Economia

Por Observador Conteúdo, em 07/08/2014 às 09:33  

Hipertrofiado e ineficiente, setor público precisa diminuir para país voltar a crescer

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O próximo ano será tão complicado quanto decisivo para a economia brasileira. Complicado porque as projeções de crescimento inferior a 2%, juros acima dos 12% e inflação ao redor de 6% não serão alteradas se não houver, além de alta competência técnica, grande coragem política para adotar as medidas necessárias à reversão das expectativas.

E decisivo porque, depois de um longo período de desempenho econômico aquém de medíocre, o governante eleito em outubro próximo não terá outra opção que não seja a do crescimento. Mantidas as condições econômicas atuais, o país estará, definitivamente, condenado à recessão e ao atraso, pois as economias ainda não desenvolvidas plenamente, como é o caso da brasileira, não suportam, por muito tempo, a baixa performance.

Algumas ações necessárias à retomada do crescimento saltam aos olhos e, se adotadas, fariam de 2015 o “ano da virada”, mandando para bem longe nuvens negras que se desenham no horizonte amplo.

Dentre elas vale ressaltar uma agenda de reformas identificada com as necessidades dos investidores. E por uma razão muito simples e direta: sem a recuperação da confiança de investidores e empresários não haverá investimentos e, sem estes, não haverá crescimento.

Essa agenda tem que ser executada desde o primeiro dia de governo, compreendendo a simplificação da tributação, a reforma da previdência, a diminuição (seria melhor a extinção, claro) da burocracia, menor número de ministérios e secretarias.

A consequência direta seria o enxugamento do setor público, tão hipertrofiado quanto ineficiente na gestão de recursos, e cujos critérios de contratação e de controle estão muito aquém da eficiência dos que pautam o setor privado.

Ao mesmo tempo, há que ser repensado o papel do Estado na condução da economia, principalmente quando se trata de intervenções no ambiente de negócios – necessárias apenas em determinadas circunstâncias.

Abram Szajman – UOL (07/08/2014)




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