Agricultura

Por José Antônio da Conceição, em 15/04/2013 às 23:31  

Eis a Monsanto aí, Argento!

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É inacreditável, mas a Monsanto e outras empresas deram as caras novamente. Essas empresas sedentas por lucro querem ter ‘propriedade’ exclusiva sobre algo que pertence a todos nós: nossa comida! Mas se mantivermos a pressão sobre alguns países da Europa, podemos impedir esse ataque à nossa comida. Ajude a construir o maior protesto em defesa dos alimentos que já existiu clicando aqui:

 

 

 

 

 

É inacreditável, mas a Monsanto e outras empresas deram as caras novamente. Essas empresas de biotecnologia sedentas por lucro acharam uma maneira de ter ‘propriedade’ exclusiva sobre algo que pertence a todos nós: nossa comida! Eles estão tentando adquirir patentes sobre os vegetais e frutas mais usados em nosso dia-a-dia, como pepinos, brócolis e melões, forçando os produtores a indenizá-los para produzir esses alimentos e podendo processar tais produtores caso eles não os indenizem.

Mas podemos impedí-los de comprar a nossa Mãe Terra. Empresas como Monsanto descobriram falhas na legislação Europeia para se dar bem, portanto precisamos fechar esses buracos antes que eles criem um perigoso precedente global sobre as patentes. Para isso, precisamos que países como Alemanha, França e Holanda — onde a oposição está ganhando corpo — peçam uma votação para acabar com os planos da Monsanto. A comunidade da Avaaz já mudou o curso de decisões de governos antes, e podemos fazer isto novamente.

Muitos fazendeiros e políticos já são contra — só precisamos agora adicionar um pouco do poder popular para colocar pressão nestes países e manter as mãos da Monsanto longe da nossa comida. Quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas, a Avaaz pressionará os políticos a pedirem uma votação, e entregaremos nossa mensagem em uma impactante ação presencial na frente de toda a mídia. Assine agora e compartilhe com todos para assim criarmos o maior protesto em defesa dos alimentos que já existiu:

http://www.avaaz.org/po/monsanto_vs_mother_earth_loc/?bNcOnbb&v=23980

Uma vez que uma patente passe a existir em um país, os acordos de comércio e negociações geralmente fazem com que outros países também se comprometam . É por isso que essas patentes transformam todo o modo como a nossa cadeia alimentar funciona: por milhares de anos, os agricultores podiam escolher quais sementes usariam sem se preocupar se seriam processados por violar direitos de propriedade intelectual. Mas agora, as empresas elaboram estratégias jurídicas caríssimas para comprar patentes de plantas convencionais e forçar os agricultores a lhes pagarem taxas de ‘royalties’ exorbitantes. A Monsanto e outras empresas afirmam que as patentes impulsionam a inovação, mas na verdade elas criam um monopólio corporativo da nossa comida.

Mas felizmente, o Instituto Europeu de Patentes, controlado por 38 estados-membros, cada um com direito a um voto, pode dar um fim nessas perigosas patentes dos alimentos que são produzidos usando métodos convencionais. Até mesmo o Parlamento Europeu já emitiu um comunicado opondo-se a estes tipos destrutivos de patentes. Agora, uma enorme onda de protesto da opinião pública pode pressioná-los a banirem o patenteamento dos nossos alimentos diários de uma vez por todas.

A situação já é bastante terrívelsomente a Monsanto possui 36% dos tomates, 32% dos pimentões e 49% das variedades de couve-flor registradas na UE. Com uma simples mudança regulatória, poderemos proteger nossa comida, nossos agricultores e nosso planeta do controle das grandes empresas privadascabe a nós impedí-los:

http://www.avaaz.org/po/monsanto_vs_mother_earth_loc/?bNcOnbb&v=23980

A comunidade da Avaaz nunca teve medo de se opor ao controle das nossas instituições pelas grandes empresas privadas. Lutamos contra a máfia de Rupert Murdoch e ajudamos a garantir que as empresas de telecomunicações não colocassem suas garras em nossa Internet. Agora é a hora de defender nossa cadeia de produção alimentar do controle das corporações.

Com esperança e determinação,

Jeremy, Michelle, Oli, Dalia, Pascal, Ricken, Diego e toda a equipe da Avaaz

PS -Muitas campanhas da Avaaz foram iniciadas por membros da nossa comunidade! Comece a sua agora e vença em qualquer assunto – local, nacional ou global: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?bgMYedb&v=23918

FONTES:

Plantas convencionais e animais devem ser isentos de patentes, dizem deputados (em inglês) (EU Parliament)
http://www.europarl.europa.eu/news/en/pressroom/content/20120509IPR44733/html/Conventionally-bred-plants-or-animals-should-be-exempt-from-patents-say-MEPs

Presidente do Instituto Europeu de Patentes dá sinal verde para as patentes sobre plantas e animais (em inglês) (No Patents on Seeds)
http://www.no-patents-on-seeds.org/en/information/background/green-light-for-patents-on-plants-and-animals

Monsanto: todas suas sementes nos pertencem (em inglês) (Mother Jones)
http://www.motherjones.com/blue-marble/2013/02/scotus-hears-monsanto-soybean-case

Questões de patente de plantas aprofundam o caso de patentes EPO de tomate (em inglês) (IP Watch)
http://www.ip-watch.org/2012/06/13/plant-patentability-questions-deepen-in-epo-tomato-patent-case/

Patente do tomate de volta antes do apelo da EPO (em inglês) (Europolitics)
http://europolitics.eis-vt-prod-web01.cyberadm.net/business-competitiveness/tomato-patent-back-before-epo-s-enlarged-board-of-appeal-art336003-7.html




15 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por augusto josé sá campello, em 16/04/2013 às 17:37

Boa tarde. Oi, Argento, continuando o tópico de organizações predadoras. Nossa petrossauro pode ser considerada uma delas. Curioso não? Ajscampello

Por roberto argento filho argento, em 16/04/2013 às 18:32

@ajcampello: Elas Crescem, Campello, ficam fora de controle, viram Monstros

Por José Antônio da Conceição, em 16/04/2013 às 16:21

Campello: Seria o caso de a ONU relembrar a todas as nações (inclusive as não signatárias - se ainda existirem) que, pela Convenção da União de Paris, de 1883, é vedado às matérias-primas terem seus nomes populares registrados e/ou patenteados?

Por augusto josé sá campello, em 16/04/2013 às 17:24

@joseantonio400 Ola amigo José Antonio. Vale a tentativa. Talvez via o Avaaz. Mas acho, não tenho certeza, de que a referida convenção foi bastante alterada por tratados intervenientes. Há um tratado internacional a respeito de patentes. Na época em que se discutia a biodiversidade, no rastro da Rio 92, foram encaminhadas petições à OEA, à ONU e outros organizações internacionais. Não deu em nada. No início da década de 2000, uma empresa japonesa tentou registrar o nome e produto AÇAÍ. Foi um esbregue e nossa diplomacia teve de suar a camisa. A fruta PIATA e outra, o mangostão, estão na alça de mira de uma empresa mexicana. Variedades de pêra são de uso exclusivo de empresas francesas. O mesmo ocorre com maçãs e muitas outras frutas. Pelo que acompanhei, o registro se refere a nome da variedade, o que inclui, na Europa, descrição técnica. Um abraço. Ajscampello

Por augusto josé sá campello, em 16/04/2013 às 15:32

Boa tarde. Malhar a Monsanto é fácil. Ela já tem histórico de pecados. E já é dona de dezenas de patentes de variedades de muita coisa que comemos. Mas,, há dezenas de pequenas e médias monsantinhas da vida por aí. Todas com patentes. E também há instituições governamentais igualmente detentoras de patentes. Lembram dos debates sobre BIODIVERSIDADE ? Eu lembro. Participei. Lá no meio das muitas agendas que surgiram, haviam coisas como a proibição de se patentear variedades vegetais e animais. Mas nós ficamos encalhados debatendo a defesa da Amazônia e...perdeu-se o bonde do geral e do prioritário. Na Amazônia, amigos a estmativa é de que pouco se sabe sobre muitas espécies e variedades. de plantas, animais. Ajscampello

Por José Antônio da Conceição, em 16/04/2013 às 16:18

@ajcampello A patente do "cupuaçu" brasileiro não foi registrada pelas transnacionais Asahi Foods e Cupuaçu International, em 1998? Felizmente a biopirataria já foi revertida depois de uma briga ferrenha!

Por augusto josé sá campello, em 16/04/2013 às 17:28

@joseantonio400 Ola José Antonio. Não foi só o cupuaçu. Esta empresa, a Asahi tentou diversas outras. Queriam registrar, importar a fruta e/ou o suco/pasta, e vender com exclusividade no mercado asiático e n americano. Ajscampello

Por roberto argento filho argento, em 16/04/2013 às 15:58

@ajcampello: E a Badische Anilin und Soda Fabrik (BASF), dona da Suvinil?.

Por augusto josé sá campello, em 16/04/2013 às 17:34

@argento Ola Argento. São organizações descritas como predadoras. Atuam nos produtos b[asicos de algum mercado (ou tipo de indústria, para ser mais atual) e também na ponta - produto final ao consumidor. Na essência, controlam o mercado. E o CADE fica olhando para ontem, desarmado pois a legislação não se aplica. Ajscampello

Por fernando f., em 16/04/2013 às 07:51

ta tudo dominado logo os caras vao patentear todas as especies como se eles fossem os donos das mesmas.

Por José Antônio da Conceição, em 16/04/2013 às 10:49

@fuc123 Já pensou? Se a moda pega, daqui a pouquinho existirão empresas "PATENTEANDO" os genes humanos e cobrando "royalties" de todos os pais dos bebês que nascerem, conforme suas características! Não quero viver até lá! Vou morrer de ódio ao presenciar isso!

Por fernando f., em 16/04/2013 às 11:51

@joseantonio400 Já patentearam varias sementes e processam os agricultores que as guardam. Os trangenicos dominam a terra e causam um monte de doença e sofrimento. Eu tbm não quero estar aki no futuro e creio que já não é hora de trazer filhos pra esse mundo maligno. A babilonia sofrerá suas pragas cedo ou tarde.

Por Obi Ser Vando, em 16/04/2013 às 01:37

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Por roberto argento filho argento, em 16/04/2013 às 00:49

Pois é, quando se fala, aqui, nas grandes Corporações e suas "Influências", a turma dos "antenados" acha que é teoria da conspiração. Tô satisfeito por ter feito a parte que me coube. -Abs

Por roberto argento filho argento, em 16/04/2013 às 10:19

@argento: Convém uma lida Atenta no artigo do Xico Graziano, tentei postar o LINK mas, acho, o "WordPress" não deixou. Por Xico Graziano, em 16/04/2013 às 09:42 Prêmio à sustentabilidade: quem paga a conta?