Políticas Sociais

Por , em 05/11/2013 às 23:25  

Bolsa Família, uma política liberal e antimarxista.

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Interessante texto publicado por Carlos Góes no novo portal de debate de idéias liberais Mercado Popular - “Raizes liberais do Bolsa Família”.
O texto é sucinto e didático. Vale a pena ser lido.
Sob o meu ponto de vista, políticas como do Bolsa Família, uma política assistencial, são essencialmente uma estratégia anti barbárie.  A morte de um cidadão por fome, no atual estágio do desenvolvimento tecnológico do mundo, só pode ser considerada uma aberração humanitária.
Em relação ao marxismo puro, raramente comenta-se, mas políticas assistenciais são sempre contra revolucionárias, pois, visam afogar a luta de classes diminuindo a oposição de massas de impotentes versus grupos de poderosos. Isso fere o cerne do mecanismo “lógico” da dialética construtora da história na ótica hegeliana, que é o motor das mudanças sociais de Marx.
André Piettre, ex-professor da Faculdade de Direito e de Ciências Econômicas de Paris, em sua magnifica obra “Marxismo” expõe a lógica deste pensamento:

A miséria crescente – ou ao menos sentida como crescente – não é somente, nas perspectivas marxistas, uma lei fatal do capitalismo; ela é ainda necessária para a própria salvação da classe operária. Não há Redenção sem Paixão, nem revolta sem opressão…
Aí reside a poderosa originalidade de Marx. Com ele não se trata mais de deplorar um acidente social; não se trata mesmo de lhe propor um remédio Trata-se de fazer surgir da profundezas do mal seu radical antagonismo. Num sentido o mal é benfasejo, a morte é criadora: é, como tinhamos tido, a essência mesma da filosofia hegeliana.

O argumento, de outro grupo de pensadores, que o assistencialismo do Bolsa Família, conteria o impulso de iniciativa, não é válido, visto que é um valor irrisório garantidor de apenas subsistência. O apelo da sociedade de consumo já funciona como motor para busca de diferenciação social.
Tudo isso não isenta que deficiências na gestão do Bolsa Família sejam justificáveis. Cabe ao governo aprimorar os mecanismos de cruzamento de dados para que o benefício só seja percebido pelos realmente necessitados.



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