Corrupção

Por José Antônio da Conceição, em 25/06/2013 às 16:07  

Ratos, baratas e urubus

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Permita-me reproduzir, Cristina Aragoni.
No Blog cabe todo seu artigo. Obrigado por colaborar no esclarecimento dos reticentes.
http://administradores.com.br/artigos/cotidiano/ratos-baratas-e-urubus/71404/
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“Era uma casa muito engraçada não tinha teto não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão…”

E neste cenário, sem chão, sem teto e sem nada, vimos espaçonaves em forma de estádios desembarcaram em nossas capitais, assoladas por demandas primárias. Fomos esfaqueados pelas costas, atingidos no corpo e na alma ao vermos os novos estádios da copa se materializar diante de nossos olhos. Mas, esta novela começou bem antes…

Em 2007 o então presidente Lula sacramentou com a FIFA o direito do Brasil de sediar a copa de 2014, passando a partir daí, a fazer promessas mirabolantes de transformação e modernização do país.

Na ocasião, seis sedes já seriam suficientes, oito seriam perfeitos, mas em seu delírio megalomaníaco o ex Presidente Lula se comprometeu com 12 sedes, e assim o fez.

No mesmo ano, lançaram o Pacto pela Mobilidade Urbana, incluído na Matriz de Responsabilidades da Copa, com as intervenções necessárias para que cada capital se beneficiasse das obras, e assim, ficassem com o legado de modernidade em beneficio à sua população.

Só que o legado não veio.

Obras superfaturadas, aeroportos desorganizados, estradas sucateadas, metros, VLTs, não saíram do papel. Apenas 30% das obras de Mobilidade constantes na Matriz de Responsabilidades da Copa serão entregues.

Isto por si só, já inviabiliza a realização do mundial, onde não se joga futebol.

Em Brasília, por exemplo, o público não chega a 500 pessoas por partida, nada diferente de Natal, Manaus e Cuiabá. Única explicação levemente aceitável para a construção destas pirâmides seria o tal legado, que sabemos agora, nunca virá.

Em outro artigo comentei que nossos políticos promovem o Fracasso do Futuro, sem noção de civismo e cidadania, e sem o compromisso com a coisa pública, roubam da população a oportunidade do desenvolvimento para uma vida digna e próspera. E por este motivo, estamos assistindo a manifestação de uma insatisfação generalizada da população, que paga impostos altíssimos e recebe serviços medievais.

De acordo com o índice de desenvolvimento humano o Brasil ocupa 85° posição, perdemos, somente em nossa vizinhança, para o Chile, Uruguai, Argentina e pasmem para Venezuela. Sabemos menos, ganhamos menos e vivemos menos, o grito das ruas é o grito das periferias que se veem alijadas de seus direitos, desde do descobrimento.

O saneamento básico do país está no século XIX. À exceção de algumas cidades, nossas escolas estão sucateadas, os professores estão desmotivados e nossos jovens saem do ensino médio como analfabetos funcionais. Os hospitais são depósitos de gente doente, mais parecem campos de concentração pela falta de dignidade e respeito pelo ser humano.

E na raiz do problema: a corrupção.

A corrupção que corrompe e loteia as instituições, a corrupção que agrega bandos de canalhas espalhados como baratas contaminado o ar que respiramos.

Temos ódio dos políticos, mas devemos ter ódio de nós mesmos, pelo abandono, desinteresse e descaso que sempre tratamos os assuntos de interesse nacional.

Este levante popular veio tarde, mas antes tarde do que nunca, e é nossa obrigação apoiar e a partir de agora, exercer nossa cidadania todos os dias.

Agora todos querem serviços públicos  padrão FIFA. Se houve do governo a preocupação com a excelência na construção das arenas e a subserviência da Nação às exigências absurdas da FIFA, deverá haver portanto, as mesmas reverencias, a quem manda no Brasil. O POVO!!

Para nossas cobranças ficarem mais factíveis, deveremos pensar macro e resolver localmente, afinal, moramos nas cidades.

Vamos nos manifestar, não queremos obras faraônicas, queremos cidade limpa, organizada, atendida com infraestrutura de saneamento e demais serviços essenciais, queremos  espaços públicos de convivência, parques, praças, museus e bibliotecas, queremos centros de pesquisa e tecnologia, queremos centros acadêmicos de excelência, queremos usar o transporte público para trabalhar e o carro para passear e queremos principalmente, segurança para aproveitar tudo isso.

Questione a política de sua cidade:

Quantos funcionários tem a prefeitura? Quantos cargos são comissionados? Para que servem estes cargos? Quanto ganha o vereador? Qual a verba de gabinete que ele recebe? Como se comprova os gastos do vereador?  Quantos são as verbas da união destinadas para sua cidade? Estas verbas, estão empenhadas em que pastas? Sua cidade teve as contas aprovadas pelo tribunal de contas? Qual a nota do Ideb da sua cidade? Qual a situação fiscal de seu município?

Alguns sites que nos ajudam nestas pesquisas: Ibge.com.br; firjan.org.br; imil.org.br

Exerça a cidadania, cuide de sua cidade e das instituições, vamos nos manter um povo pacífico, mas nunca mais, devemos ser um povo passivo.

Escrito por
Cristina Aragoni




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