Opinião

Por José Antônio da Conceição, em 22/02/2013 às 21:37  

Pseudo!

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PSEUDO

Adj. || falso; que tem apenas a aparência e não a essência de:  peseudoprofeta, peseudoliterário. [Só se emprega na formação de nomes compostos, juntando-se a algum substantivo ou adjetivo com o qual se une como prefixo.]    F. gr. Pseudos (falsidade).

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Pseudo, em se tratando de referência a um ser bípede e pensante é só isso: FALSIDADE OCUPANDO TODO O ESPAÇO DISPONÍVEL DENTRO DE ALGO PARECIDO COM UM SER HUMANO.

E neste texto, não quero abordar coisa alguma, exceto o pseudo! Pseudo-arquiteto, pseudo-filólogo, pseudo-crítico, pseudo-humano, pseudo-síndico, pseudo-comentador, pseudo-observador.

Desculpe-me Sócrates, não vá se revirar no túmulo, mas neste caso específico, sou obrigado a discordar do seu paradoxo no qual você afirma que “ninguém faz o mal voluntariamente”.

Entendo Sócrates, e até defendo que você estava se referindo a algo que Rousseau também defendeu muitos anos após seu assassinato, levado a cabo na forma da lei da época. É a falta de Educação/Ensino de qualidade que produz estes seres (humanos(?) inomináveis? Ou então, é o meio em que vivem, pois apesar da educação recebida não se tornaram educados devido às agruras que a vida lhes reservou, de surpresa ou não?

O mais inominável ainda, é o resultado disso tudo para uma sociedade inteira! Ter de reconhecer a humanidade existente num ser bípede, que vive em função do ataque ao semelhante, desrespeitando sempre a condição humana do interlocutor, é dose prá Leão!

Mais recentemente, Freud tentou explicar tudo isso. Lamentavelmente as explicações de Freud redundaram nos ansiolíticos que artificialmente continuam a existência terrena dos pseudos (ou pseudo) a que me refiro. Será que sem os ansiolíticos a humanidade se livraria um pouco mais cedo do monte de “pseudo” que temos, vagando por aí sem razão para existir?

Eu particularmente, sou vítima de um pseudo! Falo (e quem fala, fala para ser ouvido), mas o pseudo tenta, 24 horas por dia calar a minha voz! Seja por meio da desqualificação da minha pessoa (covardia), seja pela tentativa de dizer para os ouvintes que aquela voz não tem valor (falácia).

Quando estes expedientes citados acima não surtem efeito, o pseudo muda de estratégia! Tenta a todo custo se merecer, jogando ao vento (para os incautos) que a filosofia é uma mera cópia daquilo que outros disseram! O pseudo atreve-se até, a julgar filósofos cujas ideias atravessaram séculos, como se as ideias dele (pseudo) fossem capazes de alcançar distância maior que a próxima esquina ou a porta do lugar onde reside!

Pior, as ideias deste pseudo a que me refiro não estão registradas em textos ou em algum livro. Toda vez que apresento as instituições (ou locais) onde minhas ideias (e trabalho não remunerado a favor do futuro) estão registradas, o pseudo não tem repositório das próprias ideias (ou ações) para contrapor. Ele (ou ela) é um pseudo! Só isso! Jamais passará disso!

O que devo fazer, em relação a alguém que considero humano, que infelizmente vive confessando pelas próprias atitudes e palavras, não ter essência, não acreditar no eu interno, não acreditar em ninguém (exceto na direita reacionária)?

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Tag: Sigmund Freud se fosse vivo, explicaria?




6 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por Ricardo Froes, em 23/02/2013 às 08:56

"José Antônio da Conceição, em 26/03/2012 às 11:20. @apenastiago Antipático nem tanto, mas contundente e ácido na crítica. Porém nunca tergiversou, sempre mostrou ser firme no posicionamento. A cultura que ele demonstrou possuir dificilmente será suplantada aqui… (e olha que diferentemente de mim, ele defende a direita). Mas a ética cabe em todos os espectros ideológicos." "José Antônio da Conceição, em 26/03/2012 às 10:38. Acabo de enviar e-mail ao Jáder Ribeiro, quesua vez o encaminhará ao Ricardo Froes. Neste e-mail estou me colocando à disposição do Ricardo para pulicar aqui, comentários e até posts enviadosele. Aproveito a oportunidade para insistir numa ideia que já veiculeiaqui: “Os bons Observadores devem procurar manter canais de comunicação entre si, para o caso de o contato entre eles ser abruptamente interrompido” Gente inteligente, de caráter e que cultiva valores morais e éticos precisa continuar trocando ideias e lutando pela melhoria da atuação dos “representantes”, da ética na política e encontrando e sugerindo caminhos que possam melhorar a vida do ser humano." Pois é... Lembrei que tinha guardado os comentários de um post que falava de uma das minhas expulsões quando alguns observadores pediram meu reingresso ao moderador. Na certa eu devo ter esquecido toda essa minha "cultura", meu caráter, meus valores morais e éticos de lá para cá...

Por José Antônio da Conceição, em 23/02/2013 às 10:30

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Zé, muito obrigado pela sua solidariedade que, vinda de você, não é de se espantar. Tentei responder o seu post "presente de aniversário" através do seu blog, mas não consegui, por isso pedi ao Jader a gentileza de comunicar-se com você. Aliás, tomei a liberdade de reproduzi-lo em meu blog anteontem com a respectiva resposta, que envio agora. "Meu caro José: Não se apresse com meu epitáfio, Zé, porque eu volto ao OP como e quando quiser. E pode me chamar de Highlander. Mas nesmo assim, obrigado pelas palavras. Eu sei que meu jeito “vaca braba” de ser incomoda muita gente e, acredite, incomoda a mim também quando, às vezes, é incontrolável como reação às mentiras, às injustiças e às falsas argumentações. Eu gostaria de ser menos agressivo nessas horas, mas não sei se aos sessentinha serei capaz de mudar. Quem sabe se eu futucar seu site em busca de um pouco de contemplação filosófica me faça bem. É como disse Bertrand Russell em “Os Problemas da Filosofia”: “(...)A não ser que ampliemos o nosso interesse de maneira a incluir todo o mundo externo, ficaremos como uma guarnição numa praça sitiada, sabendo que o inimigo não a deixará fugir e que a capitulação final é inevitável. Não há paz em tal vida, mas uma luta contínua entre a insistência do desejo e a impotência da vontade. De uma maneira ou de outra, se pretendemos uma vida grande e livre, devemos escapar desta prisão e desta luta. Uma válvula de escape é pela contemplação filosófica. A contemplação filosófica não divide, em suas investigações mais amplas, o universo em dois campos hostis: amigos e inimigos, aliados e adversários, bons e maus; ela encara o todo imparcialmente. A contemplação filosófica, quando é pura, não visa provar que o restante do universo é semelhante ao homem. Toda aquisição de conhecimento é um alargamento do Eu, mas este alargamento é melhor alcançado quando não é procurado diretamente. Este alargamento é obtido quando o desejo de conhecimento é somente operativo, por um estudo que não deseja previamente que seus objetos tenham este ou aquele caracter, mas adapte o Eu aos caracteres que ele encontra em seus objetos. Esse alargamento do Eu não é obtido quando, tomando o Eu como ele é, tentamos mostrar que o mundo é tão similar a este Eu que seu conhecimento é possível sem qualquer aceitação do que parece estranho. O desejo para provar isto é uma forma de egotismo, é um obstáculo para o crescimento do Eu que ele deseja, e do qual o Eu sabe que é capaz. O egotismo, na especulação filosófica como em tudo o mais, vê o mundo como um meio para seus próprios fins; assim, ele faz do mundo menos caso do que faz do Eu, e o Eu coloca limites para a grandeza de seus bens. Na contemplação, pelo contrário, partimos do não-Eu, e por meio de sua grandeza os limites do Eu são ampliados; através da infinidade do universo, a mente que o contempla participa um pouco da infinidade.(...)” Pois é, quem sabe um dia... Mas enquanto esse dia não chega, eu continuo esbravejando e lamentando que o Observador Político, com uma proposta tão interessante, tenha se transformado na monocracia de [censurado, por ética], um ditador que se esconde, não tem parâmetros para mostrar apesar das insistentes apelos dos observadores nesse sentido, não sabe sequer advertir, limitando-se a simplesmente exterminar quem ele entende que violou o tal “Código de Conduta” em sua livre e particular interpretação e, sobretudo, que faz cara de paisagem enquanto o OP se transforma em comitê eleitoral do Aécio. (...) Desculpe o desabafo e, mais uma vez, obrigado pelas palavras. Abraço Ricardo Froes" ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Tem continuação... ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Pois é. Depois de você, vieram tantos comentários de solidariedade no "o Froes vai Fazer falta" e no "Política de moderação: garantir debate de ideias" que eu acabei chorando lágrimas de esguicho, emocionadíssimo. Jamais poderia imaginar que essa minha "vacabrabice" fosse assim tão transparente a ponto de deixar as pessoas enxergarem alguma qualidade em mim. Agradeço de coração a todos mas, principalmente a você, por ter comigo a tolerância de um santo, e ao Jader. Quanto à sua oferta solidaríssima de reproduzir meus textos no OP, mais uma vez muito agradecido, eu declino, pois não vale a pena botar sua cabeça a prêmio quando a cabeça de quem tem o poder no site é imprevisível. Diga-se de passagem, eu já estou de volta ao OP com o nome de Roberto Janiak, o filho de poloneses que fugiram do comunismo... Sabe-se lá até quando. Mais uma vez, muitíssimo obrigado, meu santo homem Com as suas bênçãos, abraços Ricardo Froes ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Por José Antônio da Conceição, em 23/02/2013 às 10:33

Por Roberto Janiak, em 17/07/2012 às 18:46 Eu por acaso lhe dei autorização para exibir algum e-mail meu? Você é um safado e sem-vergonha. Infelizmente para você eu não tenho nada nos meus "pratrasmentes" que me comprometa porque sou um homem íntegro que pode ou não mudar de opinião de acordo com os acontecimentos. Agradeci sim a sua boa vontade em tudo que se ofereceu a fazer por mim, mas nada disso me obriga a concordar com essa merda toda que você expele em forma de palavras. Já você é tão escroto - note bem moderador, eu falei escroto sim, com toda a propriedade e direito - que tem o descaramento de guardar toda e qualquer porcaria para usar covardemente contra seus desafetos. Eu sei faz tempo que você é esquerdista, mas jamais poderia imaginar que você fosse tão ou mais canalha que seus comparsas petralhas. Canalha.

Por mario jota, em 22/02/2013 às 23:24

Sei para quem se destina este texto e se realmente for somente para uma pessoa, você está sendo injusto. São várias pessoas que o criticam, inclusive eu. Esta pessoa a quem me refiro é a mais contundente, talvez por isso as críticas e contra críticas sejam mais intensas entre ambos. Eu diria que você, por uma característica pessoal, tenta a todo custo moldar as pessoas de acordo com suas convicções e isso é impossível. Já percebemos que essa sua característica se baseia em suas simpatias pelo PT, mesmo que não admita. Portanto, é perda de tempo ficar discutindo e criticando posts que você não concorda e não tentar moldar este ou aquele OP. Aquí, ninguém lhe dará colher de chá, assim como voce também não daria a outros OPs.

Por José Antônio da Conceição, em 23/02/2013 às 11:08

@mario130852 Reproduzo dizeres e comentários de Post de 22/05/2012 (Ou seja: o assunto em tela já tem teias de aranha, de tão velho.) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Marcos Bicalho disse: “@joseantonio400 Estava lendo “A Revolta de Atlas” porque há uns 30 dias entrei por acaso no seu site sobre filosofia e li o texto da capa. “, há 39 minutos atrás ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Marcos Bicalho disse: “@joseantonio400 O mundo deu voltas e, no OP, comecei a ler diversos textos seus e encontro o autor do site novamente. Parabéns! “, há 37 minutos atrás ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ José Antônio respondeu assim: Marcos Bicalho, é por ter certeza que há outras pessoas lendo, além daquelas que, por ideologia constatemente tentam desqualificar a opinião e até a pessoa que emitiu a opinião, que continuo por aqui (apesar deles). Minha preocupação (e luta) é pelo esclarecimento daqueles que, não tiveram a oportunidade de, ou já nasceram inseridos em um contexto estanque que não permite enxergar o mundo como ele é e, a realidade encondida por detrás das “verdades” que as ideologias disseminam. Com modéstia, agradeço suas palavras. Sinto que estou tentando fazer a minha parte. Estou convicto de que devo continuar fazendo enquanto possuir forças e vida para tal. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Dizem Mario Jota, que e repetição insistente de uma mentira acaba por transforma-la em verdade (Frase de Joseph Goebbels). Será que repetindo insistentemente uma verdade existe a possibilidade de que algum dia você acredite?

Por José Antônio da Conceição, em 23/02/2013 às 10:06

@mario130852 Embora o Ctrl+c Ctrl+v seja muito criticado por aqui, sem levar em consideração o trabalho de pesquisa para que seja encontrado o pensamento correto para o contexto do diálogo ou debate, especialmente em relação ao "moldar pessoas" separei três recortes de texto para os quais solicito sua atenção e bastante esforço na tentativa de entende-los e, talvez, assimila-los: ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Estou falando da excelência moral, pois é esta que se relaciona com as emoções e ações, e nestas há excesso, falta e meio termo. Por exemplo, pode-se sentir medo, confiança, desejos, cólera, piedade, e, de um modo geral, prazer e sofrimento, demais ou muito pouco, e, em ambos os casos, isto não é bom: mas experimentar estes sentimentos no momento certo, em relação aos objetos certos e às pessoas certas, e de maneira certa, é o meio termo e o melhor, e isto é característico da excelência. Há também, da mesma forma, excesso, falta e meio termo em relação às ações. Ora, a excelência moral se relaciona com as emoções e as ações, nas quais o excesso é uma forma de erro, tanto quanto a falta, enquanto o meio termo é louvado como um acerto; ser louvado e estar certo são características da excelência moral. A excelência moral, portanto, é algo como eqüidistância, pois, como já vimos, seu alvo é o meio termo. Ademais é possível errar de várias maneiras, ao passo que só é possível acertar de uma maneira (também por esta razão é fácil errar e difícil acertar – fácil errar o alvo, e difícil acertar nele); também é por isto que o excesso e a falta são características da deficiência moral, e o meio termo é uma característica da excelência moral, pois a bondade é uma só, mas a maldade é múltipla” (ARISTÓTELES, Ética a Nicômacos, p.42) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “... em relação a todas as faculdades que nos vêm por natureza recebemos primeiro a potencialidade, e, somente mais tarde exibimos a atividade (isto é claro no caso dos sentidos, pois não foi por ver repetidamente ou repetidamente ouvir que adquirimos estes sentidos; ao contrário, já os tínhamos antes de começar a usufruí-los, e não passamos a tê-los por usufruí-los); quanto às várias formas de excelência moral, todavia, adquirimo-las por havê-las efetivamente praticado, tal como fazemos com as artes. As coisas que temos de aprender antes de fazer, aprendemo-las fazendo-as – por exemplo, os homens se tornam construtores construindo, e se tornam citaristas tocando cítara; da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos, moderados agindo moderadamente, e corajosos agindo corajosamente. Essa asserção é confirmada pelo que acontece nas cidades, pois os legisladores formam os cidadãos habituando-os a fazerem o bem; esta é a intenção de todos os legisladores; os que não a põem corretamente em prática falham em seu objetivo, e é sob este aspecto que a boa constituição difere da má.” (ARISTÓTELES, Ética a Nicômacos, p.35-6) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ "A virtude ética requer escolha, deliberação, discernimento; exatamente por se debruçar sobre coisas passíveis de variação; e, portanto, contingentes. Ao contrário de realidades expressas por princípios primeiros invariáveis, há uma parte dos objetos postos diante da razão humana para os quais pode haver cálculo e deliberação (SILVEIRA, 2001, p.48). Todavia, não é simples o cálculo; não é fácil a escolha. Pelo contrário: “às vezes, é difícil decidir o que devemos escolher e a que custo, e o que devemos suportar em troca de certo resultado, e ainda é mais difícil firmar-nos na escolha, pois em muitos dilemas deste gênero o mal esperado é penoso...” (ARISTÓTELES, Ética a Nicômacos, p.501). ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------