Opinião

Por , em 10/02/2013 às 01:57  

Presidente Fernando Henrique: uma resposta a Roberto Schwarz

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Presidente, eu sei que Margareth Tatcher disse que “em política você pode estar completamente equivocado, sem ser um idiota ou um canalha”, mas a mim pareceu – e é apenas uma impressão pessoal – que seu amigo Roberto Schwarz seria uma coisa ou outra (repito: ele não é, é minha impressão pessoal!).

Esse papo de que o Governo Lula fez muito “pelo social” é uma balela que pode convencer ignorantes e desinformados das classes B e C, mas não convence nem mesmo aos petistas. O PT dobrou o índice da inflação em relação ao seu Governo (FHC), que passou de 3 para 6%. Isso torna os trabalhadores dependentes dos sindicatos, que negociam as respectivas “data-bases”.

O PT agora aumenta a dívida pública (inclusive de Estados e Municípios junto à União, ao não rever os índices da LRF), e se apropria de recursos do FGTS, que são dos trabalhadores, para cobrir despesas que o Governo não é capaz de pagar – num atestado claro de incompetência.

O tal “tudo pelo social” do Governo Lula foi o endividamento subsidiado dos créditos consignados, que serviram como contrapeso aos juros estratosféricos da Era Palocci, num duplo esforço pró-inflação que pipocou em 2010.

As cotas raciais são ilegais ou inócuas. Ilegais se forem agentes estatais ou paraestatais a delimitarem, pelo fenótipo, os beneficiários do sistema. Inócuas se forem autodeclaratórias. E seu amigo Roberto Schwarz vem dizer que elas, por si só, promovem a inclusão social dos negros.

Um homem que é amigo de Fernando Henrique Cardoso deveria ter um pouco mais de esclarecimento, ir além da alienação do caleidoscópio marxista do PT, das frases prontas politicamente corretas. Dá nojo ver uma esquerda tão despreparada, a defender o método hegeliano de acreditar em uma mentira tanto que, pela mera retórica, ela se torna verdade e discurso homogêneo.

Lula fez menos pelo social do que Fernando Henrique Cardoso. O melhor legado que uma geração pode deixar para a outra do seu mesmo país é uma inflação neutralizada, uma moeda forte, um sistema tributário justo, uma máquina administrativa eficiente e uma dívida pública sob controle. Tudo o que Fernando Henrique fez pelo Brasil. E Lula destruiu.

Schwarz, com todo o respeito, mas dada a sua voluntária alienação hegeliana, Marx em pessoa lhe daria uma surra de chinelos!




4 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por erikssom patos, em 10/02/2013 às 19:13

Eu responderia para o Roberto Schwarz, segundo a sua afirmação de que o Lula fez muito pelo social, o seguinte: Eu não consideraria gênio atribuído a um governo que pensasse e executasse projetos que empregassem o maior número de pessoas em relação ao valor do trabalho realizado, ou seja, empregasse mão-de-obra que fosse menos eficiente. O ideal seria que não fosse essa a alternativa. Seria melhor ter o máximo de produção, com parte da população sustentada na ociosidade através de franca assistência, em vez de proporcionar o pleno emprego, através de tantas formas de desemprego disfarçado, que a produção fica desorganizada e cara - inflação que é o pior imposto a ser pago pelos pobres. O grande objetivo econômico de qualquer nação, como de qualquer indivíduo, é de obter os melhores resultados com um mínimo de esforço, isso é humano. Na verdade o progresso econômico da humanidade consiste em obter maior produção com o mesmo trabalho. Dai a razão dos homens que começaram a colocar cargas no lombo das mulas, em vez de colocá-las nas próprias costas, de inventaram a roda e o vagão, a estrada de ferro e o caminhão, os barcos e os aviões. Então o verdadeiro objetivo é maximizar a produção - a produção é o fim. Não podemos continuamente ter a mais completa produção sem pleno emprego. Mas podemos muito facilmente ter um pleno emprego sem plena produção - estamos assistindo isso no Brasil de hoje.

Por acir carlos ochove, em 10/02/2013 às 12:05

Bom dia Victor, e agora que estão achando que os assentamentos são verdadeiras favelas. Não se produz nada, pelo menos aqueles que conheço. Inclusive tem luz e agua encanada. Deixa passar o tempo, ganha-se uma tal carta de anuencia e ai vende o pedaço de terra que quase sempre é anexado a outros voltando ao que era antes de ser assentamento. Conclusão mais recursos publicos disperdiçados, jogados fora. Ouvi uma explicação pouco convincente: para dar certo a produção dever ter escala e a pequena propriedade não comporta. Ai o erro é maior ainda. As cooperativas seriam as soluções, dizem; é ver para crer. Enquanto isso todos são filiados aos programas sociais, trabalhar mesmo não é necessario. A inflação está batendo nas nossas portas e as razões são conhecidas "consumo sem produção". abs

Por milton valdameri, em 10/02/2013 às 02:56

Margareth Tatcher disse que “em política você pode estar completamente equivocado, sem ser um idiota ou um canalha”, Isso nada mais é do que a confissão de um canalha que assume publicamente que é canalha, mas diz que por ser política, deixou de ser canalha Em política, vale todos os princípios da lógcia, apenas os canalhas assumidos pregam que na política a lógica não conta, na política ser canalha não é ser canalha, logo ser honesto não é ser honesto. Canalha é canalha. CANALHA É CANALHA!

Por Victor Castro, em 10/02/2013 às 03:59

@miltonv Ou ela quis dizer que pessoas diferentes podem ter diferentes pontos de vista.