Economia

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 13:08  

Lucro é BOM? Sim e Não! Explico:

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Lucro é BOM? Sim e Não! Explico:

Lucro é a diferença a maior (em moeda, em valor) embutido numa operação comercial, na qual um produto seja comprado e depois revendido. Existem “outros lucros” no circuito oficial dos negócios, por exemplo, o “lucro dos serviços”, mas neste artigo vamos nos ater apenas à compra e posterior venda de um mesmo produto.

É com parte desta diferença entre os valores de compra e venda que o dono do estabelecimento paga os salários, a conta de luz, de água, telefone, etc. Os impostos a pagar, normalmente já estão embutidos no “preço”. Então o Lucro dele é BOM!

Acontece que, nem todos os agentes economicos fabricam e comercializam produtos! Enquanto o peixeiro apenas compra peixe e vende peixe, existe uma outra loja ao lado que compra “dinheiro” e vende “dinheiro”. Na placa está escrito: “Loja de Câmbio do Silva”. Estas lojas destinam-se a atender o turista e “comprar” o dinheiro que ele tem no bolso, dinheiro este desconhecido por aqui, e vender para ele Reais (dinheiro também). O Silva, dono desta “loja de câmbio” (lugar de cambiar dinheiro) presta um serviço aos turistas que chegam e também aos Brasileiros que estão viajando para o exterior. Ele ganha dinheiro comprando dinheiro mais barato e vendendo um pouquinho mais caro. Então, desde que esta diferença entre os preços dos “dinheiros” não seja abusiva, o Lucro dele também é bom!

Aí, aconteceu que o tal de Zé do Banco estava com o cofre cheio de dinheiro que seus clientes depositaram lá! Ele cresceu o olho na “Loja de câmbio do Silva”, matutou, matutou e descobriu que, se o Silva ganhava dinheiro comprando e vendendo pequenas quantias de moedas, ele podia fazer o mesmo em GRANDES QUANTIDADES e ganhar muito mais dinheiro que o Silva. Ele comprou outro cofre para “moedas de outros países” e sempre que a moeda de uma ilhota do sul desvalorizava, ele comprava uma montanha delas! Esperava valorizar e depois vendia! O Lucro deste Zé do Banco é Ruim! Ruim porque é especulação!

Depois disso, uma tal de Filisbina, muito inteligente, resolveu fazer a mesma coisa comprando e vendendo uns papéis que não eram moeda circulante mas que tinham valor! São as tais de AÇÕES das empresas! A loja dela tinha placa também “Bolsa de valores da Filisbina” Enquanto o Zé do Banco tinha de ficar com a moeda um tempão esperando valorizar, a Filisbina arranjou um jeito de os tais papéis valorizarem e desvalorizarem minuto a minuto gerando compras e vendas enormes! Lucro Ruim o da Filisbina, porque é especulação! Lucro Ruim DIMAIS aquele dos clientes da Filisbina! Pura especulação!

(es.pe.cu.la.ção)

Especulação é operação financeira oportunista, que aproveita as oscilações do mercado para obter lucros elevados: “Ganhou uma fortuna na especulação com o dólar”.

Na especulação, gira o dinheiro que deveria estar girando no circuito da produção e da compra e venda de produtos e serviços; ou então, depositado numa poupança maior que o monte Everest para que esta montanha de dinheiro pudesse financiar as ferrovias que o Brasil não possui e alguns idiotas ainda criticam o projeto desenvolvimentista quando apresentado!

(Os que criticaram devem ser especuladores)

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Voltaremos a este assunto!

JAC




20 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 10:44

Por José Antônio da Conceição, em 04/04/2013 às 10:28 @patos Ah... sei... Perdão! Pensei que o Mestre dos Mestres estivesse comentando os FATOS que foram explicados no texto do post. Mas o Mestre dos Mestres está "viajando na maionese como sempre" e discutindo "Escolas econômicas e suas teorias". Onde (em que loja) vendem essa maionese, estas Escolas e estas Teorias? E... a gente indo lá e comprando, qual o melhor lugar da casa para decorar com eles? ................................................................ Holando Lero (da escolinha do professor Raimundo(!)) presta atenção! Você consegue tudo isso ai que escreveu, prestestando ignorância, na grande Loja que é o Brasil. Nessa loja o senhor pode comprar o seu desenvolvimento implantado pelos mestres da escola CEPAL, e agora reincorporado pelo seu PT na personagem do ministro da educação. O senhor sabe muito bem o significado da escola econômica desenvolvimentista no Brasil e na America Latina, pra cima de muá?!

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 10:46

O senhor também é caçador de marajás?!

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 13:32

Quanto ao senhor Holando com certeza ele algum funcionário publico que sempre viveu as custas do estado, pela mentalidade já pode se sacar. Não há como falar em mercado sem a liberdade para o lucro, só mesmo na cabeça de porongo de burocratas de estado (vulgo políticos ou aspirantes a políticos). O mercado é liberdade para lucros, juros, preços e salários. Um governo que não tem limites de poder é como o rei midas, sobre o qual rezava a lenda que onde ele locasse o dedo virava ouro, como não acreditamos mais em lendas, sabemos que onde o governo mete o focinho vira merd@! Só esquerdistas aficionados pelo poder absoluto é que defendem um estado absoluto.

Por José Antônio da Conceição, em 04/04/2013 às 11:15

@patos Não! Mas pelo seu posicionamento perante o assunto do post, deu prá perceber que Vossa Senhoria é Especulador! Falta definir apenas se é Peixe grande, Peixe médio ou Peixe pequeno! Depois, testendo outros tamanhos de anzol, descobrirei isso!

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 09:42

Os desenvolvimentistas pensam que o estado tem que ser algo benevolente, onipotente, clarividente previdente e que pode fazer o progresso. Eu acredito ao contrario de tudo isso, pois entendo que o mercado não é algo que surge através de uma canetada de alguém de cima para baixo, mas surge de uma ordem espontânea. E o lucro faz parte do processo de mercado, é ele que estimula os indivíduos para as coisas, para o progresso de suas próprias potencialidades, e o que é mais importante, para a coragem de assumir riscos. Quem não faz isso porque acha que não pode tomar prejuízos, corre atras do estado provedor e como garantidor ou avalista, dai que esse tipo de estado que avaliza os incompetentes, e o que é pior pune os competentes. Sem lucro não há capitalismo.

Por José Antônio da Conceição, em 04/04/2013 às 10:01

@patos Olá Mestre dos Mestres! Devo entender (pelo comentário do Senhor) que os capitalistas, monetaristas como Vossa Senhoria, repudiam o desenvolvimento e, por tabela e por lógica, repudiam também os "desenvolvimentistas"? Se a resposta for positiva, tem uma dicotomia aí, porque o capitalismo se baseia no crescimento constante e este não é possível se não existir o desenvolvimento! Agora, se a resposta for negativa, o comentário do Mestre dos Mestres fica sem nexo e sem sentido!

Por José Antônio da Conceição, em 04/04/2013 às 10:28

@patos Ah... sei... Perdão! Pensei que o Mestre dos Mestres estivesse comentando os FATOS que foram explicados no texto do post. Mas o Mestre dos Mestres está "viajando na maionese como sempre" e discutindo "Escolas econômicas e suas teorias". Onde (em que loja) vendem essa maionese, estas Escolas e estas Teorias? E... a gente indo lá e comprando, qual o melhor lugar da casa para decorar com eles?

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 10:21

O problema é mestre cara pálida, que o senhor não estuda, qualquer semelhança com o são lula é mera coincidência!

Por erikssom patos, em 04/04/2013 às 10:19

Olá meu mestre cara pálida! O senhor disse, mas não é o que disse, essa coisa de 'repudiar' está apenas em sua mente, o que eu quis dizer com "desenvolvimentistas" é que são um grupos de pessoas que pertence a uma escola econômica que pensa e configura o estado para interferir na economia e gerar o progresso. O desenvolvimento que o senhor diz ai o livre mercado propicia com o seu laissez fire.

Por Ricardo Froes, em 03/04/2013 às 15:32

Uma anta que se arvora em professor de economia... Era só o que faltava no OP! Cara, sua presunção não tem limites? Será possível que não há nenhum assunto que você se considere o máximo, apesar de mal saber escrever? Fala sério!

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 17:45

@bobjaniak Sinceramente Froes! Eu não sabia que INVEJA doia tanto!

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 19:23

@bobjaniak Quem como você, vive se gabando de escrever bem, dominar o vernáculo e a matemática a ponto de dar aulas para os porteiros e domésticas de Ipanema, tem capacidade! Devo entender então, que sua dificuldade está na assimilação do aprendizado, seja qual for a disciplina! Falta-lhe então o autodidatismo que já nasci com ele! Por isso deduzo e entendo como inveja suas atitudes mal educadas e verborrágicas ao extremo. (e estou fundamentando minha afirmação)

Por Ricardo Froes, em 03/04/2013 às 18:14

@joseantonio400 Cara, no dia que eu tiver inveja de uma azêmola (procura no dicionário) como você, podem me internar.

Por Ricardo Froes, em 03/04/2013 às 15:54

@bobjaniak Corrigindo "Será possível que não há nenhum assunto que você não se considere o máximo..."

Por augusto josé sá campello, em 03/04/2013 às 14:22

Boa tarde. A idade das coisas que o homem faz. Quem se preocupa com isto? Muito pouca gente. E, porque o homem faz certas coisas há tanto tempo assim? É outra pergunta que a maioria das pessoas não faz. Mas deveriam perguntar. Ou preocupar-se. Bem, não vamos tão longe assim, como ir à antiguidade clássica, por exemplo. Vamos ao início da Idade Média. Havia comércio internacional. Caravanas e navios (muito pequeninos) levavam e traziam mercadorias. A igreja proibia a usura e muita coisa. Então, o príncipe deixava que outros súditos seus, não católicos, vendessem e comprassem moedas, e emprestassem dinheiro para financiar caravanas e viagens de navio. Ràpidamente, descobriu-se que PAPEIS nos quais estas operações ficavam firmadas - com os selos do príncipe ou as garantias puramente comerciais ( da banca ou do moedeiro), poderiam ser transacionados. Eram cartas ou recibos de compra e venda de moedas ou de participações no empreendimento de caravanas e viagens de navio . Foi assim que a tal da especulação nasceu. A BANCA era, originalmente, uma modesta mesa em algum canto perto dos portos. O cambista também ficava por ali, sentado numa mesinha. Mas, há um detalhe meio cinzento. Cambistas ou "banqueiros" eram não católicos. E podiam ser execrados, maltratados, roubados, o diabo. Hoje, o banqueiro mor é....o ESTADO. O cambista também. Mas, o Estado, especula? Especula SIM. E, faz isto com base na Lei e no poder de fazer. As Bolsas de Valores, de Mercados Futuros, de Commodities, são serviços CONCEDIDOS pelo ESTADO. E, se as pessoas forem olhar os DEPARTAMENTOS e/ou DIRETORIAS de instituições públicas como o Banco Central, B do Brasil e Tesouro, vão cair duras para trás. Lucro é bom? Sim. É bom. Em última instância, cabe a nós decidir o que é lucro bom e o que é lucro especulativo. Mas, deixamos estas decisões por conta do Estado, da CVM, por exemplo. E onde está a CVM no organograma do Estado? Ganha um doce de jaca quem for atrás para saber e...fechar o ciclo. Ou, o CIRCO. Ajscampello

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 17:52

@ajcampello Olá amigo Campello! Você andou sumido e fiquei preocupado! Incluí seu nome numa brncadeira de "primeiro de abril" mas depois fiquei pensando se fiz bem ou não! (Era uma espécie de dor de consciência). http://www.observadorpolitico.org.br/2013/04/jader-ribeiro-sumido-faleceu-em-acidente-aereo/ É bom saber que você está bem!

Por augusto josé sá campello, em 04/04/2013 às 11:49

@joseantonio400 Ola Jose Antonio. Passei um perrengue. Mas passou. Coisas da perebose sistemica. A discussão é boa. De fundo. Vejamos se as pessoas entendem e resolvem trocar idéias e não patadas sem sentido. Há quem pense que o tal do mercado acerte as coisas e iniba a especulação, retire os maus atores economicos de cena, etc. No curto médio prazos, isto não acontece. E o prejuízo fica para a sociedade. É aí que o estado deve intervir. Pouca gente examina a estrutura e competencias de órgãos e instituições que existem dentro dos governos pelo mundo afora. E, indo mais longe, não examinam as organizações privadas que exercem controles (sobre práticas imorasi das empresas e pessoas enquanto atores economicos), teriam uma grande surpresa. O lucro predatório, especulativo é percebido como nefasto. E sociedades e governos tratam de erradica-lo e inibi-lo. Não se trata de demonizar o lucro ou o sistema economico adotado. Há uma raiz atávica, historica que demoniza o lucro. E há respostas interessantes, como a religiosa, islâmica, com seus bancos que observam a sharia. Para islâmicos, para estrangeiros infiéis, são as regras financeiras capitalistas. Uma dicotomia interessante. Mas, o rescaldo é que o mundo, digamos, civilizado, ocidental, etc, há muito adota controles sobre o lucro especulativo. Ajscampello

Por Obi Ser Vando, em 03/04/2013 às 13:44

problema → reação → soluçãoElles criam o problema. Elles estimulam a reação. Elles apresentam a solução — a solução que dá lucro pra elles . Elles ganham você perde.Que tal ganha ganha em oposição ao ganha perde?

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 13:56

@feliz Para que o "Ganha-ganha" seja implantado em oposição ao "Elles Ganha-Nós perdemos"... é preciso que a mentalidade do perdedores mude! Isso até que é possível, o problema maior está na RESISTÊNCIA dos perdedores em mudarem de mentalidade!

Por José Antônio da Conceição, em 03/04/2013 às 13:42

Especulação é tão RUIM que pega até gente boa com as calças na mão e a bunda de fora! ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- "A queda da indústria nacional continua de maneira acelerada e posiciona o Brasil, cada vez mais, no sentido de retorno à época colonial, oposto à proclamada ida para o chamado primeiro mundo. Enquanto a fatia de exportações de commodities aumentou de 29,3% para 36% da pauta total, entre 2005 e 2011, a venda de produtos industrializados caiu de 55,1% para 47,8%. E, vale salientar, que nesses percentuais entram atividades de muito baixo valor agregado, como a produção de óleo de soja. Em 2010, o Brasil respondeu por apenas 0,69% do volume mundial das vendas externas de manufaturados, cinco anos depois de ter atingido 0,81%." ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Fonte da notícia: http://www.pco.org.br/economia/o-estancamento-da-especulacao-nas-bolsas-brasileiras/esiz,p.html