Opinião

Por xicograziano, em 29/09/2014 às 11:09  

O debate que interessa ao futuro do Brasil

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“Para o PT interessa administrar a pobreza. Eu quero a superação da pobreza”. A frase, dita por Aécio Neves no debate da TV Record, oferece o mote perfeito para a mais relevante discussão, que não está sendo realizada, dessas eleições presidenciais: qual país queremos construir para o futuro?
Os programas de transferência direta de renda, iniciados sob a batuta de Ruth Cardoso durante o governo de FHC, foram essenciais para vencer o antigo assistencialismo que sempre se alimentou da miséria do povo. Além de lhe propiciar acesso aos bens materiais mínimos da existência humana, trouxe dignidade ao pobre cidadão, livrando-o do tradicional clientelismo político.
Agora, vencido o patamar básico da nova política social, há que se evoluir, e não querer perpetuar o mecanismo do Bolsa Família. O pensamento socialdemocrata precisa se diferenciar da ideia lulopetista. Esta se especializou na administração dos benefícios, interessada em dominar a agenda dos pobres. Aquele deve propor as portas de saída para acabar com a miséria.
Aprimorar a saúde é obrigação de qualquer governo sério. Enfrentar a corrupção, tarefa de um governo decente. Trazer segurança às famílias, requisito da qualidade de vida. Agora, somente o crescimento sustentável supera a pobreza de uma Nação.
Educação, tecnologia e emprego forma o tripé capaz de estruturar o amanhã. Chega de firula do marketing eleitoral. Aqui está o verdadeiro debate que o País precisa enfrentar.




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