Opinião

Por José Antônio da Conceição, em 13/04/2013 às 09:26  

FOTOGRAFIA DE UMA FRONTEIRA (para Jader, Froes, Papa Tango e outros…)

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Vista do bairro do Morumbi, em São Paulo (SP), mostra prédio de apartamentos de luxo que faz divisa com a favela de Paraisópolis.

Prédio de apartamentos de luxo que faz divisa com a favela de Paraisópolis, no Morumbi, em São Paulo (SP).

13/04/2013 – 04h00

Pai do Real defende ambiente e prega fim da desigualdade

OSCAR PILAGALLO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Os artigos reunidos de André Lara Resende rejeitam um atalho muito usado para se formar opinião: o atalho dos estereótipos.

Em vez de refletir de forma independente, observa-se quem está dos dois lados e decide-se com quem se tem mais identificação. “A reflexão é substituída por um processo de empatia”, afirma.

Lara Resende prefere correr o risco de pensar por conta própria. Não é um caminho fácil. “Sem alinhamento automático, corremos o risco de criar perplexidade e até mesmo de provocar irritação.”

Economista tucano e um dos formuladores do Plano Real, o filho do escritor Otto Lara Resende não se escora no currículo para hipotecar suas fichas intelectuais a um dos lados.
Foge da “armadilha dogmática” sem se incomodar de pagar o preço de parecer contraditório.

O que não aceita são os rótulos de esquerda e direita, que considera ultrapassados.

Divide os campos ideológicos entre progressistas e conservadores e se sente confortável com a etiqueta de “conservador ilustrado”.

Não se trata de eufemismo para elitista empedernido. O conservador, na definição do autor, é o cético que desconfia das propostas idealistas totalizantes, aí incluída a defesa do Estado mínimo feita pela direita radical.

Esse conservador também não acredita em utopias. “Seu objetivo é mais modesto: minimizar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.”

É dessa perspectiva que ele defende o combate à desigualdade social, como algo mais prioritário do que o próprio crescimento econômico, e cobra respeito à exploração física do planeta, que já está próxima do limite do tolerável.

O fato de as duas ideias dificilmente penetrarem na agenda da maioria dos governos só torna mais relevante a intervenção de Lara Resende.

Da mesma maneira, o fato de tais propostas não partirem de um ambientalista extremado ou de um intelectual do campo progressista –de quem se esperaria essas opiniões– tende a matizar o debate.

Os dois pontos estão interconectados. O crescimento econômico depende da manutenção de um modelo consumista que ameaça os recursos naturais.

Mas o que realmente conta, diz o autor, é a qualidade de vida, que não tem a ver, necessariamente, com expansão ou consumo.

Lara Resende cita uma pesquisa que mostra que, a partir de um determinado nível de renda, “a redução das desigualdades contribui mais para o bem-estar que o crescimento”.

E como reduzir a disparidade dos padrões de vida? Ele não tem a resposta.

“O intelectual, ao contrário do político, do catequizador e do dogmático, não tem respostas.” Só diz como isso não deve ser feito: com aumento da intermediação do Estado e restrições às liberdades individuais.

Lara Resende também aborda temas da conjuntura. Sobre a crise mundial, acha que será prolongada pela opção de se ter evitado a depressão. Trocou-se “um fim horroroso por um horror sem fim”.

Sobre os juros altos no Brasil, diz que decorrem da estabilização inacabada, já que as reformas modernizadoras foram abandonadas.

OSCAR PILAGALLO, jornalista, é autor de “História da Imprensa Paulista” (Três Estrelas) e “A Aventura do Dinheiro” (Publifolha).

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OS LIMITES DO POSSÍVEL
AUTOR André Lara Resende
EDITORA Portfolio-Penguin
QUANTO R$ 44,90 (288 págs.)
AVALIAÇÂO bom

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A questão é saber (intuir) o que sentem os de cá, olhando pra lá e vice versa. Não creio que os sentimentos sejam de benevolência de um lado e admiração do outro! Mais correto prever que existem sentimentos de desprezo, raiva e indiferença de um lado e, de muito ódio e desejo de entender a questão da diferenciação tão gritante, do outro. Trabalhar, os de cá trabalham e os de lá também!

JAC




140 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 23:04

Eriksson Patos: Eu já disse aqui dentro do OP que sou autodidata (e sou mesmo) Com o Campello, tenho aprendido bastante coisas, devido à didática dele de ir direto ao ponto neuvrálgico da questão! Também, raramente, discordo dele! Solicito explicações mais detalhadas! Tenho tentado aprender alguma coisa com você! (Estou sendo franco e sincero) mas não tenho conseguido! A questão que interfere não é ideológica, por que sei separar uma coisa da outra! Por favor! Melhore sua didática (ou sua franqueza! exponha-a ao invés de expor a fala dos autores das teorias). É sério! Estou esperando a oportunidade de aprender algo útil com você!

Por erikssom patos, em 15/04/2013 às 07:38

@joseantonio400, serio?! Que isso cara, serio para usar argumentações desonestas tipo ad hominem, em um final de debate? Você tenta desqualificar o debatedor o tempo todo, se coloca numa posição de coitadinho o tempo todo, desqualifica os pensadores que debatedor dá mostras que conhece, mas ao mesmo tempo se diz auto didata? Auto didata de moradores da lua ou de marte? Isso é desonestidade intelectual.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 22:35

Por qual razão o Eriksson Patos PENSA que a "verdade" (fictícia ou real) está RESIDINDO dentro da OPINIÃO dele e nunca, nem como hóspede, utiliza a opinião de outros para "passar uns dias tranquila, fazendo um lazer de descanso"?

Por erikssom patos, em 15/04/2013 às 07:33

@joseantonio400, não debato com argumentações 'ad hominem', esse tipo de conversa é infrutífera, por isso todas as vezes que você resvala para essa direção eu deixo o palco.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 18:45

"Nossas gentes mandantes e mesmo acadêmicas me parecem meio alienadas deste grande debate. Usam modelos antiguinhos (5, dez aninhos de idade) , continuam falando em pensamento ortodoxo e heterodoxo, keynes, friedman." - Campelo. ............................................................................... Campelo, eu não entendi o que você quis dizer com esse: "Usam modelos artiguinhos (5, dez aninhos de idade)", mas entende quanto a Keynes e Milton Friedman, no entanto estou um tanto encafifado com a conotação que você deu de atrasado na discussão ortodoxa e heterodoxa de ambos e que são colocadas pelos governos ou acadêmicos. O que se discute no memento para sair da crise, das duas propostas de soluções buscadas, uma é exatamente a de Keynes - ele está atualíssimo - e sua solução dos gastos públicos, receita dada por ele para que uma economia saia de uma recessão. Veja o exemplo do premio nobel de economia, o americano Paul Krugman, um keynesianista roxo.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 19:00

A solução de Keynes funciona como um motor de arranque para uma economia que quebrou, que entrou em depressão, mas que não tem divida, pois ao deixar quebrar a divida some, desaparece também, o que não aconteceu nos dias atuais, pois aprenderam a evitar a recessão ou quebra, injetando liquidez no mercado, e com isso mantiveram as dividas. Isso aconteceu aqui no Brasil com o Plano Real, mais especificamente com o Proer em que o governo absorveu todo o endividamento do setor privado e das unidades federativas estaduais.

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 20:01

@patos: Esta é uma "explicação" que esconde o Motivo Real, isto é, a Promiscuidade entre o Governo do Estado e a Iniciativa Privada (local ou externa - vulgarmente chamada e incluída nas Corrupções) é a Real Causa Primária. Quando o bicho pega, nada é mais natural que o "método Keynes". Ortodoxia, quando "os tiros" são dirigidos segundo regras pré-estabelecidas. Heterodoxia é o oposto; os tiros são aleatórios ou como "metralhadoras giratória"

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 19:04

Então com a intenção de evitar a quebra e recessão com a injeção de liquidez na economia o setor publico assume toda a divida do setor privado e do setor publico já existente, não deixando ela ser expurgada pela crise, tudo isso na tentativa de salvar a economia e evitar o desemprego, como aconteceu na crise de 1929, em que os estados unidos teve uma taxa superior a 30%.

Por Luiz Felipe, em 14/04/2013 às 18:26

Chávez e Bolivar são pintinhos, na América do Sul. Vem aí, A Revolução Pacífica do Leão. Não erre de novo. O Novo de verdade no Brasil e no mundo, agora, é a RPL-PNBC-ME. Por mais que os camaleões continuistas da mesmice, Aécio, FHC, Campos, Marina, Freire, Serra e cia da mesmice tentem atropelar a RPL ( A Revolução Pacífica do Leão), traindo assim os ideais libertários de Tiradentes, Bolivar, Frei Caneca, Antõnio Conselheiro, Bento Gonçalves…, antecipando a sucessão, lançando-se candidatos saindo correndo desesperadamente por aí às cegas, meio que desnorteados, como se a eleição fosse amanhã, dando entrevistas a torto e a direito, aqui, ali e acolá, o fato é que A Revolução Pacífica do Leão, PNBC-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, a Mega-Solução, o Novo Caminho de Verdade para o Novo Brasil de Verdade, é única Alternativa que temos ao velho continuismo da mesmice, da situação (PTMDB-agregados) e da oposição (PPSDEMB-agregados), à paisana ou fardadas, que vem desde a ditadura militar e que não conseguiram e nem conseguem tirar o país do velho lugar comum da corrupção no qual encontra-se encalhado há muito tempo. É por isso que eu não me canso de dizer: Chega de lero-lero, Loriaga Leão, é o Presidente que eu quero. Chega de embromação, chega de camaleão. Agora tem que ser Leão, o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro, porque chega dos mesmos e, sobretudo, porque evoluir é preciso. Ademais, se o Bicho não pegar em 2014, nada irá mudar de verdade neste país. Vem com o Leão Brasil, simbora para o futuro, com a RPL, porque com a RPL-PNBC-ME o Brasil pode mais, muito mais. Como vêem, a alavanca nós já temos, dêem-nos agora então o ponto de apoio e nós levantaremos a sua cidade, a sua região, o seu estado, o Brasil e o Mundo, porque jamais resolveremos o Brasil no varejo (nos municípios) sem resolvê-lo antes no atacado (em Brasília). Matéria divulgada nos principais blogs de capitais de estados do Brasil. Cresce e começa a ganhar corpo em todo o Brasil o Movimento pelo Novo Brasil de Verdade, o Novo Brasil Confederativo.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 18:05

- Qual é o histórico de formação das favelas, e como é o acesso a elas nos dias de hoje, e até mesmo em épocas mais recuadas? - Como é o mercado informal imobiliário nas favelas? - Como funciona o mercado imobiliário brasileiro e a politica publica de habitação? - Qualquer um compra um imóvel financiado pela CEF? - Por que? - Por que mesmo sendo um governo de tendencia socialista está questão da moradia não se resolve no Brasil? - Por que falta infraestrutura nas favelas? Ou tem isso por lá? - Todas as favelas começaram do mesmo jeito?

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 22:31

@patos Só PERGUNTAS! Quais as SUAS respostas para as suas perguntas?

Por augusto josé sá campello, em 14/04/2013 às 17:12

Boa tarde. O JAC, aí abaixo usou a expressão : economia diferenciada. Muito interessante. Pessoas inteligentes parece que acabam pensando nas mesmas coisas e possibilidades. Pois é. Há, hoje, lá no norte maravilha uma grande discussão a respeito de economia e dos diversos sistemas econômicos que a História Econômica nos ensina e dos que ainda andam por aí. Há uma maneira de pensar e atuar economicamente, razoavelmente difundida no meio empresarial (aqui é rara) que alguns chamam de economia real. E há outras teorizações, com nomes esquisitos. Mas há uma interessante : "DIFFERENTIAL ECONOMY". Bom. O que há de novidade? Nesta economia diferencial ou diferenciada. É que ela teoriza a respeito até mesmo de institutos que já conhecemos e usamos aqui. Como o SIMPLES e outros de mesmo jaez. E propõe soluções com presença de um estado apenas normativo e pouco forte monetária e fiscalmente. Sem esquecer a indução. Que seria mais voltada para a aceleração e aprofundamento de aspectos benéficos como produtividade, empoderamento, empreendedorismo, pesquisa e desenvolvimento - de base e tecnológica, etc Outra vertente da economia atual, muito interessante, mas meio esotérica para o cidadão comum, é a constante evolução da ECONOMETRIA. Matematização da economia, se quiserem. É que este ramo da economia tem passado por algumas e profundas mudanças. Uma delas é a criação e constante evolução da MODELAGEM. Que vem a ser a criação de modelos, micro e macroeconomicos. Muito mais complexos e flexíveis. Nossas gentes mandantes e mesmo acadêmicas me parecem meio alienadas deste grande debate. Usam modelos antiguinhos (5, dez aninhos de idade) , continuam falando em pensamento ortodoxo e heterodoxo, keynes, friedman. Um abraço. Ajscampello PS Ah! Sim , já não se distingue, nestas novas maneiras de pensar, o capital físico, o humano, financeiro. Não é que tenham desaparecido enquano, digamos : categorias. è que estão imbricados, articulados. É uma maneira de pensar holistica.

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 17:42

@ajcampello: Economia global, holística, possivel a partir da abolição do lastro físico.

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 17:46

@argento: ps; engoli um ponto de interrogação: Economia global, holística, possível a partir da abolição do lastro físico?.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 17:30

@ajcampello, desce dai e vem juntar conosco para discutir economia e sociedade.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 22:30

@patos (Desce daí)? Faça-me o favor de colocar a LÍNGUA GRANDE dentro da boca (se couber) quando se dirigir ao meu PROFESSOR PREFERIDO. (Velho, vivido, experiente, desprendido e compartilhando com você e com todos nós sua experiência e SABEDORIA sobre a vida e seus problemas)

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 16:37

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 15:05 Falei só de duas modalidades de nascimento e crescimento das favelas. Sobre "a sua Utilidade, num sistema Capitalista, Democrático e Sob as Leis do Mercado."... deixo prá desenvolver lá no seu post! ........................................................................................ O mais espantoso para os desinformados é que as favelas surgem exatamente onde o livre mercado é impedido de atuar livremente, tipo no Brasil por exemplo. Por isso que discutir sobre mercado pensando em Brasil é perda de tempo, os cara aqui tem pouca noção do que seja de fato mercado, como em muitos lugares ai fora.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 16:47

@patos Você se lembra do patrão deste cara aqui? * <img src="https://sites.google.com/site/filosofiapopular/_/rsrc/1365968219238/testes-imagens-iv-1/dino.JPG" style="height:237px; width:391px "> * Lembre-se: é produção "made in USA" (deve ser gente sem que fazer da esquerda de lá, não é mesmo?)

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 17:32

@joseantonio400, figuraças essas ai!...

Por Obi Ser Vando, em 14/04/2013 às 15:00

De um lado os empregados(escravos?). Do outro, os patrões(escravos?).

Por Obi Ser Vando, em 14/04/2013 às 15:04

Será que alguém de cá vai jogar na quadra de tênis (e com tênis) do lado de lá?

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 15:07

@feliz duvi-de-o-dó! Se conseguir entrar (sem tênis) ele volta calçado com um ótimo tênis! Mas é preciso também dizer que na favela existe gente honesta e trabalhadora também!

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 14:46

Imbecil Crônico, Flavivs, o Bárbaro, ainda não entendeu Como Nascem as Favelas, por Quê nascem e Qual a sua Utilidade, num sistema Capitalista, Democrático e Sob as Leis do Mercado.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 15:01

As favelas nascem principalmente durante o êxodo rural. Neguinho vende um pedação de terra lá, com casa e tudo por... digamos (preços de hoje) 60 mil reais. Bota o dinheiro no bolso e vem prá cá comprar "algum imóvel" na faixa de 50 mil reais! Descobre então que um lote (sem casa, sem cerca, sem rede de esgotos, atendido por um péssimo sistema de transporte público...) prá lá de onde o Judas perdeu as meias custa mais caro que o dinheiro que ele tem no bolso. A opção do cidadão é "comprar" a posse de um barraco de tábuas espremido lá no meio da favela e colocar a família lá, acreditando que quando surgir "AQUELE EMPREGO" ele irá melhorar de vida e conseguir "coisa melhor". Isso, quando ele não vem junto com muitas outras famílias e encontra um conterrâneo por aqui, já versado em invadir terrenos ociosos ou públicos e construir os barracos em menos de dois dias (antes de a polícia chegar).

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 16:54

@joseantonio400 Correto Patos! TODOS aqueles que venderam terras (pequenas propriedades) e vieram para os grandes centros à procura dos "maravilhosos empregos" se instalaram em confortáveis apartamentos de cobertura e estão vivendo UMA BOA VIDA! Aconteceu o mesmo com TODOS aqueles que desceram do Nordeste em direção ao "promissor Sudeste" -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- As famílias que formaram as favelas, é todo mundo FILHO DE CHOCADEIRA! Desculpe o meu engano e a minha "falta de noção."

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 16:34

@joseantonio400, os pequenos proprietários rurais vendem suas terras por este preço? Que tamanho é essa propriedade? - Que falta de noção.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 15:05

Falei só de duas modalidades de nascimento e crescimento das favelas. Sobre "a sua Utilidade, num sistema Capitalista, Democrático e Sob as Leis do Mercado."... deixo prá desenvolver lá no seu post!

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 14:51

@argento: Valeria um Post?

Por Obi Ser Vando, em 14/04/2013 às 14:58

@argento apoiado!

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 14:52

@argento Vale sim!

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 14:33

<img src="https://sites.google.com/site/filosofiapopular/_/rsrc/1365960654694/testes-imagens-iv-1/estat%C3%ADstica.PNG" style="height:820px; width:630px ">

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 09:42

POSSO REPETIR: (ajuda no entendimento deste post) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Este, poderia ser meu ÚLTIMO POST! Por Guilherme Gomes de Souza, (mendes) em 08/03/2013 às 09:15 @patos O socialismo seria perfeito, mas está provado que é uma utopia. Não podemos chamar de “socialismo” as ditaturas implantadas em todos os países que se julgaram socialistas. Nenhum regime imposto por uma ditadura pode ser considerado socialista. Pelo contrário, foram e são convardes porque enganam o povo com sentimentalismo mentiroso e doloso. Ratifico: Governantes “socialistas” não gostam do pobre, mas sim da pobreza como forma de se manter no poder. Isso sim é covarde. Outro ponto a ser observado é que não existe a questão da meritocracia para o desenvolvimento da nação. Para esses governantes enganadores, só quem compartilha com suas ideias merecem ocupar cargos públicos e participar das beneses em detrimento de quem trabalha e produz. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Pois é… o socialismo seria perfeito! Acontece, que o socialismo (enquanto capitalismo de Estado) deu errado prá todo lado como o Guilherme frisou. Então, de acordo com a afirmação do Guilherme, o capitalismo não é perfeito! Não, realmente não é. Falta um projeto consistente que dite regras para o capitalismo, deixando-o agir livremente somente quando (e enquanto) o social estiver plenamente atendido. O que seria então, o social plenamente atendido? É o Estado cumprindo suas obrigações constitucionais de maneira exemplar e fornecendo Saúde de qualidade, Educação de qualidade, Segurança verdadeira, Políticas de habitação e de lotes mínimos agrários, Saneamento além do básico, infraestrutura e instituições funcionando democraticamente. Por falta de dinheiro não é, pois temos altíssima carga tributária. O problema é de falta de gerenciamento, de desonestidade e de falta de caráter e ética ao cuidar (cuidar?) da coisa pública. Nenhum Partido Político cuidará da coisa pública melhor que outro, exceto se o câncer instalado na República Brasileira e em todos os outros regimes mundiais for completamente removido antes da posse de um novo Governo formado por homens éticos. Culpa de quem? Num universo pequeno, micro mesmo, dá para afirmar que a culpa é de duas turminhas de internautas que trocam carinhos diuturnamente se denominando petralhas e tucanalhas dentro de uma rede social, sendo a turminha do lado direito mais reacionária que a outra pois, combatem Marx e também Paulo Freire porém, nunca apresentam ideias com proposta de solução e bobardeiam todas as propostas ou ideias apresentadas por pessoas de bem que querem contribuir. Basta ampliar este universo citado e verificar que as diferenças entre o micro e o macro são mínimas. http://www.observadorpolitico.org.br/2013/03/este-poderia-ser-meu-ultimo-post/ (70 opiniões) ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 09:49

Ou seja: a parafernália que acontece aqui dentro do OP também acontece no Congresso Nacional e em todas as Casas Legislativas da nação. Enquanto se chuta o outro e o concenso não é alcançado, as coisas que necessitam ser feitas, continuam aguardando o tempo oportuno para que atitudes sejam tomadas. Ou seja: "Não se faz nada e TUDO continua como sempre esteve".

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 01:10

Os principais culpados pela desigualdade social são os próprios pobres. Peço uma licença para usar o seu caso como um exemplo que todo pobre deveria seguir. Seu pai batalhou e deixou um pedaço de chão pra você. Você seguiu uma vida honesta (sua desonestidade intelectual não pesa neste ponto) e deu uma educação de qualidade para seu filho. Graças a isso, seu filho tem formação superior e poderá dar uma vida confortável para seus netos. Se seus netos derem continuidade, talvez hoje eu esteja dirigindo a palavra ao avô dos homens mais ricos do futuro. Mas a maioria dos pobres segue o caminho contrário. Transam inconsequentemente, colocam filhos no mundo sem nenhuma estrutura para educá-los, perdem seus filhos para o tráfico e suas filhas viram funkeiras que fazem barba, cabelo e bigode nos vagabundos do bairro. Parece muito radical, mas saia do seu cafofo e de um rolê nas favelas para entender melhor o que eu disse. Tem gente que até se orgulha de não sair da favela ao invés de lutar por melhoras em sua vida. Aliás, lutar no sentido de se esforçar para sair da miséria mesmo quando todos ao redor o desestimule a isto.

Por roberto argento filho argento, em 14/04/2013 às 09:54

@papatango: ih! - o Papa Pirou!!!

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 09:15

Papa Tango: O êxodo rural (que aconteceu no mundo inteiro mas, levou mais de um século para se consolidar, no Brasil, aconteceu em exatos 50 anos - caso único no mundo) é o responsável pelo inchaço desodernado das cidades e por esta situação que você acaba de relatar. Defendo o êxodo urbano (que já deveria ter começado) com as seguintes finalidades: 1 - desinchar as grandes metrópoles gerando equilíbrio na oferta-procura dos postos de trabalho e melhorando os salários. 2 - desinchar os grandes centros resolvendo os problemas de mobilidade urbana quase sem investimento. 3 - fixar o homem no campo para que a agricultura familiar (a soma das pequenas produções) equilibre oferta-procura dos alimentos e os proprietários (poucos) do agro-negócio tenham concorrentes. 4 - estimular as pequenas cidades a trabalharem em sua vocação econômica e pararem de depender de FPM e e distribuição de parte do ICMS. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Seu relato estampa as consequências de uma política aplicada no passado. A solução está também na implatação de políticas destinadas a corrigir os erros cometidos.

Por Luiz Felipe, em 14/04/2013 às 08:08

@papatango Isso não é fatalidade. É exatamente a ausência do Estado que forjou esse ecossistema do qual é muito difícil escapar, que, às vezes, é tb opção de vida do cidadão, assim como Francisco e Paulo, entre outros, fizeram as suas opções no passado, quando ainda não eramos nem sequer projeto de gente, como diz a sabedoria popular: " sou pobre, mas sou feliz". E se eles são felizes assim, bola para frente.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 01:06

OLHA A FALÀCIA ! ! ! Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 00:53 @joseantonio400 Enquanto as pessoas esperarem que um milagre deste aconteça não faltarão engraxates. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Falácia porquê? Sendo a Falácia um raciocínio ou afirmação falsa ou errônea com aparência de verdadeira, o Papa Tango está INSINUANDO que cada um tem de "correr atrás" para conseguir se auto-afirmar neste mundo em que o verbo TER substituiu o verbo SER. Ao dizer isso, o Papa Tango está "vislumbrando" um mundo de vencedores, onde todos se tornaram empreendedores e seus negócios deram certo, por isso não existirão mais engraxates! ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- O Papa Tango só não explicou, que se todos se tornarem empreendedores irão FALTAR engraxates, motoristas, caixas, limpadores de banheiro, lixeiros, balconistas... etc... etc... Ele esqueceu de AVISAR que os empreendimentos que dão certo, custam o sangue e o suor da ralé! Por isso... Falácia PURA!

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 01:23

@joseantonio400 Eu não acredito em utopias que prometem o fim da desigualdade social. Acredito apenas que é mais fácil melhorar a situação dos miseráveis através do encolhimento do Estado do que acreditar que pessoas que defendem os próprios interesses ajam como reguladores econômicos. É o mesmo que esperar que uma raposa mansa cuide de um galinheiro. Uma hora a natureza fala mais alto e não sobra nem uma pena para contar história.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 09:22

Papa Tango: "NÃO SE DEFENDE O FIM DA DESIGUALDADE SOCIAL" por que isso é utopia! Defende-se um funcionamento diferenciado da economia e da sociedade como um todo, de maneira tal que as distâncias astronômicas entre as classes sociais (ou castas) diminua até o ponto em que os miseráveis sejam parcela mínima da população, a fome e a desnutrição estejam erradicadas, a economia seja pungente e saudável de forma que desemprego seja coisa do passado! Ou seja: liberar o Estado das políticas assistencialistas para que ele se concentre em suas obrigações primordiais.

Por Luiz Felipe, em 14/04/2013 às 08:14

@papatango E não é exatamente isso que estamos propondo, o encholhimento, racionalização e presença do Estado mínino dentro de todo o território nacional, inclusive nas fronteiras, com eficiência máxima e redução drástica do seu peso sobre a sociedade ? Acorda, menino.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 01:09

Agora, Boa noite de verdade! Fui...

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 00:36

Eu só queria entender quem é este tal de Estado que o JAC defende. Seria uma espécie de Deus bondoso e carinhoso que repartiria igualmente entre as pessoas a riqueza da nação? Ah, não! O nome disso é comunismo e aonde foi tentado ser colocado em prática apenas tornou a população mais pobre e ignorante enquanto uma elite (as pessoas que dão vida à palavra Estado) usufruía de um monopólio nas tomadas de decisões. Mas temos aqui a versão light do Grande Estado aparelhado de acordo com os interesses petistas. No Brasil, antes de ser empreendedo, o empresário deve ter suas conexões políticas. Daí para a corrupção é a mesma rua com sentido único. Eike se fode, procura o Lula. Lula procura a Dilma e depois cobra o favor de Eike. Coisas deste tipo - em se tratando de casos sólidos, Dantas, Valério ou Erenice podem servir de melhores exemplos.

Por Luiz Felipe, em 14/04/2013 às 08:01

@papatango Será que vocês ainda não entenderam que o que estamos propondo, com o PNBC-ME, é exatamente o desmanche do Estado hipertrofiado, enxarcado, pesado, incômodo, démodé, que virou uma desgraça na vida da sociedade ? Será que nem desenhando tudo no Mapa vocês são capazes de entender ? Estão vendo como não precisa ser inteligente, nem estudado e nem sábio para ser rico, basta ser apaixoanado por dinheiro e partir pra cima do dito cujo, de um jeito ou de outro.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 00:44

@papatango, você já notou que ele evita de falar do tamanho do estado na economia brasileira? Faz de conta que isso não é com ele. De bobo ele só tem o jeito, o andado e os colegas do OP! Ele sabe que a maior parte do que acontece em nosso país é de responsabilidade do estado, ou seja, do governo. Porque o estado aqui tem essa função, estado empresario.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 00:55

@patos Basta citar Papa Tango... Quais razões, tornam aquilo que defendo uma coisa "não válida". Claro, citar e fundamentar aquilo que disser, sem apelar para as baboseiras repetidas insistentemente pelos sistemas, pelos Governos e pela mídia! Alguma coisa "pé no chão" entende? Ah... não vale também justificar essa concorrência CRUEL e DESUMANA com a escassez! Isso é outra mentira deslavada!

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 00:50

@patos Se o que ele defende fosse válido, teríamos no Brasil um IDH de deixar Finlândes com inveja.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 00:42

@papatango Um Estado Tupiniquim, construido com a inteligência de um povo miscigenado, diferente do "welfare state" implantado na Europa (por que sustentável), Estado constitucional, democrático (de verdade), onde povo e políticos (classe política) sejam uma coisa só, de braços dados trabalhando pelo bem de todos e pelo bem da nação! (Concordo que será muito difícil implanta-lo antes da morte de TODOS os direitosos reacionários dependentes da ralé para lhes engraxar os sapatos e limpar seus fétidos banheiros). Você sabia que a bosta deles fede igualzinho à bosta do miserável que não tem onde cair morto?

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 00:53

@joseantonio400 Enquanto as pessoas esperarem que um milagre deste aconteça não faltarão engraxates.

Por José Antônio da Conceição, em 14/04/2013 às 00:32

E... como estou CONVENCIDO que o Eriksson Patos não irá concordar comigo (Nem com o André Lara Resende) no tocante à PERVERSIDADE do sistema vigente, que privilegia alguns SEMPRE em detrimento de muitos... Sabem o que vou fazer? Vou dormir! Descansar para amanhã (se estiver um dia bonito) acender a churrasqueira e assar uma capa de filé e e uma fraldinha fresquinhas, enquanto tomo uma cachacinha mineira de alta qualidade e algumas cervejas bem geladinhas! O Erikssom não disse que eu sou rico? Vou desfrutar então UAI! Desfrutar desta minha riqueza de morar em casa própria, numa rua asfalatada, que quando meu pai comprou era de terra e cheia de buracos, sem rede de esgotos e com transposte público muito longe e de péssima qualidade! A riqueza que possuo é saúde, discernimento e tranquilidade para dormir sem me preocupar com cobradores, porque não devo nem um real a nínguém! Boa noite a todos!

Por Papa Tango, em 14/04/2013 às 00:45

@joseantonio400 Depois de confundir Keynes com Friedmann, acho que vocé confundiu o André Lara com o Milton Santos. O problema apontado por ALR mostra claramente que o governo, ao tentar impor sua própria agenda econômica, favorece alguns em detrimento da maioria.

Por erikssom patos, em 14/04/2013 às 00:40

Então vai e depois vem com bons argumentos também para me convencer, coisa que o Lara não faz é explicar que o que está ai não é livre mercado. Conta outra essa já está ficando batida de bater no mercado, enquanto que o estado é que está fudendo tudo.

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