Brasil

Por Gabriel Rossi, em 04/01/2016 às 17:59  

Assuntos polêmicos se discutem com maturidade

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Existe preconceito racial no Brasil? Sim, com certeza. “É um problema mundial”, muitos alegam. É verdade, mas isso não redime a vergonhosa e lamentável situação em nosso país. Claro que isso precisa ser combatido.

Existe preconceito contra os homossexuais no Brasil? Com certeza existe. Também lamentável, com urgência para ser enfrentado.

Existe discriminação contra as mulheres no Brasil? Pode acreditar que sim. Ainda é grande a disparidade salarial entre homens e mulheres. Última pesquisa do IBGE revela que, em 2013, o salário das mulheres em empresas brasileiras era 40,5% menor que o dos homens. Precisamos evoluir. Muito.

E, em pleno século 21, ao mesmo tempo que o politicamente correto nos vigia 24 horas como o “Grande Irmão”, do livro 1984, de George Orwell, algumas pessoas se escondem atrás da tela de um computador e usam as redes sociais para revelar, muitas vezes anonimamente, todo o seu preconceito. Lamentável.

Mas a verdade é que pouco se pode falar sobre esses assuntos. Independentemente da orientação política, eles estão na cara de todo mundo, mas a impressão que se tem é que tudo virou tabu ou perseguição às minorias. O problema das “esquerdas progressistas” tupiniquins é o remédio que implantam para combater estas perseguições, em vez de discuti-las. É um absurdo, por exemplo, a proposta de retirar das escolas públicas o livro de Monteiro Lobato, “Caçadas de Pedrinho”, tido como racista. Também não sou a favor de cotas e abomino ataques diretos à religião dos outros.

Há ainda outra questão. Líderes de determinados movimentos usam suas condições como uma espécie de biombo para agir com truculência contra as pessoas que os mesmos não gostam ou não compartilham com suas ideias e ideais. O deputado Jean Wyllys, do PSOL, é o exemplo mais claro disso. O fato de ele ser homossexual não é problema, evidentemente. Uns são homossexuais, outros não. Ponto. Isso nem deveria entrar em discussão. Mas Wyllys usa sua homossexualidade para se promover e até, pasme, perseguir opositores. Isso, diretamente falando, é ser intelectualmente desonesto e agressivo.

Feministas radicais não ganharam o apelido de “feminazis” por nada. Mas, pelo menos, Mary Richardson rasgou Rokeby Venus, pintura do espanhol Diego Velázquez, na National Gallery, em março de 1914, com um propósito mais claro e direto. Não é pichando igreja ou querendo mostrar originalidade apenas por uma pseudo originalidade que se chegará a algum resultado positivo. Usar essas argumentações para debater na arena intelectual é imaturo e muitas vezes desonesto.




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