Opinião

Por , em 10/02/2013 às 15:55  

A Lei Seca e as mentiras que os políticos contam… Uma proposta!

Tamanho da fonte: a-a+

A Lei Seca é estúpida, desproporcional e ineficiente.

Fui a Londres recentemente, bebi todos os dias, e voltei sempre de metrô ou ônibus.

Táxi no Brasil, como na Inglaterra, é proibitivo de tão caro.

Hoje a classe média só tem o táxi como alternativa para voltar para casa depois de uma festa ou um happy hour.

Nossos políticos não são afetados pela Lei Seca, porque têm motoristas pagos com o dinheiro dos nossos impostos.

Querem nos impor uma regra absurda para corrigir um problema que eles não têm competência para corrigir: porque os brasileiros se tornaram tão dependentes do automóvel pessoal.

Agora inventaram um medidor de maconha e cocaína no sangue, que raspa a parte interna da bochecha, detectando se o motorista consumiu substância psicotrópicas nos últimos 6 meses.

Ou seja, se você fumar um baseado hoje, ficará 6 meses sem dirigir, ou poderá ser preso.

A coisa tomou dimensões draconianas, kafkianas. E a histeria coletiva continua achando que é o choppinho do happy hour que causa as mortes de trânsito.

O que mata no trânsito é a velocidade excessiva, e a perda dos reflexos causada pelo álcool ou pelo sono apenas obriga o motorista a diminuir a velocidade do veículo – um motorista sensato, após beber, procura não ultrapassar os 60 km/h.

As pessoas olham esses índices e se esquecem de que somos obrigados a dirigir de volta pra casa, vindos de um bar, por falta de alternativas de transporte (e o sindicato dos taxistas é um verdadeiro cartel que encarece a tarifa e boicota soluções alternativas de transporte).

Na verdade, pela quantidade de motoristas que já dirigem sob efeito do álcool (e sempre dirigiram), até que nossos índices de acidente são bem baixos.

Procurem ir além da matemática burra, e conhecer o perfil dos motoristas que se envolveram em acidentes letais. A maioria já dirigia bem acima dos limites de velocidade das vias, inclusive quando sóbrios.

A maioria dos acidentes letais aconteceram ACIMA DA VELOCIDADE PERMITIDA DA VIA. Já estariam cometendo uma ilegalidade, sóbrios ou não.

Querem criminalizar toda uma cultura de beber no happy hour, apenas porque meia dúzia de irresponsáveis resolveram sair por aí brincando de Michael Schumacher e colocando 120 km/h em uma via urbana.

Que o Estado nos provenha alternativas mais baratas de transporte, ao invés do lobby fácil e bem financiado dos sindicatos de taxistas.

E se colocamos todas essas aspirações e reflexões, a histeria coletiva dos politicamente corretos, junto com a sanha justiceira dos evangélicos e da direita religiosa como um todo, vem dizer algo como “você nunca perdeu um ente querido no trânsito”. Como se isso fosse desculpa para a irracionalidade da lei.

Aí o debate entra em um impasse. Não dá para discutir usando o fígado ao invés do cérebro.

O que sugiro para a Lei Seca é:

- Retirar a conduta de perigo (direção sob efeito do álcool) da esfera penal;

- Instituir uma multa proporcional ao nível de álcool no sangue, ao invés de um valor fixo como é hoje;

- Haver uma tolerância até um determinado índice, abaixo do qual o motorista poderá testar seus reflexos na hora com o policial, tentando pegar uma bolinha que quica no chão, andando numa linha reta e fazendo um teste de reflexo de luzes piscantes. Se passar nesses testes, se isenta da multa e ainda pode voltar dirigindo para casa.

Isso sim seria JUSTIÇA, PROPORCIONALIDADE, RAZOABILIDADE, no marco regulatório.

E serviria para impedir não apenas motoristas entorpecidos de dirigirem, mas também aqueles sob efeitos do estresse ou sono.

Um modelo mais coerente, mais eficiente e mais correto de se controlar o estado mental de nossos motoristas.




22 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 23:18

Papa Tango disse: Por Papa Tango, em 10/02/2013 às 22:35 Eu tenho um GPS, se eu confiasse totalmente nele já teria me acidentado entrando na contra-mão diversas vezes ou seguiria por pistas bloqueadas mesmo lendo advertências sobre desvios. No mais, ele apenas informa a rota, não assume a direção. Estes protótipos totalmente autônomos só enfrentam pistas regulares e não são capazes de tomarem decisões sem o fornecimento de dados. Se tiver uma cratera recente em uma pista, um protótipo com certeza cairá dentro dela. Quer dizer, talvez você já tenha inventado o sensor anti-buracos... ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Você está falando sobre "atualização de dados" ou "atualização dos bancos de dados onde estas informações são armazenadas". Se o merda do funcionário público (chefe ou subalterno) não sabe das providências necessárias, antes de "inverter" a mão de uma rua, a falha não é do Software, mas do idiota do semi-analfabeto! Estou falando é de TECNOLOGIA. Para lidar com tecnologia é preciso que o trabalho humano que interage com a tecnologia seja executado por pessoas responsáveis e competentes! Seu argumento não procede! Se eu, dirigindo por uma via, encontrar uma cratera, paro o carro na frente dela com o pisca alerta ligado, paro o próximo carro e peço que faça o mesmo, até a chegada da viatura policial que deverá identificar corretamente o local, com sinalizadores no local e à distancia! Estou falando de século XXI, XXII, Não dá para discutir estas coisas com pensamento em "mata-burros"...

Por Papa Tango, em 11/02/2013 às 01:21

@joseantonio400 Isso mesmo, você usa o bom senso e não segue adiante. Nesta hora você respiraria aliviado em não deixar seu bólido jetsoniano trafegar no comando automático e compraria uma cueca nova acessando o site da C&A através do seu smartphone de última geração capaz até de imprimir recibos.

Por erikssom patos, em 10/02/2013 às 23:12

Victor, há muito tempo já se pode prever os resultados de um estado que quer cada vez mais legislar costumes, regular a vida particular dos indivíduos - vamos aos poucos tornarmos robôs programáveis ficando a era que tínhamos uma personalidade na saudade. Mas mudando de assunto, achei o caso do táxi interessante, e não é que vi esses dias numa emissora local da cidade em que resido a seguinte reportagem: Numa cidade com mais 1,3 milhão de habitantes tem 1,1 mil táxis e já há anos que não é liberado a licença de expansão de mais veículos. A classe esta esperançosa de que com a lei seca o poder municipal venha a liberar mais licenças e que liberem a bandeira 2 para as noites. Isso é um exemplo acabado da intervenção do estado na economia. Não existe concorrência nem mesmo no mundos táxis!

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 22:29

Mais uma informação para você Papa Tango: O Google Earth, existe também em versão paga, que fornece imagens do dia ou imagens em "tempo real" caso o céu esteja completamente sem nuvens! Uma amiga minha, trabalha numa transportadora que "segue" seus caminhões com o Google Earth! Quando um caminhoneiro tem algum imprevisto e é obrigado a parar, o motorista avisa pelo rádio do caminhão! Minha amiga busca o posicionamento do caminhão, indica as coordenadas para o Software do Google Earth (800 dólares mensais) e dentro de no máximo 5 minutos a lente de um dos vários satélites está apontada para as coordenadas. Na sala dela tem fotos de satélite, onde aparecem o caminhão, o motorista e a parafernália espalhada para trocar o pneu! Em tempo REAL! Se, isso já está disponibilizado para os simples mortais, IMAGINE tudo que já existe e ainda é "Segredo de Estado".

Por Papa Tango, em 10/02/2013 às 22:53

@joseantonio400 Não confunda alhos com bugalhos. O GE apenas interage com o sistema GPS do veículo e permite a observação de sua rota pela pessoa contratante. Não é transmissão em tempo real da estrada e do veículo. É apenas um ícone do veículo demonstrando seu trajeto. O BBB espacial é o sonho de todo voyeur, mas só está disponível em zonas de conflito ou militarizadas por países que dominam a tecnologia. Não existe a viabilidade econômica de mirar as lentes de um satélite de bilhões de dólares para proteger veículos que, por mais caros que sejam, não ultrapasse os milhões. Aliás, esta app do GE também está disponível no Android e atende pelo nome de Latitude. É uma espécie de rede social de GPS onde as pessoas podem visualizar a localização de seus amigos que permitirem sua localização nesta rede.

Por Papa Tango, em 11/02/2013 às 01:43

Zé, dá uma olhada neste link: http://support.google.com/earth/bin/answer.py?hl=pt-BR&answer=176172 Vou tentar explicar só mais esta vez. O GE empresarial recebe dados do aparelho GPS instalado no veículo e mostra para o proprietário a localização do mesmo. É a mesma coisa que você importar um arquivo KMZ para seu GE, com a única diferença que será uma importação constante à distância e em tempo real. O veículo sai da posição geográfica X e vai para a posição Y e o programa mostra este deslocamento na tela. O mapa do GE, neste caso, apresenta como diferencial em relação a outros mapas a oportunidade de através de sua interface realística (foto de satélite) tornar mais fácil a identificação por onde anda o veículo. A PM paulista usa o mesmo sistema para os seus helicópteros do grupamento aéreo dos águias. Não há nada de sensacional, é apenas uma interface mais intuitiva do que mapas onde só aparecem os nomes das vias e alguns poucos detalhes. Talvez o seu engano ocorra porque, quando disponíveis as visualizações de sólo, o programa mostra o deslocamento do veículo através do Street View do GE. Eu tenho um celular com Android que também tem GPS e dá para mudar a interface do mapa trocando por visualizações de sólo. Ao invés de ver o desenho da rua, você vê a imagem da rua no Street View. O Street View não é uma imagem em tempo real. São fotos em 360º horizontais e 180º verticais disparadas aproximadamente a cada 50 metros por um carro equipado com câmeras especiais do Google. Depois são processadas para eliminar falhas, rostos humanos e placas de veículos. Quer dizer, quando você acessa o Street View do GE ou do Google Maps, este trabalho todo já foi feito. Vale lembrar, este serviço raramente é atualizado, aqui na minha cidade vejo prédios que já foram demolidos a mais de dois anos.

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 23:07

@papatango Quer ver as fotos? Venha a Belo Horizonte e te levo até o escritório da transportadora! Aliás, tá UM SACO este monte de "desmentidos seus" ao que eu digo! O QUE HÁ? Você tem medo daquilo que revelo por aqui? Contraria SEUS INTERESSES? Ou contraria os interesses do grupo que você defende? Revela prá gente!

Por mario jota, em 10/02/2013 às 22:50

@joseantonio400 Não sabia disso, por isso digo que o OP é uma ferramenta de aprendizado também. Boa informação Zé.

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 20:44

Há outras maneiras Victor, mas custam caro e irão demorar a alcançar o povo, exceto se passar a existir vontade política neste sentido. JÁ EXISTE: - Sensor que vigia os olhos do motorista (sono). Se, os olhos se fecharem por determinado tempo considerado perigoso, conforme a velocidade desenvolvida, o piloto automático estaciona no acostamento e trava o controle do veículo. - Sensor "software" que "absorve" a maneira comportamental do motorista e trava o veículo se alterações neste comportamento se tornarem constantes e repetitivas no percurso, ou mesmo nas primeiras dezenas de metros após a arrancada. - Sensores de proximidade com outros veículos, medindo a velocidade de todos e verificando a possibilidade de dois ou mais destes tentarem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. O software toma o controle e "escolhe" a melhor alternativa, inclusive o ângulo, a velocidade e as condições de alabarroamento, procurando proteger ao máximo os ocupantes. Há maneiras inclusive, de os softwares de dois veículos próximos "conversarem" entre si e tomarem decisões conjuntas. - Estradas cadastradas, onde outro tipo de software "sabe" a velocidade segura, a proximidade das curvas, proximidade de cruzamentos perigosos, de semáforos... etc... Mas irá demorar muito, até que toda esta tecnologia esteja "embarcada obrigatoriamente" nos veículos disponíveis para o ser humano comprar!

Por Papa Tango, em 10/02/2013 às 21:21

@joseantonio400 As estradas cadastradas são fruto da sua mente criativa e distante da realidade. Já no que se refere aos sensores, nenhum dispositivo atual assume o comando da direção. Eles apenas alertam o motorista, não existe tecnologia disponível (excetuando aí os carros conceitos que sempre são apresentados trafegando em estradas próximas da perfeição) que seja capaz de guiar um carro de maneira totalmente automática e, mesmo que existisse, nenhuma montadora colocaria um modelo destes no mercado assumindo riscos referentes à falha de seus equipamentos.

Por Luiz Felipe, em 10/02/2013 às 22:44

@papa, Por quê vc não empresta esse teu GPS para a oposição, situação e tb para o famigerado pig, já que ele pelo menos informa a rota ?

Por Papa Tango, em 10/02/2013 às 22:35

@papatango Eu tenho um GPS, se eu confiasse totalmente nele já teria me acidentado entrando na contra-mão diversas vezes ou seguiria por pistas bloqueadas mesmo lendo advertências sobre desvios. No mais, ele apenas informa a rota, não assume a direção. Estes protótipos totalmente autônomos só enfrentam pistas regulares e não são capazes de tomarem decisões sem o fornecimento de dados. Se tiver uma cratera recente em uma pista, um protótipo com certeza cairá dentro dela. Quer dizer, talvez você já tenha inventado o sensor anti-buracos...

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 22:10

@papatango Bem se vê que você não navega no Google Earth! Também nunca deve ter andado em um táxi com GPS de última geração! Aqui em Belo Horizonte tem, convido-o a visitar-nos! A voz que sai do GPS é feminina e suave. As frases são (algumas delas): - Semáforo a 200 metros! - Quebra Molas a à frente, distância de 50 metros, diminua a velocidade! - Escola à frente, lado esquerdo, a 80 metros! Quanto ao "sistema assume o comando da direção" leia sobre o carro com sistema Google a bordo, que já andou (sem motorista) de costa a costa nos EUA e também por diversos circuitos Europeus! Se, eu disse que EXISTE é porque existe! Muitos destes ítens já estão disponíveis em automóveis importados que custam sempre acima de 250 mil reais. Sobre os "riscos" tenho outra informação para você: Existem três faixas de fabricação de componentes eletônicos: - As merdas que compramos no comércio... - Outra faixa mais robusta e à prova de erros e desgastes, com destinação exclusiva para equipamentos e artefatos militares... (você nunca possuirá nenhum transistorzinho deste tipo). - Uma terceira faixa, destinada aos equipamentos espaciais, destinados a faixa de temperaturas e as mudanças bruscas que ocorrem por estarem expostos aos raios solares sem a proteção da atmosfera e também temperaturas próximas do zero absoluto quando em um "noite" no espaço! Lembre-se Papa-Tango, estamos na era de "aviões leves" assassinos, capazes de reconhecer um rosto humano a 1500 metros de distância, matar o camarada e voltar à base de maneira autônoma! Isso basta?

Por Papa Tango, em 10/02/2013 às 20:04

Se o motorista estiver aparentemente embriagado, o policial poderia jogar a bolinha do alto de uma ponte e ordenar ao infrator que pulasse para agarrá-la. Quem mata o lobo, salva os cordeiros!

Por José Antônio da Conceição, em 10/02/2013 às 19:43

PARA O VICTOR CASTRO (que andou sumido): http://www.observadorpolitico.org.br/2013/01/sobre-leiloes-de-virgindade/

Por Victor Castro, em 11/02/2013 às 22:54

@joseantonio400 Te respondi lá, José. Veja: [José Antonio, entendi o que você quis dizer. Não concordo, mas entendi seu raciocínio. Creio, contudo, que mesmo se aplicarmos o imperativo categórico sobre essa conduta em tese (leiloar a virgindade), ela não é em nem o problema (o leilão em si, mas sim as desigualdades econômicas e a cultura do consumismo que o desencadearam), nem a solução (proibir o leilão não nos torna uma sociedade melhor, apenas suprime um sintoma micro de uma doença macro). Valores não se impõem pela lei, nem de cima pra baixo (salvo quando existe uma parte mais fraca a ser defendida - ex: prostituição infantil, tráfico de mulheres, etc). Valores se constroem com diálogo e argumentação. Por isso discordo de atribuirmos a esses leilões uma "degeneração de toda a sociedade". A sociedade já está degenerada pelas desigualdades econômicas existentes, e somente uma universalização da cidadania e equalização das oportunidades de ensino e formação profissional (com os adendos periféricos necessários: saúde, habitação, infraestrutura, etc) podem curar essa doença. Enquanto ela existir, que essas moças continuem leiloando suas virgindades, como um tapa na cara de uma sociedade que admite crianças de rua pedindo dinheiro no sinal, mas quer controlar a vagina alheia.]

Por mario jota, em 10/02/2013 às 19:32

Na verdade é muito fácil controlar pessoas honestas, quero ver controlar bandidagem e corruptos. Isso eles não fazem. Para esse pessoal não adianta propor nada, eles não ouvem nada, fazem o que querem e não estão nem aí com o que pensamos ou queremos.

Por Luiz Felipe, em 10/02/2013 às 16:53

É isso aí, Victor, vamos que vamos, sem medo de se expor e propor, acendendo velas aqui, ali e acolá, umas com as outras, e de repente teremos aceso um imenso fogaréu capaz de iluminar os novos caminhos tão necessários e já inadiáveis.

Por roberto argento filho argento, em 10/02/2013 às 16:31

Por Victor Castro, em 10/02/2013 às 15:55 / 2 opiniões. A Lei Seca e as mentiras que os políticos contam… Uma proposta! TAMANHO DA FONTE: A-A+ A Lei Seca é estúpida, desproporcional e ineficiente. Fui a Londres recentemente, bebi todos os dias, e voltei sempre de metrô ou ônibus. Táxi no Brasil, como na Inglaterra, é proibitivo de tão caro. Hoje a classe média só tem o táxi como alternativa para voltar para casa depois de uma festa ou um happy hour. Nossos políticos não são afetados pela Lei Seca, porque têm motoristas pagos com o dinheiro dos nossos impostos. Querem nos impor uma regra absurda para corrigir um problema que eles não têm competência para corrigir: porque os brasileiros se tornaram tão dependentes do automóvel pessoal. Agora inventaram um medidor de maconha e cocaína no sangue, que raspa a parte interna da bochecha, detectando se o motorista consumiu substância psicotrópicas nos últimos 6 meses. Ou seja, se você fumar um baseado hoje, ficará 6 meses sem dirigir, ou poderá ser preso. A coisa tomou dimensões draconianas, kafkianas. E a histeria coletiva continua achando que é o choppinho do happy hour que causa as mortes de trânsito. O que mata no trânsito é a velocidade excessiva, e a perda dos reflexos causada pelo álcool ou pelo sono apenas obriga o motorista a diminuir a velocidade do veículo – um motorista sensato, após beber, procura não ultrapassar os 60 km/h. As pessoas olham esses índices e se esquecem de que somos obrigados a dirigir de volta pra casa, vindos de um bar, por falta de alternativas de transporte (e o sindicato dos taxistas é um verdadeiro cartel que encarece a tarifa e boicota soluções alternativas de transporte). Na verdade, pela quantidade de motoristas que já dirigem sob efeito do álcool (e sempre dirigiram), até que nossos índices de acidente são bem baixos. Procurem ir além da matemática burra, e conhecer o perfil dos motoristas que se envolveram em acidentes letais. A maioria já dirigia bem acima dos limites de velocidade das vias, inclusive quando sóbrios. A maioria dos acidentes letais aconteceram ACIMA DA VELOCIDADE PERMITIDA DA VIA. Já estariam cometendo uma ilegalidade, sóbrios ou não. Querem criminalizar toda uma cultura de beber no happy hour, apenas porque meia dúzia de irresponsáveis resolveram sair por aí brincando de Michael Schumacher e colocando 120 km/h em uma via urbana. Que o Estado nos provenha alternativas mais baratas de transporte, ao invés do lobby fácil e bem financiado dos sindicatos de taxistas. E se colocamos todas essas aspirações e reflexões, a histeria coletiva dos politicamente corretos, junto com a sanha justiceira dos evangélicos e da direita religiosa como um todo, vem dizer algo como “você nunca perdeu um ente querido no trânsito”. Como se isso fosse desculpa para a irracionalidade da lei. Aí o debate entra em um impasse. Não dá para discutir usando o fígado ao invés do cérebro. O que sugiro para a Lei Seca é: - Retirar a conduta de perigo (direção sob efeito do álcool) da esfera penal; - Instituir uma multa proporcional ao nível de álcool no sangue, ao invés de um valor fixo como é hoje; - Haver uma tolerância até um determinado índice, abaixo do qual o motorista poderá testar seus reflexos na hora com o policial, tentando pegar uma bolinha que quica no chão, andando numa linha reta e fazendo um teste de reflexo de luzes piscantes. Se passar nesses testes, se isenta da multa e ainda pode voltar dirigindo para casa. Isso sim seria JUSTIÇA, PROPORCIONALIDADE, RAZOABILIDADE, no marco regulatório. E serviria para impedir não apenas motoristas entorpecidos de dirigirem, mas também aqueles sob efeitos do estresse ou sono. Um modelo mais coerente, mais eficiente e mais correto de se controlar o estado mental de nossos motoristas.

Por roberto argento filho argento, em 10/02/2013 às 16:35

@argento: Copiado porque concordo na íntegra; copiado porque, a exemplo do que ocorria recentemente, pode voltar a ser Crackeada.

Por jaime luciano, em 10/02/2013 às 16:09

Vitor, já que nossos representantes não discutem seriamente no congresso propostos para solucionar nossos imensos problemas, vamos buscar caminho através de propostas como esta e outras colaborar com o coletivo. Muito interessante a sua colocação vou analisar e informar.

Por Victor Castro, em 10/02/2013 às 16:19

@jaime Obrigado, Jaime. Como você mesmo lembrou, nossos políticos há muito abandonaram o intuito de resolver problemas dos cidadãos, para se limitarem ao discurso fácil eleitoreiro.