Brasil

Por , em 05/04/2013 às 09:52  

Simplificações na crítica educacional

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Dizem: o problema é que as universidades públicas estavam sendo ocupadas pelos alunos mais ricos vindos do ensino médio privado. Falso. O problema não está nas boas escolas privadas, está na má qualidade das públicas. Melhorar estas seria a verdadeira política de igualdade.

» Pela desigualdade


O texto está 90-95% correto, o problema também está na má qualidade das escolas privadas que, na sua grande maioria, não são muito melhores em termos educacionais do que as escolas públicas. Não podemos nos basear nas excelentes, como também há nas públicas (vide os Institutos Federais) e tapar os olhos para as escolas que também, muito antes de qualquer medida legal, não obrigavam alunos a repetirem de ano com medo de perdê-los para seu concorrente. A macro-análise é, sem dúvida, importante, mas falta o conhecimento cotidiano de quem realmente conhece sala de aula para fazer o contraponto do cenário micro. O problema é que os professores que deveriam fazê-lo, como mostrou Sardenberg são refratários a qualquer tipo de avaliação.

 




7 opiniões publicadas

O que você tem a dizer?

Por mario jota, em 05/04/2013 às 14:38

O problema educacional brasileiro não se resolve somente com investimento, treinamento de professores e gestores. É muito mais grave porque envolve uma cultura de um país que embarcou na onda do ""o estado tem de prover tudo ao cidadão"", ao marxismo encastelado na cultura dos profissionais da educação em todos os níveis. Nem é necessário ficar falando na bosta do Paulo Freire. Numa sociedade onde o exemplo não vem de cima, qualquer atitude ou medida para melhorar a educação é inútil e dinheiro é jogado no lixo se for feita algum investimento pesado. Como pode um país em pleno seculo 21 ficar discutindo se controla ou não a imprensa, um congresso inútil, um executivo repleto de mamadores do dinheiro público?

Por milton valdameri, em 05/04/2013 às 13:10

Na verdade são poucas as escolas com boa qualidade de ensino, muitas escolas particulares estão contaminadas pela insanidade marxista inclusa no insano método do Paulo Freire. Há muito para fazer pelo ensino no Brasil, mas pouco podemos esperar dos professores, cuja maioria está se dedicando ao proselitismo de uma mistificação, ao invés de se dedicarem ao ensino. A sociedade deve começar a se organizar e reagir com veemência.

Por Anselmo Heidrich, em 05/04/2013 às 13:52

@miltonv De acordo, Milton. Mas, como uma das partes mais envolvidas desta mesma sociedade são os professores, esta divergência intrínseca ao grupo é que deveria ser explorada, i.e., a sociedade interessada deveria buscar os professores que têm uma visão divergente como seus interlocutores e, em determinadas situações, seus representantes preferenciais.

Por augusto josé sá campello, em 05/04/2013 às 12:50

Boa tarde. Há, é verdade, total ou parcial, uma posição de crítica ao que se faz em Educação em nosso país. Aliás, são diversas posições críticas. Estas posições críticas tentam demonstrar isto ou aquilo. Mas, há uma falha de base : usam , os que criticam, bases estatísticas fornecidas pelos diversos níveis de governo. Neste tocante sou doutor com todos os phds. Tanto como funcionário público federal como na pele de consultor (depois de aposentado) rodei este País em busca de informações sôbre Educação. A experiência foi Kafkiana. Resumindo, para não cansar, desconfiado em algumas circunstâncias, fui bater na escola. Algumas não existiam, outras estavam fechadas, e outras eram a imagem da precariedade. Outras, é claro, funcionavam. Algumas, bem. Então, quando disse aqui no OP que pouco se sabe a respeito da realidade da Educação em nosso País, não estava tirando coisa da manga do colete. Recentemente, como consultor, tive mais uma destas tristes experiências. Aqui mesmo no Estado do Rio. E amigos e conhecidos meus ainda trabalhando no campo, em conversas, corroboram o que estou dizendo. Ajscampello

Por José Antônio da Conceição, em 05/04/2013 às 12:05

Anselmo: sinto que você está "querendo dizer algo", mas suas postagens estão abordando UM ÍTEM de cada vez, sem uma redação qualquer fazendo a interconexão entre os vários fatos e a ideia principal. Recentemente, publiquei um post intitulado "EDUCAÇÂO PÚBLICA NOTA 10" (espero que visite o link abaixo e leia) http://www.observadorpolitico.org.br/2013/03/educacao-publica-nota-10/ Se você entender o que eu disse neste post (e concordar) teremos um ponto de partida para uma discussão séria sobre Educação/Ensino no Brasil. Agora, se você ler e não concordar, espero que você esclareça melhor seu posicionamento, a partir do seu ângulo de visão (a sala de aula).

Por Anselmo Heidrich, em 05/04/2013 às 12:45

@joseantonio400 Oh! Maldita inclusão digital... Eu não perco tempo lendo analfabetos funcionais.

Por José Antônio da Conceição, em 05/04/2013 às 12:49

@anselmoheidrich Sua prepotência e má educação é repassada para seus alunos?