como, e quando falta humildade, parte para esses tipos de ações mais apelativas. Ou quem sabe a falta de criatividade também aliada a falta de conhecimento. Tudo é possível. A economia não é um bicho de sete cabeças, mas nas mãos dos mainstream as coisas se transformam em cartas de mãe dina! Um excelente vídeo sobre essa crise que se arrasta até hoje: "Fraude. Explicando um recessáo grande" http://vimeo.com/50210131#

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 03:15

Jogo rapido: Dalio da Bridgewater vê "Game Changer" como mudanças Dinheiro http://www.bloomberg.com/news/2013-01-25/bridgewater-s-dalio-sees-game-changer-as-money-shifts.html

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 02:52

Não me diga que você também está keynesiano desde criancinha!

Por Michael Santos, em 26/01/2013 às 23:47

Sobre a postura do Japão em relação a crise, pouco ou quase nada posso afirmar, mas sobre os EUA, fica difícil pedir que eles estimulem sua economia pois parece que a única coisa com que o governo por lá se preocupe é em salvar a pele de banqueiros. E banqueiro adora, ama, idolatra, salve-salve dinheiro e mais dinheiro pouco importa quem/o que/qual/porque/quando/onde esteja em jogo. Eles querem dinheiro. Rápido. De preferência, sem ter de se esforçar muito.

Por lauro esteves, em 26/01/2013 às 23:24

Isto é independente: Em visita à Europa, Dilma Rousseff critica as medidas de austeridade impostas aos países em crise e se firma como o contraponto à chanceler alemã Angela Merkel Alan Rodrigues

Por erikssom patos, em 27/01/2013 às 03:25

@capeto, por um lado ela critica a austeridade alemã, mas no entanto critica o FED da enxurrada de dólares emitidos via a compra de títulos ( quantitative easing — QE3 ), fazendo com que os bancos centrais, incluso o brasileiro a comprar dólares e voltá-los para o FED via a compra de títulos deles a juros próximos de zero. As reservas brasileiras estão praticamente todas convertidas em títulos do tesouro americano. Isso tem gerado prejuízos para o BCB, cobertos pelo Tesouro Nacional. Ou seja, ela está entre a cruz e a espada?! Como se diz, critica os alemães por austeridade, mas xinga os americanos por expansionismo?!