Corrupção

Por Gabriel Rossi, em 04/02/2013 às 17:31  

Carta aberta a Renan Calheiros

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Caro Renan Calheiros ,

Sua posse vai na contramão de tudo o que anseia o cidadão brasileiro, representando o que há de mais ultrapassado na política. Sem meias palavras: é o coronelismo puro que há anos assombra o Brasil. O pior de tudo é que vossa excelência, em seu discurso de posse, enfatizou: ”vou administrar com transparência”.  No caso , esta postura é, no mínimo, contraditória. E exacerba ainda mais o sentimento que muitos cidadãos sentem de impotência, o que tem feito muitos se distanciar dos partidos e das discussões políticas. Infelizmente é difícil convencê-los, cada dia mais, que democracia não se faz assim.

Senador Renan, seu caso é uma afronta aos brasileiros e à democracia. Em 2007 a imprensa noticiou que o lobista de uma empreiteira pagava a pensão e os gastos com aluguel de uma jornalista, mãe de sua filha fora do casamento. À época, o senhor alegou que tinha gado bastante para justificar suas despesas e apresentou documentação para justificar suas despesas. O Conselho de Ética do Senado recomendou a sua cassação, o que não ocorreu.  No fim do mês de janeiro, a revista Época publicou reportagem relatando esquemas de propinas lhe envolvendo.  Independentemente de qualquer denúncia, o senador tomou posse como presidente do Senado.

Se por um lado há o eleitor responsável pela escolha do senhor e outros da estirpe, hoje existe o novo eleitor – o neoeleitor. Trata-se do cidadão que está ligado 24 horas por dia e que deixou de ser convencido meramente por propaganda eleitoral. A tolerância do eleitor moderno (ainda que não maioria)  – inquisitivo, influente e social –  aos velhos modelos vem sendo deteriorada. Cada vez mais céticos e cínicos, acompanhamos escândalos como o mensalão, a crise de 2008 e o fortalecimento das redes sociais. Existe agora um microscópio, digitalmente potencializado, em busca de transparência, autenticidade, verdades e fibra moral.  Estes são os eleitores que realmente querem mudança.

Muitos políticos brasileiros ainda precisam entender que a tendência mundial é a democracia cada vez mais inovadora e focada no ser humano.  Um exemplo é o E-People (portal online de petições e discussões), criado na Coréia do Sul. Nele, o cidadão preenche um formulário anexando sua proposta ou petição, que é então enviada à agência competente e pode ter sua resposta checada pelo cidadão no próprio site. Quem acessa o website pode ainda propor agendas, participar de debates em fóruns, responder pesquisas e dar sugestões sobre melhorias públicas. Uma boa dica para o senhor Renan e outros tantos.

Renan Calheiros , vossa excelência é a “mais fiel síntese das dez pragas que Moisés rogou ao povo do Egito”. Uma figura atrasada. Vergonhosa.

 




2 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por José Antônio da Conceição, em 04/02/2013 às 23:51

Já que você tocou no assunto, Elza: Preso à Terra Tal expressão vem sendo muito usada. Mas quem é que compreende realmente o que com isso profere? “Preso à Terra” soa como um castigo horrendo. A maioria dos seres humanos sente um certo pavor, atemoriza-se diante daqueles que ainda se acham presos à Terra. Todavia, o sentido desse termo não é tão ruim. Certamente existe muita coisa sombria que deixa esta ou aquela pessoa tornar-se presa à Terra. Predominantemente, porém, são coisas bem simples que têm de levar ao aprisionamento à Terra. Tomemos por exemplo um caso: os pecados dos pais vingam-se até a terceira e quarta geração! Uma criança faz em família uma pergunta qualquer sobre o Além ou sobre Deus, o que ouviu na escola ou na igreja. O pai corta logo isso com a observação: “Ora, larga dessa tolice! Quando eu morrer, tudo estará acabado.” A criança fica surpresa e tomada de dúvidas. As manifestações desdenhosas do pai ou da mãe se repetem, a criança também ouve o mesmo por parte de outros e acaba aceitando essa opinião. Chega, no entanto, a hora do trespasse do pai. Ele reconhece com isso, para seu horror, que não deixou de existir. Despertará nele então o desejo ardente de comunicar esse reconhecimento ao seu filho. Esse desejo liga-o à criança. O filho, porém, não o ouve e não sente a sua presença; porque vive agora na convicção de que o pai não existe mais, e isso se interpõe como uma firme e intransponível parede entre ele e os esforços do seu pai. E o tormento do pai por ter de observar que o filho segue caminho errado por sua iniciativa, o qual o leva cada vez mais longe da verdade, o medo de que o filho, nesse caminho errado, não possa escapar dos perigos de afundar ainda mais e, sobretudo, esteja muito mais facilmente exposto, atua agora simultaneamente nele, como um assim chamado castigo para ele, pelo fato de haver conduzido o filho para esse caminho. Raramente ele consegue transmitir a este o reconhecimento de alguma forma. Ele tem de ver como a idéia errada do filho se retransmite aos filhos deste, e assim por diante, tudo como conseqüência de seu próprio erro. E não se libertará, enquanto um de seus descendentes não reconhecer e seguir o caminho certo, e também exercer influência sobre os outros, com o que pouco a pouco será libertado e poderá pensar na sua própria escalada. Um outro caso: um fumante inveterado leva consigo para o outro lado o impulso forte de fumar; pois é intuição, portanto, espiritual. Esse impulso torna-se um ardente desejo, e o pensamento para a satisfação do impulso prende-o lá, onde possa alcançar essa satisfação... na Terra. Encontra-a, seguindo no encalço de fumantes e também desfrutando com eles através da intuição destes. Se nenhum carma pesado prender esses tais a outro lugar, sentem-se mais ou menos bem, eles raramente ficam conscientes de um real castigo. Somente aquele que abrange a existência toda reconhece o castigo na inevitável reciprocidade, que faz com que o mesmo não possa subir enquanto o desejo para a satisfação, vibrando constantemente na “vivência”, mantê-lo atado a outros seres humanos que ainda vivem em carne e sangue na Terra, através de cuja intuição, unicamente, pode alcançar satisfação conjunta. Assim também acontece com a satisfação sexual, com bebidas, sim, até com a predileção especial por comidas. Igualmente neste caso, muitos estão presos por causa dessa predileção, devendo vasculhar por adegas e cozinhas, a fim de co-participar através de outrem do saborear das comidas e pelo menos poder sentir uma pequena parte do prazer. Considerando bem, isso constitui logicamente um “castigo”. Mas o desejo premente dos “que se acham presos à Terra” não os deixa intuir isso, pelo contrário, domina tudo o mais e por isso o anseio pelas coisas mais elevadas, mais nobres, não pode tornar-se tão forte, que chegue a ser uma vivência dominante, que os liberte desse modo dos outros desejos e eleve-os. O que realmente perdem com isso, eles nem o percebem, até que esse desejo de satisfação, que aliás apenas pode constituir uma pequena parte da satisfação através de outrem, acaba afrouxando e enfraquecendo como um lento desacostumar-se, dando margem, assim, a que outras intuições neles latentes, e com menor força de desejo, gradativamente avancem até o mesmo lugar e depois até o primeiro lugar, com o que chegam, de imediato, ao vivenciar e com isso à força da realidade. A espécie das intuições avivadas o conduz então para lá onde se acha a igual espécie, quer de nível mais alto ou mais baixo, até que também esta, como a anterior, pouco a pouco seja resgatada pelo desacostumar-se e venha a se evidenciar outra, que ainda existe. Assim, com o tempo, realiza-se a purificação das numerosas escórias que ele levou para o Além. Acaso não permanecerá lá detido em algum lugar por uma última intuição? Ou empobrecido de força intuitiva? Não! Porque quando finalmente as intuições inferiores, pouco a pouco, morrerem ou forem abandonadas, seguindo em rumo ascendente, desperta a saudade contínua por coisas cada vez mais elevadas e puras, e esta impele permanentemente para cima. Assim é o andamento normal! Há, porém, milhares de incidentes. O perigo de queda ou de detenção é muito maior do que em carne e sangue na Terra. Se já te encontras em plano mais elevado e cedes ante alguma intuição inferior por um momento que seja, tal intuição tornar-se-á imediatamente um vivenciar e, com isso, realidade. Tornas-te mais denso e serás mais pesado, cairás para regiões de igual espécie. Teu horizonte se restringe com isso e terás de te esforçar nova e lentamente para cima, se não te acontecer que caias mais baixo, sempre mais baixo. “Velai e orai!”, portanto, não é uma expressão vazia. Agora a matéria fina existente em ti ainda se acha protegida por teu corpo, sustentada como que por uma firme âncora. Quando sobrevier o desenlace, na assim chamada morte e decomposição do corpo, estarás então sem essa proteção e, por ser de matéria fina, serás irresistivelmente atraído pela igual espécie, seja elevada ou baixa, não poderás fugir. Somente uma grande força propulsora poderá ajudar-te a subir, tua firme vontade para as coisas elevadas, boas, que se torna saudade e intuição e, com isso, também vivenciar e realidade, segundo a lei do mundo de matéria fina, que só conhece intuição. Por isso, trata de preparar-te, para desde já iniciares com essa vontade, para que na ocasião da transição, que pode atingir-te a qualquer hora, essa vontade não possa ser subjugada por desejos terrenais demasiado fortes! Acautela-te, criatura humana, e vigia!

Por Elza A. Cardoso, em 04/02/2013 às 22:22

Caro Gabriel... Este homem não vale nada... Um inseto tem mais merecimento do que "isto". Se tudo o que eu creio for verdadeiro, não queria estar no lugar dele ao se desligar de seu corpo atual...