Opinião

Por José Antônio da Conceição, em 23/06/2013 às 14:31  

Barata, hora de relembrar HYBRIS (II)

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HYBRIS
A hybris na Grécia antiga era ensinada, por meio da tragédia, aos jovens descendentes das famílias das classes superiores, jovens Gregos genuínos. Estes jovens eram ensinados a ter horror à hybris, ou seja, a ter bom senso e comedimento.

Barata puxa a orelha de Reinaldo Azevedo, Luiz Felipe comenta sobre des-comedidos do Rio de Janeiro, alguns outros des-comedidamente não concordam com os textos e ideias que não se encaixem com perfeição na maneira de pensar deles. Tenta-se apenas despertar a reflexão, aquela que não se ancora apenas no conhecimento e nas “verdades” já sedimentadas.

Hybris (o conceito grego) pode ser traduzido como “tudo que passa da medida; é descomedimento”. Hybris na atualidade alude a uma confiança excessiva, um orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência (originalmente na Grécia contra os deuses), que com frequência terminava sendo punida. A Hybris atual também será punida?

Na Antiga Grécia, aludia a um desprezo temerário pelo espaço pessoal alheio, unido à falta de controle sobre os próprios impulsos, sendo um sentimento violento inspirado pelas paixões exageradas, consideradas doenças pelo seu caráter irracional e desequilibrado, e concretamente alcançando até a fúria ou o orgulho. Hybris opõe-se à sofrósina, a virtude da prudência, do bom senso e do comedimento.

Defende-se que Sócrates foi condenado a beber cicuta por ter cometido hybris. (invadiu e questionou violentamente uma maneira de ser, mantida por muitos e, considerada por estes muitos como inquestionável).

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Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
Hermann Hesse
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Albert Camus utilizou-se de Sísifo, personagem da mitologia grega, para centralizar questionamentos filosóficos na busca da percepção da vida e o determinismo de responsabilidade das ações que possam nortear o caminhar do homem no sentido metafísico e nas relações interpessoais.

Sísifo age de forma talentosa e consegue amenizar a fúria de Zeus, rei dos deuses, quando ordenou Tânatus, deus da morte, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Ele elogia a sua beleza e obtém a concordância de Tânatus para colocar um colar em seu pescoço, com o qual manteve a morte aprisionada.
Leiam sobre o mito de Sísifo…
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REF.:

http://www.observadorpolitico.com.br/grupos/violencia/forum/topic/por-que-mentir-mentir-por-que




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