Opinião

Por xicograziano, em 14/11/2013 às 14:36  

Breve história política do presidente Jango

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A exumação do corpo de Jango me faz buscar a história. Com a renúncia do desastrado Jânio Quadros, seu vice assume em 7 setembro de 1961. Antes, porém, o Congresso aprovara o parlamentarismo, condição negociada para Jango assumir a presidência. Três Gabinetes se instalaram enquanto durou essa fracassada experiência parlamentarista: Tancredo Neves foi primeiro-ministro por 10 meses; depois Brochado da Rocha (2 meses), seguido finalmente por Hermes Lima, até que, em 6 de janeiro de 1963, um plebiscito aprova a volta do presidencialismo com 80% dos votos.
Consta que Jango tinha temperamento calmo, certa humildade, poucos rancores. Mas os tempos da política ficavam cada vez mais quentes, Leonel Brizola puxando de um lado, Carlos Lacerda de outro. Em 13 de março de 1964, Jango organiza no Rio de Janeiro o grande comício da Central do Brasil. Nele anunciou a desapropriação de terras para a reforma agrária e nacionalizou as refinarias particulares de petróleo. Os estudantes da UNE adoraram, os comunistas comemoravam. Estavam começando as reformas de base, rumo ao novo Brasil, longe do imperialismo norte-americano e livre do latifúndio. Mas a reação não demorou. Em 31 de março um golpe derrubou Jango da presidência. Começava a ditadura militar. Jango vai para o exílio e morre em sua fazenda no Uruguai em 6 dezembro de 1976.
Da história, ficam as lições. Cada qual encontre a sua.




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