Agricultura

Por Roberto Takata, em 04/06/2013 às 12:19  

A insustentável questão indígena. A presidenta tem contas a prestar.

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Os necessários projetos de expansão da matriz energética como Belo Monte, avançam sobre território de reserva indígena com atropelo.

Um índio terena – Osiel Gabriel – morreu durante ação de reintegração de posse da fazenda Buritis, MS, em que participava da Polícia Federal. Órgão executivo, sob comando do Ministério da Justiça.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, sob, no mínimo, concordância tácita da presidenta Dilma Rousseff, propõe a emasculação do poder da Funai na questão de demarcação de reservas indígenas.

O modo como este governo federal conduz a questão indígena é insustentável. Não é possível tratorar-se os direitos dos cidadãos originários como se fossem simples atravancos ao desenvolvimento do país.

De um governo que se diz progressista, de esquerda, é ainda menos admissível tratar como cidadãos de segunda classe ou, pior, um não-cidadão os povos indígenas.

Esta morte – mais uma morte de um cidadão indígena – não pode ficar impune. A presidenta não pode ficar calada como se nada tivesse acontecido.




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