Comunicação

Por José Antônio da Conceição, em 25/01/2013 às 10:29  

Resposta ao Ricardo Froes

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Por Ricardo Froes, em 25/01/2013 às 08:24

Eu já estou de saco cheio de você, JAB. Larga meu pé, porra! Eu não estou aqui por sua causa, cara. Meu objetivo principal no OP é trocar ideias e aprender, na medida do possível, com outros observadores que tenham algum estofo, desenvolver minha capacidade de diálogo, desde que haja uma reciprocidade à altura e expor meus pontos de vista.

Mas você não deixa. Suas intervenções fora de propósito, com o único objetivo de querer me ganhar pelo cansaço – já que por vias intelectuais você é um zero à esquerda – viraram obsessão e, confesso, me tiram do sério, ainda que momentaneamente. Eu não deixo de dormir por isso e nem salvo discussões para depois ficar remoendo sobre o que eu disse ou deixei de dizer. Não sei se você faz isso por amor, inveja ou vingança, não importa, mas o faz sempre pela via errada, ao exercer toda a sua incapacidade de analfabeto funcional descobrindo coisas que eu não disse pelo simples prazer de me contrariar. Não funciona, como todos podem constatar, menos você, que não consegue. Em 11 entre 10 provocações suas você sai perdendo e, mesmo assim, não aprende.

Talvez a culpa seja minha e do meu pavio curto em perder tempo dando as respostas que você merece. Infelizmente. É nessas horas que eu gostaria de ter o dom da abstração de certos políticos que, quando provocados, fingem que não é com eles. Do Lula, por exemplo. Mas não tenho. Dos cinco ou dez minutos que eu literalmente perco com você por dia fica apenas a sensação de que eu poderia estar fazendo algo de útil em vez de responder a provocações incoerentes como agora.

Larga d’eu, sapucaio!
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Belo Horizonte, 25 de janeiro de 2013

Prezado Ricardo,

Ao contrário de você, eu nasci com uma sensibilidade humana bastante desenvolvida, até aguçada demais. Sou capaz de me emocionar, de me enervar, de me indignar com injustiças, por vezes de chorar por indignação ou dor espiritual e, também por extrema alegria, felicidade ou conjunção das duas. Por vezes, posso mesmo parecer um analfabeto funcional por não ter adquirido nenhum domínio para perceber ironias ao primeiro contato, não conseguir dissimular nem perceber imediatamente a dissimulação do interlocutor, não ter conseguido aprender as técnicas de conversar desconversando, não ter a habilidade de malversar ou dilapidar um diálogo ou debate, utilizando maldosamente os meios de comunicação escrita ou falada de que dispomos. Sou incapaz de frieza ou atitude de reserva no trato com outro ser humano. De certa forma sou meio inocente, em metáfora, eu diria que sou uma sardinha sem cardume nadando em mar infestado de tuburões e outros predadores.

Aprendi com a filosofia que o reconhecimento da própria humanidade só é possível quando o ser consegue se ver no outro. É analisando as características do outro que se pode reconhecê-las em toda sua plenitude e optar por cultivar em si as mesmas características ou não. Quando encontramos um outro ser-humano-ator-da-vida, que consegue ser afável, justo, equilibrado e honesto em determinadas situações e completamente indigesto, arrogante, falacioso, ignóbil, que se julga plenipotenciário em tudo, em situações outras. Podemos então entender na sua plenitude o ditado popular “lobo travestido em pele de cordeiro”. Podemos, nestas situações, infelizmente não muito corriqueiras as prazerosas , entender o conceito de humanidade relativo ao cultivo das virtudes e também o conceito de falta de hamanidade, quando observamos os vícios deliciosamente praticados numa consecusão de obtenção de prazer mórbido que é perseguido diuturnamente por razões outras, fora do campo da racionalidade.

Se você nada aprendeu comigo, existirão outras pessoas com que você possa aprender alguma coisa, desde que reconheça a necessidade disso e tenha a sabedoria suficiente para determinar o momento certo de separar o joio do trigo. Ao contrário e surpreendentemente, eu aprendi algumas coisas com você. Algumas poucas coisas boas, a maioria das outras tantas, assimilei apenas para ter a certeza de que devo me afastar delas, nas estradas que eu trilhar daqui para frente.

Ah… separar joio do trigo exige suor, bem mais que a simples transpiração natural que acontece ao ler livros para se adquirir “erudição”.

José Antônio da Conceição




6 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por regina oliveira, em 25/01/2013 às 16:24

Que bonita a sua resposta José Antonio,muito sensível.Reconheço a sua beleza não nesse instante , mas continuo discordando de tantos outros,oK?

Por José Antônio da Conceição, em 25/01/2013 às 20:29

@reco A vida é assim Regina! O imprtante é saber dialogar, mesmo na diversidade! Saber que até os pigmeus (residentes dentro da floresta negra e colaboradores e conhecedores dos segredos do Fantasma) são seres humanos como nosotros!

Por Ricardo Froes, em 25/01/2013 às 12:47

Ói o Zé falando d’eu de novo! Quando eu li o título e passei uma vista d’olhos no seu texto, pensei em fazer um ponto-a-ponto, mas, como me toquei a tempo que mais uma vez você postou uma discussão desnecessária e irrelevante e que poderia muito bem ser continuada no outro post, vou poupar a paciência dos demais observadores em nos aturar e não vou responder. Vou apenas pedir mais uma vez, encarecidamente, que você não lance mão de um espaço já tão pobre em conteúdo aproveitável para empobrecê-lo mais ainda com discussões que não dizem respeito a ninguém mais daqui. Quer esticar uma discussão? Continue nela, não abra outro post! Essas suas manias de querer aparecer a todo custo e de querer dar a última palavra em tudo são chatas pra dedéu!

Por José Antônio da Conceição, em 25/01/2013 às 13:09

@bobjaniak Engano seu! Eu (ainda) acredito que existam leitores que não se manifestam e acessam esta joça aqui (cujos editores somos nós - os Observadores) com o intuito de ler e aprender! Seu individualismo exarcebado te faz pansar que aquilo que não interessa a você, não interessa a mais ninguém! Ledo engano! O mundo não gira ao seu redor! O mundo gira e leva todos junto, inclusive você!

Por José Antônio da Conceição, em 25/01/2013 às 13:12

@joseantonio400 Alguém, sempre dá a última palavra! Isso ocorre quando mais ninguém consegue contestar a opinião ou ideia colocada e evidenciada, ou consegue mas desiste de fazê-lo! Mas tudo bem! Se Vossa Fordência assim determinou, tentarei cumprir, desde que EU julgue necessário, farei!

Por José Antônio da Conceição, em 25/01/2013 às 11:36

Esta frase no texto, saiu errada. Não existe o ponto final intermediário e sim uma vírgula. FRASE CORRIGIDA: "Quando encontramos um outro ser-humano-ator-da-vida, que consegue ser afável, justo, equilibrado e honesto em determinadas situações e completamente indigesto, arrogante, falacioso, ignóbil, que se julga plenipotenciário em tudo, em situações outras, podemos então entender na sua plenitude o ditado popular “lobo travestido em pele de cordeiro”."